Rosquinhas de Pinga do Tom Abrahão

Rosquinhas de pinga com cobertura delícia de açúcar e mais uma pra lista dos favoritos!
rosquinhas de pinga

Essas rosquinhas parecem muito com as rosquinhas de sal amoníaco que já apareceram por aqui. Crocantes e muito pouco doces, elas não retém nenhum sabor da pinga depois que são assadas. E pra quem não bebe ou tem criança em casa já fica minha dica: não empanem as rosquinhas que elas ficam liberadas pra todo mundo! Já pra quem curte o sabor da bebida, é o empanar que dá toda a graça da receita. Por isso mesmo, atenção: escolha bem a pinga já que o sabor dela aparece sim no resultado final.

Mudanças na receita? Nenhuma. Fiz apenas metade da original mas mantive todas as proporções. E transferi as medidas de gramas para xícaras e colheres também! Realmente não dá pra sempre repetir exatamente a mesma proporção em minúsculos detalhes, como acontece com a balança, mas acho que assim fica mais fácil pra todo mundo né? Pra quem quiser conhecer a receita original, essa é mais uma que copiei em um dos cursos da Eduk, no caso o Biscoitos e Cookies do Tom Abrahão (nenhum parentesco que eu saiba).

Rosquinhas de Pinga – original aqui

1 1/2 xícaras de farinha de trigo
1/4 xícara de açúcar refinado
25g de manteiga pommade
1 colher chá de sal amoníaco
1 ovo pequeno
25ml de leite
20ml de pinga

Para empanar: pinga e açúcar, cristal ou refinado conforme o seu gosto; eu usei cristal.

Misture todos os ingredientes secos, adicione os molhados e misture até formar uma massa lisa e coesa. Se precisa de mais farinha ou leite adicione bem aos poucos até acertar o ponto. (eu precise de mais leite)
Abra a massa com pouco mais de 0,5cm de espessura e corte tiras de cerca de 10cm de comprimento e 0,5 de largura. Vale usar régua ou medir no olho mesmo. Torça cada tirinha fazendo uma espiral e depois junte as pontas formando a rosquinha.
Asse em forma untada e enfarinhada (ou com tapete de silicone), em forno aquecido a 200C, até dourar o fundo. Espere as rosquinhas esfriarem e empane: passe na pinga e depois no açúcar. E espere secar bem antes de guardar em uma lata.

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Rosquinhas de nata

Rosquinhas de nata, beeem caseiras, são a receita de hoje!

Essas rosquinhas tão me rondando a tempos, vindas do caderno da minha mãe. E antes disso vindas da vizinha da frente que eu conheço meio que desde que nasci… Aquelas receitas com cara de casa sabe?

Eu não mexi em praticamente nada na receita (só troquei margarina por manteiga) e só troquei as medidas caseiras pelas medidas padrão tão comuns por aqui. Então não é porque a receita é de família que colherada vai ser cheia hein. Xícaras de 240ml e colheres padrão (a de sopa tem 15ml) vão fazer a receita dar certo!
E aí o resultado são essas rosquinhas branquinhas e macias, perfeitas pra acompanhar aquela xícara de café quentinho no meio da tarde.

Agora a parte chata: a receita é com nata (dãã). E não é todo mundo em todo lugar que consegue achar tão fácil pra comprar. Por aqui eu nunca vi, então fui do jeito gambiarra caseira mesmo: congelei nata aos poucos. Ao longo do último mês toda vez que alguém fervia leite eu ia lá com uma peneira e recolhia a nata da vasilha. E fui juntando tudo num potinho que fica no congelador. Assim a nata dura meses. Quando tinha conseguido uma boa quantidade descongelei e fiz a receita. 😉

Rosquinhas de nata

3/4 xícara de nata
2 ovos
10 colheres sopa de açúcar refinado
1 colher sopa de fermento químico
25g de manteiga pommade
3-4 xícaras de farinha de trigo

Em uma vasilha misture todos os ingredientes deixando a farinha por último. Vá acrescentando a farinha aos poucos até formar uma massa coesa. Amasse até que ela fique homogênea. Daí é só modelar do jeito que quiser.
Pra fazer as rosquinhas trançadas pegue pequenas porções de massa e enrole cordões longos, dobre cada cordão ao meio enrolando as duas pontas, daí é só fechar num círculo.
Leve ao forno já aquecido (200°) em assadeiras untadas e enfarinhadas até o fundo ficar dourado. Atenção porque elas não douram por cima.

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Em 2015: Crinckle Cookies

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Sequilhos

Sabe aquele sequilho docinho, bem quebradiço que desmancha na boca? Facinho de fazer!
sequilhos cozinharoman ptEssa receita tá no caderno da família já tem alguns anos e eu faço nem ideia da origem, embora imagine que seja alguma embalagem de um dos produtos usados ou coisa parecida.

Mas sequilho é quitanda tradicional então a gente já sabe né? Milhares de versões! Essa é bem básica (o que eu gosto), com poucos ingredientes e método de preparo fácil e adaptável. Um exemplo é a quantidade de amido de milho: pra quem quer sequilhos mais sequinhos e quebradiços é só deixar a massa bem sequinha com um pouco mais de amido; e pra quem quer biscoitos um pouco mais macios e úmidos é só colocar apenas a quantidade de amido que tá na receita, ou até menos.

Outra mudança que pode acontecer? Fécula de mandioca no lugar do amido de milho. Fica a mesma coisa? Não, o gosto é outro. Mas funciona e fica um sequilho de mandioca bem gostoso. E é uma boa saída caso você, assim como eu, tenha um pacote de fécula de mandioca sobrando na despensa. 😛
sequilhos cozinharoman pt2Sequilhos

150ml de leite condensado
80g manteiga em temperatura ambiente
1 gema
cerca de 2 1/2 xícara de amido de milho

Misture bem o leite condensado com a manteiga e a gema, até ficar homogêneo. Se você tem problema com gosto de ovo vale peneirar a gema.
Vá acrescentando o amido de milho e amassando até formar uma massa coesa e mais sequinha. Quanto mais farinha mais sequinho e quebradiço fica o resultado final, então você pode dosar de acordo com o resultado desejado e com o tamanho da gema.

Modele bolinhas e coloque um uma forma com papel manteiga (ou silicone), amasse cada uma com um garfo achatando ligeiramente e deixando a marcação típica. Leve ao forno já aquecido a 200º até que sequem. Eles não douram, se o fundo começou a escurecer é porque já tá na hora de tirar do forno.

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Queijadinha

Queijadinha! Pra quem não tá acostumado com doces típicos daqui: parece um muffin mega úmido de queijo e coco. Mas essa comparação pode ser considerada sacrilégio…

Tirando uma pseudo polêmica de lado logo no começo: tia wiki diz que queijadinha não tem queijo. Nas últimas duas décadas eu só vi queijadinha com queijo, então pra mim tem sim.
E seguindo essa linha eu conheço dois tipos de receita, as que eu chamo básicas e as que eu chamo grandes. As receitas básicas são aquelas com poucos ingredientes e modo de preparo mais fácil. Já as grandes tem uma lista de ingredientes maior e preparo (as vezes) um pouco mais complexo.

Claro, quando se trata de receitas típicas, eu prefiro as mais simples e com menos ingredientes. Acredito que seja bem mais provável serem elas as mais antigas. E a de hoje é assim: 4 ingredientes e modo de preparo do tipo mistura tudo e assa!
No entanto não consegui achar a origem já que a minha (pra variar) tava num papelzinho num caderno velho. A mais próxima que achei foi no Panelaterapia, que não é exatamente igual nas proporções mas é tipo irmã gêmea. Lá também aprendi que pra quem quer uma queijadinha densa pode assar em banho-maria, tentarei da próxima vez…

Queijadinha

50g de coco ralado
50g de queijo parmesão*
1 lata de leite condensado
2 ovos grandes

* eu sempre prefiro o parmesão ralado na hora porque não gosto nem um pouco do de pacotinho. Se você for usar o de pacotinho vá colocando aos poucos e teste o sabor porque ele é beeeem forte.

Misture tudo e transfira para forminhas de papel. Leve ao forno a 200° até que dourem bem.
Dica de forno: eu usei o forno pequeno que só tem a grade mais baixa e elas começaram a queimar embaixo antes de dourarem totalmente por cima, por isso coloque sempre na grade mais alta. 😉

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Geleia de goiaba

Geleia caseira feita com goiabas do quintal da vó, tem coisa melhor? Dias atrás postei no instagram essa foto do panelão de goiabas que veio parar aqui em casa, e hoje é dia de finalmente postar a receita dessa geleia!

O método que escolhi pra fazer é com a goiaba inteira, com casca, semente e tudo, pois acho um horror desperdiçar metade da fruta no processo. Algumas outras receitas utilizam apenas a polpa e a semente e algumas não utilizam nem as sementes. Como aqui elas são cozidas e então batidas fica bem mais fácil passar na peneira depois. Pra quem preocupar com machucadinhos na casca, relaxa que não tem problema e eles não influem no resultado final. Só é preciso ter o cuidado de lavar bem as frutas.

(Bora lembrar da campanha Gente bonita come fruta feia)

Pra terminar uma dica: esse geleia não é super doce, na verdade é bem leve, então se você prefere geleias bem doces experimente quando ela estiver quase pronta e se for o caso acrescente mais açúcar. O mesmo vale pro limão, eu usei apenas o suficiente para acertar a textura, mas muita gente gosta de um azedinho e, se for o caso, pode colocar mais sim.

Geleia de goiaba

goiabas
água
açúcar cristal
limão

Antes de tudo coloque um pires no congelador. Não é piada, coloca mesmo.
Lave bem as goiabas e tire apenas as sépalas, aquela parte sequinha no topo da fruta, não precisa descascar. Corte as goiabas ao meio (ou em 4 se forem grandonas) e coloque em uma panela com água apenas o suficiente pra cobri-las. Leve ao fogo médio até que elas estejam bem cozidas.

Transfira todo o conteúdo da panela para o liquidificador e bata até ficar homogêneo. Eu fiz um panelão de geleia, então tive que bater de pouco em pouco pro liquidificador dar conta, e tudo bem se for o seu caso também. Depois de tudo batido passe por uma peneira e meça o volume do purê de goiaba; transfira para um panela, ou tacho, e acrescente o açúcar na proporção de 3 medidas de açúcar pra cada 4 de goiaba. Ex: 1 xícara de purê precisa de 3/4 de xícara de açúcar. Leve ao fogo médio e vá mexendo até começar a ferver.

Nesse momento acrescente o limão, pra uns 3 litros de geleia eu usei 1 limão capeta grandão. Ele não serve exatamente para o sabor e sim pra textura, por isso não precisa preocupar com azedume na geleia. Deixe cozinhando em fogo baixo e vá mexendo de vez em sempre. Quando começar a engrossar você começa a ver o ponto. Pra isso pingue um pouco de geleia no pires que estava no congelador, espere 30 segundos e vire o pires de pé. O ponto certo é quando a geleia demorar a escorrer. Outro jeito é esperar os 30 segundos e passar o dedo no meio da geleia, o ponto é quando o corredor feto pelo seu dedo se mantém.

Tudo pronto é só envasar, de preferência potes de vidro, e guardar na geladeira. Só pode ficar fora da geladeira se você esterilizar vidros e tampas.

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Em 2015: calda de chocolate que vai bem com tudo

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Biscoito de Polvilho

Eu fiz biscoito de polvilho! E deu certo!! Biscoitos sequinhos e crocantes e muito fáceis de fazer, sem nenhum ingrediente raro/caro ou método difícil.

A receita veio lá do panelinha e adorei porque não precisei alterar nenhum ingrediente. Passei dois pequenos apertos com o modo e preparo mas nada desesperador. E agora conto pra vocês que aí fica fácil pra todo mundo. 😉

O primeiro foi com a batedeira. A minha é das antiguinhas, não tem gancho e nem planetária é, mas mesmo assim deu conta. Só tive que tomar cuidado porque a massa vai ficando mega elástica quando começa a bater, e aí corre o risco de subir pelas pás da batedeira e embolar tudo. Falando assim parece um alien, mas a massa fica linda. É só ter cuidado pra não afundar demais as pás na massa. Claro que se a sua for uma batedeira mais robusta, ou que tenha gancho pra bater esse tipo de massa não precisa preocupar com nada.

O segundo aperto foi o ponto. É que esse biscoito é muito fácil de ficar duro além do desejado. E é exatamente isso que acontece quando ele fica tempo demais no forno. Só que se tirar muito antes da hora, eles ficam meio muchibentos, tipo pão de queijo de padaria no dia seguinte. Eu gosto dessa textura, mas vamos combinar que não é o esperado num biscoito de polvilho né? A gente quer é aquele biscoito crocante que quebra quando a gente morde. Pra resolver isso, só testando. Não caia na tentação de aumentar a temperatura do forno pra ir mais rápido. E com o forno baixinho vá testando cada fornada.

Biscoito de Polvilho – original aqui
rendeu mais de 50 biscoitos

500g de polvilho azedo
250ml de leite integral
250ml de óleo vegetal
250ml de água
1 ovo
1 colher sopa de sal

Misture o polvilho com o sal em uma vasilha e reserve. Leve o leite e o óleo ao fogo até ferver. Cuidado que assim que ferve sobe e é aquela bagunça. Junte essa mistura ao polvilho e misture com uma colher grande. Vai virar uma goma. Acrescente o ovo e misture como der. Não precisa ficar aqueeeela homogeneidade, só precisa o ovo sumir na massa. Junte a água a misture novamente. Vai ficar um meio termo entre massa de bolo e massa de biscoito, e parece que deu mega errado.

Leve essa massa pra batedeira (de preferência que tenha gancho) e bata bastante. A massa vai ficando cada vez mais elástica e lisa. Parece uma massa de pão que ficou mole demais, mas tem que ficar mole mesmo. Enquanto a massa bate ligue o forno a 180° e unte e enfarinhe algumas assadeiras. Quando a massa não tiver mais nenhum grumo de polvilho é hora de modelar os biscoitos. Transfira a massa para um saco de confeitar sem bico* ou mesmo para uma sacola com um dos cantos cortados. Não faça como eu que quis fazer a massa toda com um saco pequeno e cobri minha cozinha com massa de biscoitos. Melhor fazer um pouco de cada vez…rs

Faça palitos ou argolas nas formas. Não precisa preocupar em deixar um espaço grande entre cada biscoito, eles não crescem nem espalham muito. E leve ao forno por tempo indeterminado. Depois de uns 20minutos eles devem estar começando a ficar opacos. Daí tem que ir testando o ponto. Eles tem que quebrar e não rasgar, mas o interior ainda tem que estar um pouquinho úmido. Espere esfriar e guarde em um pote de vidro para que não murchem muito rápido.

*Ou use o bico que quiser já que o biscoito é seu e pode ter o formato que você preferir né….

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Cookies com gotas de chocolate

Essa receita é meio antiguinha aqui em casa, de tempos de outra casa. E assustei de nunca ter colocado ela aqui, principalmente porque é uma massa básica de cookie. Sabe aquela massa docinha, sem sabores extras, só com um toque mais salgadinho do bicarbonato? É esse cookie. No caso de hoje com gotas de chocolate pra ficar mais festeiro.

Dá pra tirar as gotas de chocolate? Dá. Dá pra trocar por outra coisa? Qualquer coisa!! Vale usar dois chocolates, pedaços de frutas, aveia, passas, frutas cristalizadas, o que quiser. Também dá pra deixar a massa algumas horas na geladeira se precisar. E dura bastante tempo guardado em lata também. Ou deveria durar, já que metade da fornada já sumiu magicamente da cozinha…rs
cookie fbFeita toda a propaganda e já tendo te convencido a fazer (falei que não precisa de batedeira?), só falta dizer que não faço ideia de onde veio a receita. Se é sua, ou você sabe de onde veio, me conta ali nos comentários pra eu dar os créditos. Aliás, me contem, qual o recheio de cookie favoritos de vocês?
PS: qualidade das fotos tá longe de me agradar, mas tempo frio + céu nublado + vontade louca de comer logo contribuíram para o sentimento de “ah tá bom, deixa eu ir tomar meu chá e comer esse biscoitos logo”. Fica a promessa de fazer essa receita de novo e colocar umas fotos mais legais por aqui. 😉
cookie ptCookies com gotas de chocolate

150g de manteiga sem sal – temperatura ambiente
3/4 xícara de açúcar refinado*
3/4 xícara de açúcar mascavo
2 1/2 xícaras de farinha de trigo
2 ovos
3/4 colher chá de sal
1/2 colher chá bicarbonato
200g gotas de chocolate

* é sempre bom lembrar de não trocar o açúcar refinado pelo cristal porque os dois se espalham no forno de formas diferentes, portanto a troca acaba influenciando a forma do biscoito.

Bata a manteiga com os açúcares até obter um creme fofo. Acrescente os ovos um de cada vez, batendo entre cada adição. Em outra tigela misture a farinha, o sal e o bicarbonato. Acrescente essa mistura dos secos ao creme, aos poucos, enquanto mistura até ficar uma massa lisa. Adicione as gotas de chocolate e misture até incorporar tudo. Se a massa estiver muito mole deixe na geladeira por alguns minutos antes de levar ao forno.
Em uma assadeira forrada com papel manteiga coloque porções da massa distantes uma da outra. Vale usar boleador próprio para biscoitos, colher de sorvete, ou mesmo as mãos. Eu boleei cada cookie igual a gente faz com pão de queijo. Não precisa achatar a massa, basta fazer a bolinha mesmo. Com o calor do forno a massa vai se espalhar e chegar na forma tradicional do cookie.
Asse em forno já aquecido a 180º até que as bordas estejam douradas, cerca de 20min. Espere que os biscoitos esfriem antes de guardar em uma lata forrada com papel toalha.
cookie tw

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Rosquinhas de Sal Amoníaco

(momento confissões vergonhosas)Eu sempre achei que era salamoníaco…até ver a embalagem no supermercado e cair a ficha… Eu já não era criança (nem adolescente) quando isso aconteceu…

Enfim, as rosquinhas de sal amoníaco estão na minha vida desde sempre. Sabe aquela rosquinha trançada, crocante, boa pra comer molhando no café, ou passando manteiga? O melhor método ainda está em votação, e vocês são convidados a darem seu parecer.

A receita é da tia que faz as rosquinhas mais incríveis ( Aline sortuda…) e minha mãe sempre teve anotada num caderninho. E finalmente chegou minha vez de tentar.
Como boa receita de caderno de família, essa foi guardada em medidas caseiras. Pra quem não sabe medida caseira é aquela xícara da sua vó que só ela tem e por isso só o bolo dela dá certo. Já a medida padrão é igual no mundo todo: Xícara de 240ml que é a que eu uso 90% das vezes aqui, e colheres de medida. A colher de sopa padrão tem 15ml  e é medida sem excessos, você enche ela com o fermento por exemplo e depois passa o dedo ou uma faca por cima pra tirar aquele monte generoso…

(Tô na dúvida se já falei isso aqui, mas melhor precaver né)

A receita de hoje está anotada em medida padrão. E essa é a única “alteração” que eu me atrevi a fazer nas rosquinhas.

Rosquinhas de Sal Amoníaco – rende cerca de 50

1 colher sopa de sal amoníaco
100ml de leite
3/4 xícara de açúcar refinado
2 ovos
20g de manteiga sem sal
3 1/2 xícaras de farinha de trigo
1 colher sopa de fermento em pó

Dissolva o sal amoníaco no leite e reserve.
Em uma vasilha grande junte a manteiga, o açúcar e os ovos e misture até ficar homogêneo. Junte os demais ingredientes deixando a farinha por último. Quando fermento, leite e sal amoníaco entrarem em contato vai espumar um pouco. Tá tudo certo.

Vá acrescentando a farinhas aos poucos e misturando a massa sem sovar demais, isso é biscoito, não pão. Quando a massa estiver lisa vem a parte mais divertida: modelar as
rosquinhas.

Pegue um pouco da massa e vá rolando na bancada de trabalho fazendo uma tirinha. Quando estiver com uma tirinha fina e longa (eu medi uns dois palmos) corte e dobre ao meio. Enrole como uma corda e feche no formato de rosquinha. Ou solte sua imaginação e faça o formato que preferir. Só não esquece de mandar as fotos depois! 😉
Asse em formas untadas e num forno bem quente (200-230°) até dourarem. Só cuidado com o quão louco seu forno é; o meu quase queimou as primeiras enquanto elas estavam começando a dourar. Depois é só passar um café fresquinho e pronto!
Pra quem não tinha ouvido falar no “salamoníaco” ele é um sal (dãã) de nome técnico cloreto de amônio. A aparência é parecida com o sal de cozinha e é fácil de encontrar em supermercados, normalmente perto dos temperos e do bicarbonato de sódio. O amoníaco também pode ser usado para limpeza, como o vinagre, o limão e o bicarbonato (de novo). Usando pra cozinhar ou limpar faça o favor de não meter o nariz no pacotinho pra ver qual o cheiro que tem. Confia em mim, não cheira, faz os biscoitos e quando eles estiverem no forno você vai sentir o cheiro de forma bem menos agressiva. Pra quem ficou com medo, depois de prontas as rosquinhas não tem cheiro nenhum…

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Broinhas Caxambu

Hoje é receita que sempre gostei de comprar na padaria e agora tô super feliz de ter aprendido a fazer!! Pra quem não reconheceu de nome, a broinha caxambu é bem comum, por essas bandas pelo menos, nas padarias. Uma broa mais sequinha, mas macia, bem amarelinha e com gosto suave de erva doce. Uma delícia pra tomar com café!
broa caxambuA receita veio de um curso de doces de padaria que assisti pela Eduk. Eu já comentei deles aqui antes, e não, eles ainda não me descobriram e resolveram me patrocinar… Mas eu acho a proposta bem legal: você pode comprar o curso e aí recebe apostila, pode acessar os vídeos quando quiser e acho que ganha certificado também. OU você pode, como eu faço, assistir de graça ao vivo! E tem reprise no mesmo dia em outro horário! Eu  faço propaganda feliz porque é sempre legal ter formas de aprender sem ter que gastar os tubos (ou, no caso, de graça).

Enfim, a receita veio de um curso pra profissionais e não pra fazer em casa, então os ingredientes são todos medidos em peso. Eu transferi tudo pra volume porque acho mais fácil a pessoa ter uma xícara que uma balança em casa (meu caso). E claro, tive que arredondar umas coisinhas. Outra mudança é que na padaria se usa margarina de uso geral e aqui em casa só uso manteiga. Não aconselho de forma nenhuma e usar aquela margarina que passa no pão. A margarina de uso geral é outra coisa, e se você não tiver acesso, use manteiga.

Eu fiz apenas meia receita que rendeu 17 broinhas de cerca de 6cm de diâmetro. Mas vale fazer mini broinhas ou broas gigantes. Escolha o seu favorito e experimente!
broa caxambu 1Broinhas Caxambu – original da Janaína Barzaneli
xícara de 240ml

1 xícara de açúcar refinado
90g de manteiga
1/2 ovo
1 1/4 xícara de farinha de trigo
1 1/4 xícara de fubá
3/4 colher chá de fermento químico
1 colher chá de erva doce – opcional
100ml de leite – usei integral
óleo para untar
fubá para a assadeira

Comece “meiando” o ovo. É estranho mesmo, mas é fácil. É só quebrar o ovo em uma tigelinha e mistura bem até ficar homogêneo. Não é bater, é só misturar. Daí tira metade da mistura e guarda (dá pra transformar em crepioca) e a outra metade vai pra receita.
Em uma vasilha junte a farinha, o fubá, o fermento e a erva doce e misture.

Em outra tigela bata a manteiga e o açúcar até formar um creme claro. Junte o ovo e bata novamente. Vá adicionando os ingredientes secos e o leite alternadamente enquanto mistura. Dá pra fazer na batedeira, mas eu fui amassando na mão e foi bem tranquilo. A massa fica parecendo massa de pão de queijo: meio mole, não gruda na vasilha mas gruda muito na mão.

Polvilhe um pouco de fubá em uma assadeira. Unte as mãos com óleo, modele as bolinhas, do tamanho que quiser, e transfira para a assadeira. Para fazer as marcas usei as costas de uma faca de manteiga, mas vale qualquer instrumento disponível na cozinha. Marque o jogo da velha, esse movimento vai também baixar um pouco a broa, dando o formato mais tradicional. Depois é só polvilhar com fubá, ou farinha de trigo se preferir, e levar ao forno a 180° até dourar.

Como vocês sabem meu forno é um teimoso que se recusa a dourar qualquer coisa. Daí resolvi usar o truque do grill… e me distrair enquanto esperava olhando o Instagram (segue lá) ao mesmo tempo… não façam como eu ou o resultado pode ser esse:
broa caxambu 2