Pão doce de laranja, com fermentação natural

Pão doce simples, com fermentação natural, casquinha crocante de açúcar e um baita aroma de laranja!
pão doce de laranja partido e fatia

O pão caseiro virou rotina aqui em casa já tem uns meses. Desde que comecei a cultivar o levain duas vezes por semana sai pão do forno. Na maior parte das vezes é o pão salgado simples, as vezes temperado com cebola ou ervas, na maioria das vezes só com sal e azeite. Mas vez em quando é bom quebrar a rotina né?

Assim comecei a tentar transformar a minha receita básica num pão doce simples. Seguindo a lógica de poucos ingredientes e procedimento fácil mas com resultado mais leve do que o do pão salgado. E cheguei na receita de hoje. O açúcar é o suficiente pra deixar a massa levemente doce, mas nada parecido com uma sobremesa; esse ainda é um pão mais neutro. Já o ovo dá umidade para a massa, que fica parecendo mais com o pão doce do que com a baguete. E a laranja é porque eu amo aroma de laranja mesmo.
Dá pra trocar a laranja por limão ou tangerina? Dá. Dá pra trocar por algum outro aromatizante como sementes de erva doce? Dá e fica uma delícia. É só usar a base e saborizar como quiser!

Pão doce de laranja

1 xícara de fermento natural*
2 xícaras de farinha de trigo + para a segunda sova
1/4 xícara de água
1 ovo
1 xícara de açúcar
raspas de uma laranja
1 pitada de sal
leite e açúcar cristal pra finalizar

*dá pra trocar por 7g de fermento biológico seco, mas aí os tempos de crescimento mudam radicalmente, então é melhor definir tempos pela aparência da massa.

Misture metade do açúcar com o fermento, o ovo e a água. Adicione metade da farinha e só então acrescente o sal. Vá sovando a massa e acrescentando o restante da farinha, até ela estar macia e elástica. Deixe a massa descansar cerca de 6 horas, em uma vasilha tampada.
Abra a massa ligeiramente, com as mãos mesmo, e acrescente a outra metade do açúcar e as raspas. Sove a massa até que esteja macia e formando bolhas, provavelmente vai precisar de mais farinha para que a massa não fique muito mole*. Modele o pão e transfira para uma forma untada. Tampe, mesmo que na gambiarra, e deixe descansar mais umas 8h.
Deixe o forno aquecendo a 230° enquanto finaliza o pão: pincele com leite e polvilhe açúcar cristal. Asse até que doure. Deixe pra guardar só quando estiver completamente frio.

*Eu tenho uma certa dificuldade em fazer o pão com fermentação natural manter a forma; então eu sempre deixo a massa mais firme do que me pareceria o certo para que ela não desmonte.

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Em 2015: Limonada de festa

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Falso Pink Squirrel (quem inventa esses nomes?)

Pink Squirrel, esquilo rosa, ou a minha dificuldade em traduzir nomes de drinks.
drink pink squirrel

Vou ser sincera: o drink é uma delícia. Mesmo! Façam. Mas eu fiquei o tempo todo me perguntando “pq diabos o nome de esquilo rosa???”. E fui pesquisar sobre esse drink e descobri algo inusitado. O tal esquilo não tem nada a ver com esse drink! Eu fui enganada!

O drink original é feito com Noyaux, creme de cacau e creme de leite. Nada a ver com esse que tem como base limonada e grenadine e é alcoolizado com vodka. Um dia, quem sabe, eu faço o original; mas por hora fiquemos com o falso mesmo, que é muito bom e combina com esse calor típico de janeiro.

Ah sim, não costumo mudar muito os drinks que pesquiso, e foi a mesma coisa com esse. A única diferença é que a receita dizia 2 doses de limonada e eu fiz a limonada com metade limão  metade água.

Falso Pink Squirrel – original aqui

1 dose de vodka
1 dose de limão
1 dose de água
1 dash* caprichado de grenadine

*o dash é a versão líquida da pitada; vc vira a garrafa um pouquinho e deixa cair um bocadinho completamente subjetivo de bebida, que pode ser 1/4 de colher de chá ou uma colher de sopa completa. O que eu tô tentando dizer é: use o quanto você quiser pra adoçar o drink.

Bata tudo em uma coqueteleira (ou vidro tampado) cheia de gelo até que fique gelado, e sirva em uma taça. Simples assim.

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Sorvete de chocolate, de um jeito simples

Sorvete de chocolate, com poucos ingredientes e o principal: sem sorveteira!!!

Eu amo substituir uma comida comprada pronta por uma feita em casa. E uma das minhas maiores frustrações é que a maioria das receitas de sorvete exige uma sorveteira. Que eu não tenho; nem tenho planos de comprar por hora.
sorvete de chocolate

E é por isso que vamos ficar sem sorvete? Nem pensar!! Fui testando receitas e métodos pra chegar nesse sorvete de chocolate. A receita de hoje é baseada num simples mingau de chocolate que foi sendo adaptado até virar sorvete. Mas o principal é o método do banho-maria invertido. É ele que vai te ajudar a transformar outras receitas em sorvete também.

Porque é isso que uma sorveteira faz: ela injeta ar na receita enquanto resfria bastante. Aliás, esse é o mesmo processo da tigela de fazer sorvete que você acopla em batedeiras profissionais: uma tigela mega gelada enquanto aera a massa. E é isso que o banho-maria invertido faz também. Só que com uma tigela cheia de gelo e uma batedeira de mão.

Além desse truque, tem um detalhe nos ingredientes que influencia bastante também: o teor de gordura. Porque sorvete, principalmente industrializado, é basicamente isso: ar, gordura e açúcar. O açúcar evita cristalização, o ar dá leveza e a gordura cremosidade. E é por isso que eu usei nata. A parte chata é que muita gente não encontra nata pra comprar. A parte legal é que eu também não, mas eu “roubo” a minha toda vez que algum leite é fervido aqui em casa, e vou guardando no congelador até ter o suficiente pra usar em alguma receita.

Não quer ter esse trabalho? Tudo bem. É só usar creme de leite fresco, que é o que tem mais gordura. A porcentagem é quase a mesma da nata. Pra quem não tiver o fresco vale usar o de latinha sem soro, mas como a porcentagem é bem menor vai ter que bater mais vezes pra ficar cremoso. Mas pelo menos vai dar pra fazer né?

Sorvete de chocolate

1 xícara de leite
1 xícara de nata*
2 colheres sopa de amido de milho
4 colheres sopa de chocolate em pó
4 colheres sopa de açúcar

*pra quem não tiver nata: vale usar creme de leite? Vale, mas use o com maior porcentagem de gordura que você encontrar pra não perder muito em textura.

Monte um banho-maria invertido: uma tigela com cubos de gelo e água e outra tigela por cima. Reserve.
Em uma panelinha misture o amido, o açúcar e o chocolate. Dilua no leite e junte a nata. Leve ao fogo médio e misture até formar um mingau. Transfira para a tigela no banho-maria invertido e bata, com batedeira ou fouet, até ficar frio.
Leve pro congelador por cerca de 2h. Bata novamente (não precisa do banho-maria invertido agora) até ficar cremoso. Volte para o congelador por cerca de 8h. Bata novamente.
Dependendo do teor de gordura do seu sorvete você pode já conseguir uma textura legal nesse ponto, ou precisar bater e congelar mais algumas vezes.

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Em 2016: Sorbet de Kiwi

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Queijo caseiro, feito com coalho

Leite e coalho e sal e pronto! Queijo caseiro gostoso e fresco pra voltar de férias com tudo!

Essa receita foi sendo aperfeiçoada ao longo do ano passado. E depois de misturar receitas da internet, conhecimento de antepassados e dicas diretamente de quem me fornece o leite… Eis o queijo!
queijo de coalho inteiro

Por aqui, acaba valendo a pena financeiramente porque o leite é barato (comparado a leite gordo em cidades grandes). Mas além dessa questão é o sabor e a certeza do que tem ali que contam mais. É realmente leite, coalho e sal e só. E em uma época em que a lista de ingredientes no queijo do mercado tá só crescendo, pra quem quer uma vida mais natural essa pode ser uma boa opção.

No quesito qualidade (leia sabor e textura) pra mim o caseiro também sai ganhando. Ele é mais fresco, e se tem uma coisa que detesto é queijo “fresco” que já passou alguns dias. E a textura é menos borrachuda. Já teve a sorte de encontrar um queijo minas fresco que dá pra partir com colher? É o caso desse! Se você não prensar dá até pra usar como patê…
queijo de coalho partido

E claro, sobra soro. Ele também pode ser aproveitado. Eu gosto da ideia de congelar em uma forma de gelo e usar pequenas porções em molhos e refogados. Ele deixa esses pratos mais nutritivos e não altera o gosto. Mas pra mais opções tem esse artigo que é bem variado!

Por último, o pano de coar. Eu não quis esperar o dia que comprasse um pano próprio pra finalmente fazer meu próprio queijo. Então usei o mesmo pano que tenho pra coar leite vegetal. É um quadrado de voal (verde que tava na promoção) com um elástico e um prendedor na ponta. Tudo encontrado em armarinho e fácil de fazer. Também dá pra comprar pronto pra quem quiser um acabamento mais bonitinho…rs

Queijo feito de coalho

2 litros de leite*
2ml de coalho**
1 colher sopa de sal

*O ideal é usar o leite gordo e cru, ou seja, aquele leite de fazenda que ainda não passou por nenhum tipo de esterilização, nem foi fervido. Se você não tem acesso prefira o leite de saquinho ao de caixinha. Se só tiver o de caixinha e ainda assim quiser tentar… Vai fundo!

** O coalho é vendido em uma garrafinha que costuma ficar junto dos fermentos. Segundo a lenda existe coalho de diversas marcas, mas eu só conheço a que aparece na foto. Diferentes marcas podem pedir diferentes quantidades por litro, se a sua pedir uma quantidade diferente da que eu usei talvez seja melhor seguir a indicação da embalagem.
colagem queijo de coalho passo 1

Aqueça o leite até que atinja 39°. Misture o coalho ao leite, tampe e deixe descansar por cerca de 40 min para que o leite comece a coagular. Passado o tempo corte o sólido formado passando uma faca por ele diversas vezes e em diferentes direções. Tampe novamente e deixe descansar mais 20min.
colagem queijo de coalho passo 2
Monte o descanso para filtrar o queijo. Eu uso um escorredor de macarrão com o pano de coar (para maiores informações veja o texto acima), e uma vasilha embaixo para receber o soro. Se o seu saco de filtrar for bem fechado você pode nem precisar do escorredor.
Com uma escumadeira “pesque” os pedaços de queijo da panela e transfira para o pano; evite simplesmente despejar o conteúdo da panela de uma vez, isso acaba estragando um pouco a textura do queijo.
colagem queijo de coalho passo 3

Aperte o pano para escorrer o restante do soro e já vai ficar parecendo mais com queijo mesmo. Transfira para uma vasilha ligeiramente untada para formatar. Aperte bem a massa na vasilha, com a ajuda de uma colher, e cubra com papel toalha. Deixe na geladeira por pelo menos duas horas.
Agora é só desenformar e aproveitar!
queijo de coalho escorrendo

As vezes o queijo solta um pouco de soro nas 24h seguintes, então eu adaptei uma “gambiarra” com meu cesto de cozinhar no vapor e um prato fundo pra evitar acidentes dentro da geladeira. 😉

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Em 2015: Pavê de sonho de valsa

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Estrelas folhadas – especial de natal

Estrelas folhadas, ou cata-ventos folhados, com apenas dois ingredientes pra ultima receita do ano.
estrelas folhadas com geleia

Sabe quando a gente não programa e aí tem que arranjar petisco de última hora? Essas estrelas folhadas são ótimas pra essas ocasiões. Elas são conhecidas como pinwheels, ou cata-ventos, mas pra mim parecem mais estrelas. Você também pode encontra-las com o nome de danish pastry, ou massa dinamarquesa, porque ô povo bom pra dobrar massa das formas mais lindas viu? (Dá um google nesse nome pra ver cada doce lindo!)

Elas são rápidas de fazer e só precisam de massa folhada e geleia, além de deixarem a mesa linda! Dá pra incrementar com uma gema e açúcar? Dá e fica ótimo. Mas também dá pra fazer simples que funciona. E pra esse fim de ano eu escolhi geleia de damasco, sabor que combina com a época e dourado que enfeita a mesa. Mas dá pra fazer com a sua geleia favorita, inclusive uma salgada se for o caso!
estrelas folhadas com geleia

Massa folhada comprada (no mercado ou na padaria) e geleia escolhida é só assistir o vídeo, que é mais fácil do que ficar escrevendo como corta e monta. E pronto! Lembrando que massa folhada cortada pequena gosta de forno a 200° pra folhar sem queimar a parte de baixo.

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Patê de cebola caramelizada – especial de natal

Patê de cebola caramelizada: receita mega simples que com uma apresentação mais caprichada vira petisco de festa em dois tempos!
petisco de pate de cebola caramelizada

Esse patê foi inspirado no patê de cebola caramelizada que vi em algum episódio do Cozinha Prática. Mas na hora de fazer usei como base a maionese de leite daqui do Cozinha mesmo. É uma receita simples de fazer, com consistência boa e que, como não leva ovo cru, pode ficar na mesa durante a festa toda, numa boa.

O sabor da cebola é muito suave e ele acaba indo bem com tudo. Então se quiser apenas usar como base e acrescentar algum ingrediente pra acompanhar nas cestinhas, praticamente qualquer coisa combina!  Momento confissão: a minha ideia era acrescentar bacon frito por cima. E eu ainda acho esse ideia maravilhosa! Mas como foi feito, esse é um prato vegetariano, o que as vezes falta em muitas ceias (de natal e de ano novo).

Quanto a base de massa folhada, é apenas uma sugestão pra mesa ficar mais bonita. Vale servir em uma travessa e com torradas do lado, ou as cestinhas vazias e vários tipos de patês pra todos os paladares…
petisco de pate de cebola caramelizada

Patê de cebola caramelizada

2 cebolas grandes
2 colheres sopa de manteiga sem sal
1 colher sopa de açúcar
1/2 xícara de leite
1 dente de alho grandão
1 colher sopa de limão
1 colher chá de sal
cerca de 3/4 xícara de óleo

Descasque e fatie as cebolas o mais fino que conseguir. Em uma frigideira aqueça a manteiga até derreter. Junte a cebola e o açúcar e misture rapidamente. Deixe as cebolas em fogo médio, mexendo de vez em quando, até que elas caramelizem. Quando elas começarem a ficar um dourado bem escuro, prove. Se o sabor estiver adocicado é porque chegou no ponto. Retire do fogo e deixe reservada até que esfrie.

No liquidificador junte o leite, o alho, o limão, o sal e as cebolas e bata até ficar homogêneo. Continue batendo e acrescente o óleo em um fio contínuo e a mágica vai acontecer: a maionese vai tomar consistência. Se estiver muito mole acrescente mais um pouco de óleo, também em fio, também com o liquidificador batendo e vai ficar mais consistente.

Se quiser, separe parte das cebolas para misturar na maionese depois de tirar do liquidificador, ou para enfeitar no final. Aqui não fiz porque existem restrições a mastigar cebola nessa casa…rs

Para fazer as cestinhas de massa folhada:

Corte quadrados de massa folhada com cerca de 6cm de lado. Coloque dois em cada forminha de empada, com as pontas desencontradas, encostando bem o centro no fundo da forminha. Não precisa untar. Fura bem o fundo de cada cestinha para não inflar muito. Leve ao forno a 200° até que dourem. Espere esfriar antes de rechear com o patê.
petisco de pate de cebola caramelizada

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Raspadinha caseira e drink com espumante

Raspadinha com espumante é exatamente o que o nome diz: uma taça com raspadinha que é cheia de espumante. Pronto. Refrescante e festivo e pronto pra virada de ano!
drink raspadinha com espumante

Dá pra fazer esse drink com raspadinha comprada pronta? Dá. Dá pra comprar picolé e triturar grosseiramente e fingir que é raspadinha? Dá. Mas fica bem mais legal se você fizer a sua, do gosto que preferir, com um toque alcoólico pros maiores de 18…. Esses detalhes, sabe?

A ideia dessa receita veio do Completely Delicious, e lá foi feita com suco de mexerica. Eu tentei o original com mexerica e também fiz um com limão; que eu achei muuito mais gostoso! Mas a verdade é que dá pra fazer com a fruta que você quiser. A única variação pode ser a quantidade de açúcar; então vale experimentar a raspadinha antes de congelar pra garantir que não precisa adoçar mais um pouco.

Outra variável é a bebida. A original foi feita com o próprio espumante do drink, mas eu só tinha uma garrafa e nem sonhando ia abrir a garrafa um dia antes e perder metade das borbulhas…. Então fui de destilado neutro que tinha em casa: Gin. Mas isso só prova que dá pra usar a bebida que você quiser, seja neutra como vodka ou com sabor que vá combinar com a fruta, como whiskey.

Raspadinha alcoólica – original aqui

300ml de suco de limão – ou mexerica, ou laranja, etc
4 colheres sopa de gin – ou sua bebida escolhida
6 colheres de açúcar – ajustável

Junte o açúcar e o suco e leve ao fogo baixo, apenas até o açúcar derreter. Tire do fogo e misture a bebida. Leve para o congelador por 2 horas. Retire do congelador e raspe com um garfo até virar uma raspadinha. Volte ao congelador por 8h e então raspe novamente com o garfo. Essas duas vezes devem ser o suficiente. Mas faça com antecedência caso seja preciso voltar ao congelador por mais algumas horas.

Para fazer o drink é só preencher uma taça até a metade com a raspadinha e então completar com espumante.

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Em 2014: Pão Noel

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Chocotone Trufado – especial de natal

Sabe aquele chocotone trufado, cheio de chocolate por dentro? Essa é a receita do dia. E sem truque, nada de pegar panetone pronto, cortar e rechear; esse chocotone sai do forno trufado!
chocotone trufado

Todo mundo conhece a receita do chocotone trufado pós forno né? Você pega um panetone (ou chocotone) pronto, corta a tampa, retira parte da massa e recheia. Coloca a tampa de volta e cobre com um pouco de chocolate derretido pra disfarçar o corte e deixar mais festivo. E nada contra esses chocotones, inclusive adoro os recheados com sorvete. Mas eu queria muito experimentar um que já viesse recheado, sem ter que abrir. Afinal se na fábrica eles conseguem, então em casa a gente também pode né? E fui atrás de receita que ensinasse. E claro, só achei o método do corta e recheia.

Não faço ideia de qual a real receita do recheio dos chocotones trufados de fábrica. Fui fazendo testes com a ganache comum, de sempre mesmo, e acabei gostando. Fazendo uma ganache mais firme, no final você consegue um recheio que não vaza muito e ainda fica macio depois do forno. Assim o maior cuidado acaba sendo a parte de enrolar mesmo; tem que esconder bem o recheio pra não vazar tudo.
Pra quem quiser trocar o recheio é só trocar o chocolate e saborizar como quiser. Lembrando que chocolate ao leite pede menos creme de leite, e chocolate branco menos ainda.

PS: trocando a massa de panetone por pão doce também dá bem certo e fica super bom!
chocotone trufado

Chocotone trufado

1 1/2 receita de essência de panetone* – aqui
1 1/2 receita do chocotone simples – aqui
200ml creme de leite de caixinha
400g de chocolate meio amargo

*os links são iguais já que as receitas foram postadas juntas, coloquei separado porque também dá pra fazer com a essência comprada pronta. Se for o caso vale colocar aos pouquinhos e ir provando, porque a potência é diferente da caseira.

Aqueça o creme de leite e misture com o chocolate fazendo uma ganache simples. Se quiser saborize com a sua bebida alcoólica ou xarope favorito. Deixe esfriar tampado, fora da geladeira, por pelo menos 8h.
Faça a massa do panetone normalmente, divida em duas e no lugar de colocar as gotas de chocolate ou as frutas cristalizadas, recheie com a ganache. Para isso, abra a massa em um quadrado; espalhe a ganache, dobre as laterais da massa e dobre ao meio; então enrole, como num rocambole. Transfira para a forma e deixe descansar normalmente, por cerca de 2h. Daí é só pincelar leite (fica fosco) ou gema (fica com brilho) e levar ao forno.

Ou você pode assistir o vídeo e ver como eu dobrei a massa:

Eu gosto de deixar o trufado sem corte e cortar o topo do panetone com frutas pra diferenciar um do outro mais facilmente. Mas isso é totalmente opcional.
chocotone trufado

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Suspiros de natal

Suspiros de natal, ou mini árvores para enfeitar a mesa no fim de ano!
suspiros de natal

Essas arvorezinhas são os mesmos suspiros tradicionais, apenas com cor e formato diferente. E embora essa pareça uma mudança pequena, acaba exigindo alguns cuidados maiores no preparo.
Primeiro, o corante: use corante em pó. Sério. Já tentei líquido, gel, próprio pra chocolate… tudo acaba ficando esquisito. Já o corante em pó não altera a consistência do suspiro. E pode ou diluir bem e ficar homogêneo, ou não diluir totalmente e fazer um leve marmorizado. Para controlar isso é só bater o suspiro até misturar totalmente o corante ou misturar apenas ligeiramente. Você controla conforme o seu gosto.

Segundo, o tamanho dos suspiros: quanto menor mais seco. Um disquinho de suspiro vai ficar tão seco e crocante quanto um biscoito de açúcar. Já um suspirão vai demorar mais para secar e corre o risco de ficar puxento. Esses podem ser considerados suspiros triplos, então vão pedir mais tempo de forno e podem não dar certo em dias chuvosos. O lado bom? Suspiros podem ser guardados, então rola de fazer num dia de sol e guardar em uma lata por uns 3 dias pelo menos.

Agora é só escolher mini miçangas e ornamentos para o topo e os suspiros de natal estão prontos pra enfeitar sua mesa.
suspiros de natal

Suspiros de natal

3 claras
3/4 xícara de açúcar refinado
corante em pó – verde
mini confeitos

Junte o açúcar com as claras e aqueça em banho-maria até que o açúcar derreta. Leve para a batedeira e bata em velocidade alta. Enquanto bate vá acrescentando o corante aos poucos. Quando o suspiro montar em picos firmes transfira para um saco de confeiteiro com bico simples, ou mesmo sem bico.
Pegue uma assadeira grande e vire de cabeça pra baixo, com o fundo pra cima. Pingue uma gotinha de suspiro em cada canto e usa pra prender uma folha de papel manteiga. E então é só fazer as árvores. Primeiro pingue um suspiro maiorzinho, tentando não fazer uma ponta muito alta. Pra isso pare de apertar o saco e rode o bico sobre o suspiro achatando a ponta. Em cima desse montinho faça um menor, também amassando a ponta, com cuidado pra ele ficar bem no centro.

(olha como algumas árvores minhas ficaram tombadas, isso é resultado de não centralizar o bico direito na hora de fazer a segunda camada)

Por último faça o topo da árvore. Daí vale fazer uma pontinha mesmo que pequena, pra dar acabamento. Enfeite com miçangas coloridas e uma estrelinha na ponta; normalmente esses confeitos são forneáveis, principalmente em temperaturas tão baixas, mas sempre é bom conferir. Leve ao forno mais baixo possível. Se o seu forno não ficar a menos de 180° (como o meu) é só colocar uma colher de pau ou o rolo de macarrão pra segurar a porta entreaberta. Deixe por 1h, vire a assadeira e então mais 45min, mais ou menos. Depois que eles assarem desligue o forno feche e deixe descansar ali ate o dia seguinte.

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Em 2014: Grão de bico temperado

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Quiabo com bacon – especial de natal

Quiabo é sempre babento? É servido só ensopado com frango? Não e não. Hoje honrei minhas raízes mineiras e coloquei como ingrediente principal do petisco da festa justamente o quiabo! E tem vídeo também, que é pra mostrar o quão fácil esse trem é!
quiabo-com-bacon

O quiabo pode parecer difícil de lidar, justamente por conta da baba que muita gente não gosta. Mas já vou começar com dica pra quem quer frango com quiabo não babento: é só secar muito bem e fritar ligeiramente o dito cujo que pronto, adeus baba!
A fritura evapora totalmente a água presente nele, e sem água não tem baba. E por isso mesmo esse petisco também fica sequinho! Como ele é assado em forno baixo a água evapora toda e o quiabo fica sequinho. E claro, envolto em uma deliciosa camada de bacon, que no forno fica dourado e crocante!

Agora que já te convenci que quiabo pode ser um bom petisco pra qualquer festa, bora pra receita mega simples de hoje.

Quiabo com Bacon

Quiabos
fatias de bacon
palitos

Lave e seque bem os quiabos. Corte cabinhos e pontas quebradas e então corte os quiabos mais ou menos do mesmo tamanho da largura da fatia de bacon que estiver usando. Enrole cada pedaço em uma fatia, ou em metade se elas forem bem longas. Prenda com um palito e transfira para uma forma. Nem precisa untar, a gordura do bacon dá conta. Leve ao forno, já aquecido a 180°, até que o bacon doure e fique crocante. Sirva ainda quentinho.
Dica: para um petisco menos gorduroso asse em uma daquelas formas que tem grade dentro, assim a gordura pinga e não fica em contato com os rolinhos. Ou então deixe os rolinhos escorrem 1 minutinho em uma peneira (de preferência de metal) antes de servir.

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Em 2014: Doce de leite ninho
Em 2015: Chocotone (ou panetone)

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