Gin and Sin, ahan isso é um drink, e dos bons…

Gin and Sin é um drink ligeiramente ácido, bem pouco doce, e bem levinho. E sim, eu desisti de traduzir esses nomes…
gin and sin

Sério, a tradução seria Gin e Pecado. E, de novo, eu me recuso a chamar um drink do Cozinha de Gin e pecado. E embora Gin and Sin não seja muito melhor, pelo menos eu tenho a desculpa de que esse é o nome original e blá-blá-blá. Mas ó, o drink é gostoso!

O sabor do Gin praticamente some, e quem chama a atenção mesmo são as frutas. Por isso esse drink acaba sendo bem cítrico. A grenadine equilibra mas não rouba as atenções, e o sabor dela fica beeem suave. Tanto que se quiser um drink menos ácido, rola de dobrar a quantidade de grenadine. E por isso mesmo imagino que se você quer muito fazer esse drink, e não tem grenadine, vale a pena experimentar com um licor de frutas vermelhas… Ou algo parecido.

Oooou você pode arranjar romãs e fazer grenadine em casa. Já teve receita aqui, com direito a drink facílimo acompanhando.

E a história do drink? Pois é, boa pergunta. Não achei nada concreto ou confiável. Mas em várias referências o Gin é tido como a bebida que te transformar em um pecador (sinner). Ou seja, estou quase acreditando que o nome é só uma piadinha besta de quem inventou a bebida. Mas não deixe isso de desanimar de tentar esse drink, ele é realmente uma delícia!

Gin and Sin – original aqui

45ml de Gin
30ml de Laranja
30ml de Limão
1/2 colher chá de grenadine

EM uma coqueteleira cheia de gelo junte o Gin, a laranja e o limão, e bata até ficar bem gelado. Sirva em um copo baixo e sirva a grenadine bem no meio do copo com delicadeza para não misturar muito. Sirva em seguida.

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Curau Vegano, ou seja sem lactose

Curau vegano pra quem não consome nada animal, e pra quem é intolerante ou tem alergia a lactose. E pra quem come de tudo e adora coco que é o meu caso….
curau vegano

Eu ando me perguntando como tornar receitas comuns ou tradicionais mais acessíveis pra quem tem restrições alimentares. O curau era um que sempre me pareceu simples, mas me pegava por conta da textura e do sabor. Pra quem não tá atentando, curau é uma espécie de mingau doce de milho. Ou seja: milho, leite e açúcar! Ou seja, eu teria que substituir um terço da receita. E pra completar o sabor do milho é bem suave.

E tudo isso pra dizer que, nenhuma dessas preocupações minhas realmente importa! O curau vegano nunca vai ser exatamente igual o curau tradicional, porque ele É outra receita. E isso de forma alguma é um problema. Eu poderia chamar de curau com coco no lugar de curau vegano, ou curau com amêndoas…
curau vegano

A maioria das receitas que encontrei por aí usa ou leite de coco ou leite de aveia. Eu ainda não consegui me acertar com o de aveia (sempre baba horrores), então resolvi testar com o de coco. E aí entra mais um detalhe dessa receita: você pode fazer beeem natural ou beem enlatado.

Quer usar espigas de milho orgânicas e leite de coco caseiro feito com coco comprado fechado? Pode! Milho congelado e leite de coco feito com coco ralado? Também pode! Milho enlatado e leite de coco de garrafinha? Tamos aí! Pegue qualquer uma dessas opções, faça a combinação que encaixa melhor na sua vida e pronto! Cada um sabe a rotina e as convicções alimentares que carrega, certo? O importante aqui é: vá pra cozinha. Essa é uma receita deliciosa, e eu odiaria que você perdesse. 😉

PS: nesse textão esqueci de contar que essa receita é pequena e rende apenas 2 xícaras de curau.

Curau Vegano

1 lata de milho – 1/2 xícara de grãos
1 xícara de água
200ml de leite de coco
1/2 xícara de açúcar

Bata o milho e a água no liquidificador até obter uma mistura homogênea. Passe essa mistura por uma peneira para retirar o bagaço do milho.

Se quiser pular essa parte e usar o suco de milho com bagaço o curau ficará com maior teor de fibras, mas com uma textura bem ingruminhada.

Em uma panela junte esse suco peneirado com o leite de coco e o açúcar e cozinhe até engrossar. É possível mexer enquanto cozinha para que não forme umas casquinha queimada no fundo da panela. Quando o curau estiver com a textura de um mingau transfira para uma tigela ou para taças individuais. Se quiser, cubra com canela em pó. Sirva quente ou gelado.
curau vegano

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Merche, Mehchi, ou charuto mesmo

Pra garantir: merche, merchi, mershe, mehchi, ou charuto de repolho. Todas essas palavras pra dar nome ao mesmo prato: uma mistura de arroz com carne (normalmente) enrolada em uma folha de repolho, e cozida.

Aqui em casa a gente nunca chamou de charuto e sim de merche (ou merchi, sei lá), e o tal mehchi fui descobrir estudando a origem desse prato. Aliás, dá pra dizer que a origem é judaica, libanesa, árabe, e mais algumas outras. É dessas receitas bem antigas cuja história é meio confusa, sabe? Por aqui merche era coisa do vô Abrahão (de quem só conheço história) e as crias pegaram gosto e agora tem neta fazendo também. 🙂
merche-cozinharoman-pt

Os charutos podem ser recheados com o arroz com carne conforme a receita abaixo (e a minha mãe), ou com o que cada um quiser. Vegetarianos podem experimentar arroz com cenoura cozida em cubinhos, já que cenoura e repolho combinam muito bem. Também dá pra variar na apresentação. Quem prefere pratos com mais molho pode fazer um belo molho de tomate pra forrar a travessa em que for servir e também pra cobrir os merches.

Como aqui a gente gosta de roubar um ou outro charuto da geladeira (pra comer frio mesmo, com a mão, como um petisco fora de hora) foi sem molho extra. E dessa vez o recheio ficou bem branquinho, quase sem molho por dentro também, mas essa é outra característica que dá pra alterar.

Quer mudar completamente a receita? Tem gente que faz charuto com folha de couve e/ou folha de uva. Nunca experimentei, mas já tô curiosa….
merche-cozinharoman-pt2

Merche

1 cabeça de repolho
1/2 xícara de arroz cru
500g de carne moída crua
molho de tomate
sal e pimenta a gosto

Faça o recheio com o arroz, a carne e um pouco de molho de tomate. Use o molho apenas para dar um pouco de cor e liga ao recheio, mas não em excesso para que não fique líquido. Acerte o sal e o tempero e reserve.

merche-cozinharoman

Folhas separadas (abaixo a direita); talo inteiro e já afinado (acima a direita); e primeira cocção das folhas (a esquerda)

Separe as folhas do repolho. Lave cada uma e retire possíveis sujeirinhas, com cuidado para não rasgar as folhas. Quanto mais externas elas são, mais fáceis de manusear e mais amargas e fibrosas. Quanto mais internas mais difíceis de enrolar e mais doces e macias depois de cozidas. Escolhas conforme seu gosto. Aqui foram usadas quase todas. Com uma faquinha afiada corte o excesso do talo central de cada folha. Não retire o talo totalmente, mas deixe-o com a mesma espessura da folha. Isso vai ajudar na hora de enrolar.

Cozinhe cada folha em água com sal, até que fiquem macias. Lembre de cozinhar as folhas mais verdes por mais tempo para que não fiquem muito fibrosas no final. Deixe que as folhas esfriem um pouco para não queimar as mãos e então enrole os merches.
Coloque uma colherada de recheio em cada folha e enrole conforme a figura, tomando o cuidado de fechar bem para que o recheio não escape.
merche-cozinharoman-2

Forre o fundo de uma panela de pressão com os talos e as folhas não usadas e cubra com os merches já enrolados. Cubra tudo com água e deixe cozinhar na pressão por cerca de 20-30min.

(dica da família: guarde na geladeira pra beliscar fora de hora, é quando são mais gostosos!)

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Em 2015: Trufas de maracujá

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Rolinhos de abóbora

Eu já falei que adoro um pãozinho recheado? E esses são de abóbora com canela!

Tem certas coisas que tem cara de inverno e pra mim algumas delas são temperos como cravo, canela e noz-moscada. Então quando vi esse vídeo ensinando a fazer rolinhos de abóbora (que eu amo!) recheados com todas essas especiarias juntas fiquei doida pra experimentar!
Só que eu acabei fazendo várias mudanças. A receita original é vegana (e do outro lado do mundo), então leva alguns ingredientes com os quais não tô acostumada a trabalhar, como o açúcar de palma. Minha solução foi fazer a receita de forma mais “tradicional” adaptando os ingredientes.

Pra quem quiser fazer a versão vegana basta trocar:
-o leite por leite de soja (ou qualquer leite vegetal)
-o açúcar comum pelo de palma, ou de coco, ou o adoçante que você tiver costume
Além disso eu usei apenas óleo de girassol enquanto a original usa metade de óleo de coco e metade de canola.

Eu também usei apenas farinha branca enquanto a original use 30% de farinha integral, mas isso foi por pura vontade mesmo. O resultado acabou ficando um pouco menos doce do que eu gostaria, mas ainda assim muito gostoso. A massa fica macia e o recheio é equilibrado. Não lembra nem um pouco os cinnamon rolls que mais parecem uma sobremesa de tão recheados e doces que são. Mas se uma sobremesa for a sua intenção é só aumentar a quantidade de açúcar no recheio e polvilhar mas um pouco por cima antes de assar. E se a ideia for enfiar o pé na jaca mesmo também vale trocar a água do recheio por manteiga derretida. Vai mudar completamente a receita? Vai. Mas garanto que também vai ficar gostoso.

Rolinhos de abóbora – original aqui

2 1/2 xícaras de farinha de trigo
100g de abóbora*
100ml de leite
2 colheres sopa de óleo
1 colher sopa de açúcar
5g de fermento biológico seco – meio pacote
30ml de água morna
1 pitada de sal

*a sua abóbora favorita, com ou sem casca

3 colheres sopa de açúcar
1 colher chá de canela em pó
1/4 colher chá de noz moscada
1/4 colher chá de cravo em pó
cerca de 2 colheres sopa de água

Cozinhe a abóbora até ficar macia.
Enquanto isso misture o fermento na água por 5 minutos.
Transfira a abóbora para um processador (ou liquidificador) e bata com o leite até ficar homogêneo. Junte o óleo, o açúcar, o fermento e o sal e bata novamente.
Se estiver usando um processador já adicione a farinha e processe até a massa começar e se juntar em uma única bola. Transfira para a bancada de pedra e sove a massa até ela ficar elástica e lisa.

Se estiver usando o liquidificador transfira a mistura para uma vasilha e junte a farinha manualmente, já sovando a massa até que ela fique lisa e elástica. Vale começar a misturar na vasilha e sovar na bancada de pedra se preferir.
Deixe descansar até dobrar de volume; em um dia frio mas no sol foi cerca de 1hora.
Misture o açúcar com os temperos e vá adicionando a água aos poucos, até formar uma pasta. Reserve.

Abra a massa em um retângulo de espessura máxima de 3mm e cubra com a pasta de temperos; a minha ficou bem líquida e sobrou então pincelei depois de enrolar também, mas isso é opcional. Enrole formando um rocambole fino e corte triângulos. Vire cada um com a ponta pra cima e pressione o meio pra formar dois redemoinhos. Transfira cada rolinho para uma assadeira untada ou com silicone; não use papel manteiga porque gruda tudo.
Deixe crescer novamente até dobrar de tamanho, por aqui foram cerca de 40min.
Asse em forno aquecido a 180° até que dourem. Não precisa deixar dourar taaanto quanto esses.

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Em 2015: Pão de Batata

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Frappuccino basicão sem lactose

Então, é isso mesmo, uma base pra frappuccino* só que feita sem lactose. Basicão assim.

Por aqui já teve frappuccino tradicional, feito com cubos de gelo de café e enfeitado com calda de chocolate. Delícia. Vale experimentar. Mas fiquei encucada com o monte de gente que tá aparecendo reclamando de desconfortos quando consome lactose.
Apesar de eu não ter intolerância a nenhum tipo de alimento (até onde eu sei) e não restringir minha dieta por nada nesse mundo, acho legal ter sempre opções variadas.
Nesse caso eu usei leite de coco, que pode ser industrializado ou caseiro (vale clicar no link e aprender que é facinho facinho de fazer). Mas vale usar o leite vegetal da sua preferência, eu que gosto mais do de coco mesmo.
Falando em gosto, essa base por si só já é uma delícia mas vale acrescentar o que quiser: banana, chocolate em pó ou em gotas, aveia, etc, etc, etc. Só é bom tomar cuidado, principalmente no caso de chocolate em pedaços, pra ter certeza de que não tem lactose.
E por último, enfeitei a garrafa com calda de caramelo. Que leva manteiga e leite, eu sei. Mas no ICKFD tem uma receita de caramelo sem nenhum desses ingredientes, vai na fé que é bom!

* o google jura que é assim que escreve frappuccino, mas eu acho horrível esse mundo de letra repetida…

Frappuccino sem lactose

200ml de Leite de coco gelado
6 cubos de café congelado
Açúcar a gosto
calda pra enfeitar o copo

Moleza das molezas: é só bater tudo no liquidificador, acertar o doce e colocar no copão enfeitado com calda.

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Em 2015: Pipoca Caramelada

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Cozinha de Fim de Semana – 6/02/15

Mais um resumão da semana, do que vi, do que comi e do que vocês gostaram. E nem vou falar muito que é feriado e tô doida pra colocar os pés pra cima.
(aqui o bloquinho que tem já passou…)

A semana do Cozinha

bicho de pe cozinharoman twO começo da semana deu lugar a nostalgia com um docinho da minha infância: Bicho de pé (eu sei, o nome é bizarro, mas o sabor é ótimo…)

bolo de baunilha cozinharoman twE já entrando no clima de carnaval o bolo básico de baunilha ganhou alguns confetes coloridos.

drink amarelo cozinharoman fbPor último veio o drink amarelo, e o meu pedido que continua: me ajudem a dar um nome melhor que “Calor Tropical” pra esse trem!
(Já teve gnt sugerindo Inferninho Tropical, que tal?)

Top 3 da semana

rosquinha sal amoniacoEm primeiro lugar as Rosquinhas de Sal Amoníaco, pela segunda vez!

berinjela2Em segundo temos o Patê de Berinjela que fica maravilhoso até com pão velho.

pao2E o Pão de Abóbora que caiu uma posição no ranking mas continua maravilhoso.

Top 3 “deu vontade”

torta limao banqueteTorta de limão é um prato do qual apanho a anos, nunca consegui fazer uma realmente deliciosa. Essa do Projeto Banquete é minha próxima tentativa. (Desejem sorte)

tableton-e1436383094736-740x423A receita é da Paola Carosella, mas eu vi foi lá no Gastrolândia,  nem vou falar muito sobre ela, basta ver a quantidade de chocolate na foto.

drinks-com-vodka-5Pra fechar uma seleção de drinks feitos com vodka lá do Coisas de Diva, já selecionei um monte pra testar ainda nesse verão. (Gente, que foto linda!!)

Top 3 fora da cozinha

descarte roupaAs meninas do Oficina de Estilo sempre postam textos legais pra gnt não só aprender a coordenar roupas mas a rever o modo como pensamos a moda, inclusive depois que não quer mais certas roupas.

lugardemulherO Lugar de Mulher é mais um lugar (tum dum tss) cheio de textos mega relevantes, o do link faz um paralelo muito massa sobre nossas casas e nossos corpos.

bearBear é uma história e quadrinhos publicada aos poucos, e que já virou livro. Atualmente no site é uma história nova que tá rolando, mas o link leva direto pra primeira página das aventuras da menina que desenha e seu amigo urso.

 

Caipirinha de abacaxi com hortelã

Drink rápido que junta duas coisas deliciosas: suco de abacaxi com hortelã e caipirinha!
caipirinha abacaxi hortela cozinharoman ptNão tem muito o que falar né? Se você nunca experimentou suco de abacaxi com hortelã sugiro que pare tudo e vá experimentar! Se já conhece sabe o quão refrescante esse suco é, ou seja combina super com uma caipirinha.

O modo de fazer pode ter dois resultados diferentes. o da foto foi batido na coqueteleira e coado na mesma. Pra quem prefere o drink mais in natura é só macerar tudo no próprio copo e servir com o abacaxi e a hortelã no copo.

Caipirinha de abacaxi com hortelã

1 fatia de abacaxi sem miolo
1 ramo de hortelã
2 doses de vodka
1 colher sopa de açúcar
muito gelo

Macere o abacaxi com a hortelã e o açúcar na coqueteleira até conseguir um purê. Junte a vodka e o gelo e bata bem. Sirva em copos cheios de gelo.

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Faiô, ou quando tudo dá errado

Volta e meia ouço/leio alguém falando sobre uma receita “ah, mas se eu fosse fazer ia dar tudo errado” ou então “mas essa receita eu nunca fiz, não vai dar certo” ou ainda “mas você sabe fazer, eu não consigo”. Então hoje é dia de contar uma coisa… Prepare-se para a grande revelação:
Aqui dá coisa errado pra caramba!! E a gente segue tentando…
Então pra gente sempre ter em mente que cozinha dá errado as vezes mesmo, vez e outra vou mostrando os pequenos (ou não tão pequenos) desastres por aqui.
Pra começar olha que coisa mais linda essa brevidade queimada e crua:
brevidade cozinharomanIsso que dá seguir receita pela metade e sair inventando. Pode dar super certo, ou não. Essa aí ainda vai aparecer por aqui assada no ponto certo porque o gosto é bom demais!

crockpot chocolate lava cake (6)Esse lava-cake foi feito direitinho, mas assado em uma travessa pequena demais pra ele… O resultado, como vocês podem ver, é que ele levou o nome de bolo-vulcão a sério demais e se derramou por todo o forno ficando esburacado e sem metade da cobertura! Também será tentado novamente, dessa numa vasilha com proporções adequadas…

fermento fail (1)As vezes a gente segue a receita direitinho, a vasilha tá boa também, mas ainda assim o trem desanda todo. Essa é minha história com o fermento natural, aquele que é só farinha e água e a gente cultiva em casa. Pois é, já tive duas tentativas desastrosas e tô indo pra terceira assim que encontrar farinha integral no mercado.

O importante é rir do desastre, aproveitar o que der, tentar entender o que deu errado pra corrigir na próxima. Porque isso sim é o mais importante né: não desistir da cozinha!

Gelo saborizado e para com esse refri

É eu sei.. É o cúmulo do absurdo ensinar alguém a fazer gelo…. mas ó, tem uma folinha dentro pra parecer que tem alguma coisa a mais….rs
gelo saborizado cozinharomanTá, é só gelo mesmo… É gelo de chá concentrado, mas ainda assim é gelo. E por isso mesmo virou um drops, até porque não dá pra chamar colocar chá pra congelar de receita né?
Pensa que é só a ideia que eu quero dar. Pra quem não bebe água porque acha sem graça (eu sei que vcs existem!) esse pode ser um jeito de começar a investir mais na água. Agora que o calor tá mais aparecido a gente começa a beber muito mais, de preferência coisas geladas. Só que pra apelar para aquela caixinha de suco pronto na geladeira ou pra garrafinha de refrigerante eu sei que é um passo. E aumentar o consumo de bebidas lotadas de açúcar ninguém quer né? Né? NÉ?

Suponhamos que você disse é…. 😉

Faz assim, pega seu sabor favorito. O da foto é Capim-limão (também conhecido como Capim-Cidreira), mas vale hortelã, camomila, frutas vermelhas, flores do campo, qualquer coisa. Agora pegue as folhas escolhidas, ou o chá escolhido, porque vale usar aqueles chás em sachê ou a granel também. E faz o chá com mais folhas (ou menos água) do que faria normalmente. Pra quem não tem costume, eu usei 10 folhas de capim limão pra um copo d’água.
Esquente a água, taca o chá, deixa ferver 1 minuto, desliga e deixa apurar. Ou faz como você já tiver o costume. Depois é só colocar em forminhas de gelo e deixa no congelador pra usar durante o dia. Dá pra encher o copo com gelos do seu chá favorito ou misturar sabores…. Dá pra usar o gelo pra bater um suco fresquinho… E assim a água sem graça (sério gente, sem graça?!?!) fica mais interessante pra competir com as bebidinhas prontas. Lembrando que sempre dá pra tomar com água com gás pra ficar mais diferentona ainda!

PS: Se tu tá com o vício no refrigerante no nível alto e acha água ou chá a coisa mais horrível do mundo… Faz o chá concentrado com um pouco de açúcar, mas fica de olho que né, quanto menos açúcar branco na água que você vai beber o tempo todo melhor. Tipo 0% sendo o objetivo a ser atingido de preferência…. Até porque se tu tá atrás de doce a gente tem um mundo de receitas aqui bem melhores que refri pra te deixar feliz!

Pãezinhos suecos, ou quase

Desencana do pão fofinho que hoje a receita é pra quem gosta de pão bem massudo! Esses pãezinhos suecos mostram que não serão leves desde o começo do preparo, a massa é pesada e forte. Mas isso não atrapalha a experiência de forma alguma.

Essa receita veio da Sweet Paul Magazine, mesma origem do drink Anne Frid, e foi a história fofa e a foto linda que me conquistaram. Só quando já tava com vontade e fazer que fui prestar atenção na receita em si… E aí vi o açafrão na lista de ingredientes. Fiquei na dúvida se seria o açafrão verdadeiro ou esse que a gente usa por aqui, que na verdade é cúrcuma. Como ele tinha que ficar em infusão na manteiga quente, creio que seja o açafrão verdadeiro, que é o estame da flor e precisa ser “infusionado” para liberar o sabor.
Não dava pra fazer igual a original, mas fiquei curiosa sobre o resultado com a nossa cúrcuma/açafrão. Afinal, vai que fica bom né? Não faço ideia do sabor dos originais, mas esses ficaram muito bons! Como disse antes, bem massudinhos, pesados mesmo, com um sabor suave e não identificável, e um docinho das passas sultanas pra completar.
PS: como era uma mudança meio que fundamental no sabor fiz só meia receita, que rendeu 10 pãezinhos.

Pãezinhos Suecos – original aqui
xícara de 240ml

100g de manteiga sem sal
1/4 colher chá de açafrão
1/2 xícara de leite morno
6 colheres sopa de açúcar
2 colheres chá de fermento biológico seco
3 1/4 xícaras de farinha de trigo
1 ovos
1 clara
uva passas douradas – sultanas

Derreta a manteiga e misture com o leite, o açafrão e o açúcar. Se a mistura estiver quente deixe amornar e então adicione o fermento. Deixe descansar por 10minutos.
Transfira para uma tigela maior e junte os ovos e a farinha e vá amassando. O resultado não é a típica bola de massa elástica, mas sim uma massa pesada e quebradiça. Cubra, com um pano úmido se o dia estiver quente, e deixa crescer por cerca de 1h. Esse tempo é pra um dia de temperaturas amenas (20°), se for um dia frio coloque em algum local protegido, como o forno desligado, e deixe por 1:30h.
Corte a massa em 10 pedaços iguais e modele os pãezinhos. A forma mais tradicional é como nas fotos: enrole a massa formando um cordão e enrole cada uma das pontas na direção da outra. Outra forma muito encontrada é o S fechado, enrole um cordão e dobre cada ponta para um lado. Mas também é possível usar outras formas, inclusive abrindo a massa e usando cortadores de biscoito. Se for usar os cortadores não abra muito a massa, deixe uns 3cm de espessura.
Transfira os pães para um forma com papel manteiga e pincele cada um com a clara. Decore com as passas como preferir e leve ao forno a 200° por cerca de 25minutos, ou até que o fundo esteja dourado. Deixe esfriar antes de guardar para não suar.

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