Pão de tomate, com ou sem fermento natural

Pão de tomate caseiro, ideal para fazer aquele mega sanduíche! E sim, feito com molho de tomate mesmo!!
pão de tomate

Esse pão apareceu como uma grande opção para adicionar sabores a mais em qualquer sanduíche. Mas eu acabei mudando um bocado a receita… É que a original leva manjericão, e queijo, e usa fermento seco… E eu não usei nada disso! Mas vamos aos poucos. Troquei o manjericão por orégano porque acho mais universal. É bem mais fácil ter em casa o orégano fresco do que o manjericão fresco. Mas use a erva que quiser!

Já fiz um pão com chimichurri e ficou bem bom então vá com seu tempero favorito.

Tirei o queijo porque queria uma massa leve, e ainda acho que fica melhor sem o queijo. Deixa ele pro recheio do sanduíche… E ainda coloquei coloral! É que a receita pede molho E extrato de tomate. Imagino que o extrato auxilie na cor e no sabor. Só que por aqui não usamos nenhum dos dois. O molho que tomate daqui é a passata, que é basicamente tomate triturado, sem nenhum tempero. Pra quem usa molho de latinha dá pra adaptar. Dilua 2 partes de molho para 1 de água, sendo o total a medida pedida na receita. E use o coloral apenas se perceber que a massa está muito clara quando for sovar. Ou bata tomates no liquidificador até obter a medida pedida na receita, e acrescente o coloral normalmente.
pão de tomate

Por último a maior mudança de todas: o fermento. Eu usei fermentação natural, porque é assim que faço pão toda semana aqui em casa. Pra quem quiser começar dá pra ver todo o processo nesse link. Pra quem prefere usar o fermento de pacotinho dá pra substituir. Tem um texto mais completo aqui, ensinando a conta que se faz pra essas substituições. Mas pra receita de hoje é só usar 15g de fermento biológico seco. E não esqueça que, nesse caso, os tempos de crescimento mudam: a esponja pode descansar cerca de 4h, e a massa sovada por 1-2h no máximo.
pão de tomate

Pão de tomate – original aqui

3/4 xícara de molho de tomate*
3/4 xícara de fermento natural* – cerca de 180g
3/4 xícara de farinha de trigo
1 colher sopa de orégano
3 colheres sopa de azeite
1 colher sopa de sal
2 colheres chá de coloral – opcional
2 colheres sopa de açúcar
cera de 2 xícaras de farinha de trigo

*mais detalhes, e como substituir, tão no texto acima

Primeiro faça a esponja: Misture o molho de tomate com o fermento e os 3/4 de xícara de farinha. Misture até ficar homogêneo e deixe descansar por 12h em uma vasilha tampada. Fora da geladeira.

Escolha uma panela com tampa que possa ir ao forno e cubra o fundo com fubá. Misture os demais ingredientes na esponja (que deve ter formado bolhas), deixando a farinha por último. Vá sovando a massa enquanto acrescenta a farinha; talvez não precise de tudo, talvez precise de mais. Quando conseguir uma massa lisa e bem elástica modele o pão. Para um pão redondo gire a massa na bancada criando tensão na parte de baixo. Transfira para a panela, tampe, e deixe descansar por cerca de 6-8h.

Asse em forno já aquecido a 230C, com a panela tampada nos primeiros 30min. Depois desse tempo destampe a panela e deixe seu pão de tomate no forno até dourar.

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Em 2014: Pão simples
Em 2015: Suco mega rosa

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Sour Vodka, e é pra por ovo no drink?

Sour é com ovo ou não? Clara crua faz mal? Clara de ovo no drink não vai ficar gosmento? Do que diabos eu estou falando? Eu tenho respostas pra todas essas perguntas?
sour

Na verdade não, só pra algumas delas. E vamos logo para as respostas pra poder passar pra parte da receita do drink. Em teoria um sour só seria verdadeiro se feito com a adição da clara, mas quem liga pra isso não é mesmo? Até porque alguns drinks ficam bem melhores sem a espuma por cima; como o nosso Bloody Sour por exemplo.

Agora se você resolver usar a clara, o drink fica gosmento? Não. Mesmo. Esse era meu maior medo: que parte da clara virasse espuma e o resto deixasse tudo uma meleca. Mas dá uma olhada na receita ali embaixo e você vai ver que tem tempo pra ficar batendo na coqueteleira. Isso vai garantir que a clara vai espumar o tanto que precisa pro drink ficar bom. Tem até uns drinks que usam um acessório na hora de bater (tipo um mini batedor sem cabo) que é pra espumar mais ainda. Então é só seguir a receita que vai ficar tudo bem.

Mas e a salmonela? Pois é. Eu sei de onde vem os ovos que uso e confio na origem deles, então consumo ovo cru aqui em casa sem medo. Mas pra quem quer se assegurar de todos os lados: dá pra usar clara pasteurizada. Inclusive dá pra encontrar em garrafa, é só medir 30g da pasteurizada e usar.

E os veganos? Bom, eu nunca testei (mas fiquei curiosa e vou) as duas opções que conheço: abacaxi e aquafaba. O abacaxi gera espuma quando batido então, se você não se importar de acrescentar o sabor dele ao drink, é só juntar uns pedaços da fruta na coqueteleira no lugar da clara. Também tem receitas que levam aquafaba, como esse Pisco Sour (em inglês), pra quantidade da receita abaixo a clara seria trocada por 45ml de aquafaba.

Pra quem nunca ouviu falar, aquafaba é a água do cozimento do grão de bico. Ela é rica em proteína e espuma e monta neve igual clara. Dá até pra fazer suspiro!

Ufa! Agora, porque colocar clara no drink? Eu achei que equilibrou a bebida. E a espuminha que forma no topo é gostosa também. Não senti nenhum cheiro de ovo, e nenhuma viscosidade no drink. Aliás, usei pra esse teste o que seria um Sour de Capim Limão, que virou uma Sour Vodka mesmo (a infusão não funcionou). E fica a dica: se não for usar a clara inverta as medidas do xarope com o limão que vai ficar bem melhor! Foi o que fiz com o drink da taça, que não levou clara e precisou de ajustes no final…

Sour Vodka – inspirado aqui

60ml de vodka
45ml de limão
30ml de xarope simples
1 clara de ovo

Bata todos os ingredientes em uma coqueteleira sem gelo por cerca de 30segundos. Adicione algumas pedras de gelo e bata por mais 30segundos. Sirva em seguida e finalize com raspas de limão.

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Em 2014: Bolo de pão de mel

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Barrinhas de limão e biscoito – doce e azedo juntos

Barrinhas de limão, que na verdade são quadradinhos, com base de biscoito e cobertura cremosa e azedinha… É só tomar cuidado pra não comer todos de uma vez!
barrinhas de limão

Esse tipo de receita é bem comum em boards (quadros) internacionais do Pinterest, mas essa me chamou a atenção por ter o nome de lime bars. É que quando procurando receitas em inglês tem que atentar pra um detalhe: em inglês lemon é só limão siciliano. O nosso limão verdinho é chamado de lime, que traduz como lima. Aquela confusão linda de nomes comuns em regiões diferentes.

Enfim, lime bars viram barrinhas de limão (o verde); e eu adaptei pra limão capeta que é laranja. E mais ácido ainda! Não reduzi a quantidade de limão pedida na receita, mas se você prefere doces menos ácidos é melhor trocar o limão. Só tem o limão capeta mas tá com medo do poder da acidez dele? Diminui umas 2-3 colheres na quantidade que vai ficar tudo bem.

Pra quem tá confuso com os nomes, limão capeta também é chamado de limão cravo; é aquele da casca laranja que mais parece uma mexerica. Ou tangerina dependendo de onde você mora…
barrinahs de limão

Ainda nas mudanças, eu mexi nos biscoitos da base. A receita original pede Graham Crackers, que não temos por aqui. Normalmente a gente troca por biscoito maria e fica tudo certo. Mas muita gente acha o sabor dessa base meio enjoativo; então decidi trocar parte do biscoito maria por cream cracker. Ele tem o sabor mais salgadinho, e meio que mais neutro também. E isso balanceou os sabores de um jeito lindo! Vale tentar com Salpete pra quem prefere mais salgadinho ainda. Ou você pode usar o biscoito que achar que vai combinar, como rosquinhas de chocolate por exemplo.

Por último, o detalhe da forma. Pra essa quantidade de receita a forma tem que ter 22x22cm ou uma medida equivalente, tipo 20x24cm. Caso não tenha nenhuma forma do tamanho é só fazer com papel manteiga. Dobre o papel formado uma caixinha do tamanho certo e coloque entro de uma forma e alumínio maior que o papel. Qualquer que seja a escolha, unte com manteiga. Eu não untei e o meu grudou.

Barrinhas de limão e biscoito – original aqui

100g de biscoito maria
30g de biscoito cracker
2 colheres sopa de açúcar mascavo
75g de manteiga derretida
4 gemas
1 lata de leite condensado
1/2 xícara de limão

Unte uma forma, de 22x22cm, com manteiga. Caso não tenha uma forma do tamanho veja notas acima, ou o vídeo.

Triture os biscoitos e misture com o açúcar e a manteiga. Quando estiver parecendo com areia molhada transfira para a forma preparada e aperte bem. Vale usar uma vasilha/copo/etc para ajudar a apertar e nivelar a massa.

Em outra vasilha misture as gemas com o leite condensado e o limão. Quando estiver homogêneo cubra o biscoito com essa mistura. Leve ao forno, já aquecido a 200C, até que o recheio firme; cerca de 30min. Deixe gelar antes de cortar e servir.

Dica extra: se quiser contrastar os sabores, sirva cada quadradinho com um pouco de chantilly bem docinho.

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Torta crumble de abacaxi, pq o verão já tá aí!

Torta crumble de abacaxi tem massa crocante, recheio doce e ácido ao mesmo tempo e cobertura crocante! E pra quem gosta da combinação a cobertura crumble ainda tem coco!!
torta crumble de abacaxi

Essa torta foi inspirada em outra que já apareceu por aqui: a Torta crumble de Peras. Na verdade ela surgiu enquanto eu provava a primeira torta, bem no clima e se eu trocasse essas peras por abacaxi? Uma torta crumble de abacaxi daria certo? E sim, deu certo! Fui trocando temperos aqui, modificando a cobertura ali… e no fim só deixei a massa do mesmo jeito. Até porque essa massa é ótima, e é uma boa opção até pra outros tipos de tortas também.

Sem muita enrolação, só vou deixar dois detalhes da receita: o abacaxi e o coco. Prove seu abacaxi antes de fazer o recheio; o meu estava pouco ácido e bem docinho. Se o seu for muito ácido, diminua o limão; e se não estiver doce aumente um pouco o açúcar. E quanto ao coco, eu só coloquei porque por aqui nós amamos essa combinação. Pra quem acha que não combina, ou simplesmente não gosta de coco: troque por aveia. A cobertura vai continuar crocante e gostosa e mais ao seu gosto.
torta crumble de abacaxi

Torta crumble de abacaxi

Massa
1 1/2 xícara de farinha de trigo
2 colheres sopa de açúcar
1/2 colher chá de sal
100g de manteiga sem sal em cubos
1/4 xícara de leite
1/2 colher sopa de limão

Misture o leite com o limão e deixe descansar por 20min.
Misture os ingredientes secos com a manteiga até formar uma espécie de farofa. Então junte o leite azedo e amasse até conseguir uma massa coesa e lisa. Deixe na geladeira por 30min.

Recheio
1 abacaxi em cubos – cerca de 3-4 xícaras
1 xícara de açúcar
4 colheres sopa de farinha de trigo
1/2 colher chá de sal
3 colheres sopa de rum – opcional
1 pitada de pimenta do reino
2 colheres sopa de limão

Junte o abacaxi com o açúcar e leve ao fogo médio até que o abacaxi fique transparente. Baixe o fogo e junte os demais ingredientes. Cozinhe até ferver e então retire do fogo.

Cobertura
3/4 xícara de farinha de trigo
2/3 xícara de açúcar
1/4 xícara de aveia*
1/2 xícara de coco ralado grosso*
50g de manteiga em cubos
1 pitada de sal

*você pode trocar a aveia por mais coco, ou o coco por mais aveia, sem problema

Misture todos os ingredientes até conseguir uma farofa.

Montagem
Abra a massa e forra o fundo e as laterais de uma forma de 23cm. Cubra a massa com o recheio nivelando bem. E por fim cubra tudo com o crumble de coco. Asse em forno já aquecido, a 200C, até que a cobertura doure bem. Deixe esfriar por meia hora se for servir quente; ou deixe na geladeira por cerca de 3 horas antes de servir.
torta crumble de abacaxi

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Em 2014: Doce de abacaxi
Em 2015: Suco cítrico de morango

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Ponche de rum, mas não aquele ponche…

Ponche de rum, que não parece nada com os ponches que a gente conhece. Mas que é sim um drink delicinha pra esse tempo que já tá esquentando!
ponche de rum

Eu poderia considerar esse ponche uma versão atualizada de um outro drink que já apareceu aqui: o chá com rum. A diferença maior é meio que o objetivo: enquanto um é o chá perfeito pra encarar o inverno, o outro já tem cara de verão!

Isso porque o ponche também tem um chá bem perfumado e misturado com rum como base. Mas ele conta com o frescor do limão e com muito gelo! A versão que eu experimentei usa chá preto e especiarias, mas isso pode variar. Eu mesma  troquei a pimenta preta da receita original por pimenta rosa; é que eu queria menos picância e mais perfume. Vale usar as duas pra quem preferir. Ou trocar o anis por casca de laranja. Ou usar só o chá mesmo… Tudo de acordo com o gosto de quem for beber.

Mais opções de mudança? Eu adocei com açúcar, pra facilitar pra todo mundo. Mas dá pra usar mel no lugar. Ou não adoçar nada também. Se você tem o costume de tomar chá sem adoçar, pode pular toda essa parte numa boa. E ainda tem o rum! Eu usei rum branco, mas se você só tem rum dourado no bar de casa vai fundo!

Ponche de rum – original aqui
faz dois canecos

1 xícara de rum
1 xícara de água
2 saquinhos de chá preto
1/4 xícara de açúcar
1/4 xícara de limão
1 canela em pau
1 colher chá de pimenta rosa
1/2 anis estrelado
4 cravos

Em uma caneca/leiteira/qualquer coisa junte o chá, o açúcar e as especiarias. Esquente e água até quase ferver e junte com o chá. Deixe essa infusão descansar por cerca de 5minutos, pra ficar bem forte. Em dois copos altos divida o limão e o rum. Coe metade do chá em cada copo e complete com gelo. Sirva em seguida. Se quiser enfeite os copos com rodelas de limão.

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Panquecas de abóbora, só pra café da manhã?

Panquecas de abóbora fofinhas e leves, e com vegetal que é pra ter a desculpa de comer o dia todo! Afinal, abóbora é salada né?
panquecas de abóbora

Tá, deixa as maracutaias de lado. Essas panquecas de abóbora são uma ótima opção pra um café da manhã muito mais gostoso. Mas elas são sim uma boa ideia pro lanche da tarde, viu? Dá pra deixar a calda de lado e só roubar uma panquequinha quando passar pela cozinha. Uma delícia e fácil de resolver…

Ooou dá pra comer com calda, manteiga, mel, o pacote completo! Inclusive dá pra seguir a receita original com mais afinco e incluir gotas de chocolate! Sim, a receita de onde tirei essas panquecas incluía mini gotas de chocolate na massa E uma calda de chocolate beem cremosa por cima… Fiz uma versão mais simples, mas dá pra ir incrementando conforme a vontade e a disponibilidade.

Além da simplificação fiz mais uma alteração: tirei o melado dos ingredientes. Sofremos com uma falta de melado aqui em casa, e não tinha mel também, então fui de açúcar mesmo. Pra quem prefere adoçar as receitas com mel: é só duplicar a quantidade pedida de açúcar. O mesmo vale pro melado.
panquecas de abóbora

Panquecas de Abóbora – original aqui

1/2 xícara de purê de abóbora*
1 xícara de farinha de trigo
2 colheres sopa de fermento em pó
1/2 colher chá de sal
1/2 colher chá de canela em pó
1 pitada de cravo
2 colheres sopa de açúcar
1 ovo
3/4 xícara de leite

*Eu faço o purê em casa mesmo… Você pode cozinhar ou assar a abóbora, daí é só amassar e  passar por uma peneira. A peneira serve para evitar qualquer fibra que possa ter ficado. Vale fazer um purê rústico também, que resulta em panquecas rústicas mas gostosas.

Misture todos os ingredientes até conseguir uma mistura homogênea.
Em uma frigideira, untada com pouco óleo, “frite” as panquecas, derramando um pouco de massa de cada vez. Eu gosto de usar uma concha pra que elas fiquem sempre mais ou menos do mesmo tamanho. Deixe pra virar apenas quando já tiver bolhas estourando no lado de cima. E  deixe o fogo baixo para que elas cozinhem por dentro sem queimar.

A calda usada na foto é vermelha mas é de chocolate (essa aqui), pra quem prefere caramelos tem esse aqui também!

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Bolo de Café… pra tomar com café?

Bolo de café, pra tomar com café da manhã ou com chá da tarde; pra roubar um pedaço de madrugada ou no meio da tarde… Já viram que eu adorei?
bolo de café

Tirando qualquer dúvida antes de começar mesmo a receita? Tem gente que chama de bolo de café aqueles bolos simples, sem cobertura ou calda, pra acompanhar o café da manhã. Esse realmente é um desses bolos. Mas ele também é um bolo feito de café. E isso é lindo!

Por aqui já tivemos bolo de chocolate com café (muuuito tempo atrás) e até brownie com café. Mas normalmente a bebida tá sempre acompanhada do chocolate. E aqui não, aqui ela brilha sozinha! E fica muito saboroso, viu. É um sabor bem diferente da bebida café, mas o aroma é o mesmo! Duplique o sabor bebendo um espresso junto, ou amenize com um copo de leite gelado, de qualquer forma vai ser uma delícia!
bolo de café

PS pra contar as mudanças na receita: troquei o iogurte da original! Eu até ia seguir as instruções direitinho, mas esqueci de comprar o iogurte. Então usei buttermilk caseiro: leite azedado com limão. Você pode seguir a receita abaixo, ou trocar pela mesma quantidade de iogurte.

Bolo de Café – original aqui

1 1/4 xícara de farinha de trigo
1/2 colher sopa de café solúvel
3/4 colher chá de fermento em pó
1/2 colher chá de bicarbonato
1/2 colher chá de sal
1 xícara de açúcar
1 ovo
1/2 colher sopa de baunilha
1/2 xícara de leite
1 colher chá de limão
1/4 xícara de óleo
6 colheres sopa de café forte – usei espresso

Misture o leite com o limão e deixe descansando por 20min. Ou use iogurte no lugar do leite azedo.

Misture os ingredientes secos, exceto o açúcar, e reserve. Em outra vasilha bata os ovos com o açúcar até conseguir um creme fofo. Vá adicionando os demais ingredientes e batendo a cada adição. Intercale os líquidos e a mistura seca par ficar mais fácil bater a massa.

Quando conseguir uma massa homogênea transfira para uma forma de 20cm de diâmetro. Asse em forno aquecido a 200C, até que doure.
bolo de café

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Em 2014: Sorvete de banana
Em 2015: Piña Colada de verão

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Tahine caseiro, drops da economia

Tahine caseiro! Ou como economizar horrores transformando um único ingrediente num alimento versátil e que pode ser difícil de encontrar, ou caro de comprar…
tahine

Primeiro as primeiras coisas: já ouviu falar em tahine? Eu passei a maior parte da minha vida sem ouvir essa palavra esquisita. Quando já tava me interessando mais por cozinha fui procurar uma receita de Hommus. Tava longe da casa dos meus pais, não tinha a mãe por perto pra perguntar e fui pra internet. E no meio da receita pedia um tal tahine. De novo a internet ajudou, e eu descobri que era uma pasta de gergelim!!!

Na próxima ida ao mercado não achei nada parecido. Nem no outro mercado, nem em outros vários. Quando finalmente achei um lugar que vendia, era um empório especializado em culinária do oriente médio. E já adivinharam? Uma latinha de 200g passava dos 40 reais! Foi quando eu descobri que o tal tahine não era pra mim no momento…

Só recentemente que me caiu a ficha: pasta de amendoim a gente faz em casa, será que de gergelim também? De novo pra internet e pronto! Um monte de gente faz! E é a mesma história da pasta de gergelim: bate até não poder mais, adiciona um pouco de óleo de precisar e pronto: pasta caseira!
tahine

Como todo ingrediente ( e receita) tradicional, o tahine varia um monte dependendo da região e do uso que você quer dele. Você pode deixar o sabor mais marcante torrando mais o gergelim, ou mais suave apenas dourando. Pode usar óleo de gergelim se tiver disponível, ou um óleo neutro apenas para ajudar na textura. Pode deixara a textura mais pastosa ou mais líquida… Tudo vai do seu gosto! O importante é começar a fazer e ir experimentando. E claro, pode usar num monte de receitas! Ele vai no Hommus, que um dia vai aparecer aqui. E também no Baba ganoush, que já apareceu aqui. Mas também pode ser comido puro; com pão sírio e azeitona preta fica ótimo!

Tahine caseiro

gergelim
óleo neutro – mais no texto acima

Torre o gergelim, aos poucos, em uma frigideira. Quanto mais torrado mais forte o sabor do tahine no final. O ideal é uma torra leve, deixando as sementes apenas levemente douradas.
Com o gergelim ainda morno leve para o liquidificador e bata até conseguir uma pasta. Dependendo do gergelim e da potência do liquidificador, você vai precisar adicionar óleo. Faça isso bem aos poucos, apenas até consegui que o tahine vire uma pasta. Transfira para um pote de vidro com uma tampa bem confiável e pronto!

Caso, depois que bater o tahine, você perceber que torrou demais o gergelim… tem jeito! Adicione um punhado de gergelim não torrado ao seu tahine e bata novamente, até que as novas sementes sejam totalmente trituradas e incorporadas na pasta. O sabor deve ficar mais suave.

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Baba ganoush da casa, aka patê de berinjela

Baba ganoush, também conhecido como patê de berinjela. Um queridinho dos vegetarianos que não tem porque não ser amado por TODO MUNDO!
baba ganoush

Tá, eu posso estar exagerando? Talvez. Mas esse patê é muito gostoso mesmo. E o sabor é meio que surpreendente também. Se você nunca comeu e tá pensando naquela berinjela assada ou frita do almoço… esquece! O sabor dele não tem nada a ver com aquele. É mais defumado, mais salgadinho, mais ácido, mais o que você quiser na verdade.

Ou pode lembrar um pouco a berinjela de todo dia, se você quiser… É que essa é uma receita tradicional, e aí caímos na “Regra do Cozinha para Receitas Tradicionais“: para cada avó no mundo, uma receita e um sabor diferente. Sério. O Baba ganoush é daquelas receitas que não tem muita medida exata, nem lista de ingredientes única. Então cada família vai fazer o seu. E cada família vai falar que o seu que tá certo.

“Como assim você coloca alho?”, “Não tem azeite no seu?”, “De jeito nenhum pode colocar as sementes!” e por aí vai. Não ligue pra isso, diga que a versão que você fez é a da sua família e pronto. É o que eu fiz aqui, justamente pra evitar polêmicas de “meu baba ganoush que é o original”. Até porque, sabe de onde vem esse prato? Da região do Levante. Essa área fica no oeste do mar Mediterrâneo e abriga países como Líbano, Síria, Egito, Israel, Palestina… E aí você tem vários povos diferentes requerendo a criação do prato. Já viu onde a briga vai dar? Não gostamos de briga ao redor da mesa por aqui. Então fica assim:

O Baba ganoush é um prato antiquíssimo.
Vem de uma região que abriga diferentes povos.
E que, ao longo dos séculos, ganhou diferentes versões.
Essa é só uma delas.
Não tem como ficar ruim, qualquer versão vai valer a pena você experimentar.
(de novo, eu posso estar exagerando, mas eu realmente amei o prato)

Será que já consegui me livrar de todas as tretas possíveis? Então vou lá aproveitar meu patê com uns biscoitinhos integrais.
baba ganoush

Baba ganoush

3 berinjelas pequena
sal
1 dente de alho
limão
1 colher de tahine
azeite – opcional

Com um garfo, ou uma faca, faça diversos furos ao longo das berinjelas. Coloque cada uma direto na chama até que a casca queime totalmente. Se quiser um sabor defumado mais forte coloque as berinjelas direto sob uma tampa/vasilha virada, por alguns minutos, até amornarem.

Tire as cascas das berinjelas e amasse a polpa; você pode tirar a parte das sementes ou deixar, depende da textura final que você quer. Junte a essa polpa amassada o tahine e o alho e misture bem. Vá adicionando o sal e o limão aos poucos e provando até conseguir um sabor que te agrade. Você pode servir imediatamente ou cobrir com um filme plástico e deixar por meia hora na geladeira antes de servir.

 

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Brigadeiros de Abóbora – #cozinhadebruxa

Brigadeiros de abóbora pra deixar qualquer mesa de aniversário mais charmosa! Ou pra comer vendo um filme também…
brigadeiros de abóbora

Preciso dizer que essa receita foi uma surpresa pra lá de agradável! Eu imaginava que brigadeiros de abóbora seriam gostosos, principalmente porque eu amo doce de abóbora. E se um ingrediente já fica bom na forma de doce de compota, como não ficaria delicioso na forma de brigadeiro?

Mas o caso é que ficou bem melhor do que a expectativa! O sabor ficou bem parecido com o doce de abóbora mais tradicional, só que a textura ficou bem melhor. O combo leite condensado + chocolate branco geram uma cremosidade que a compota não tem! E por mais que tenha cozido o doce na panela por um bom tempo, ele não ficou puxa. Firme o bastante pra manter a forma de abóbora bonitinho, mas sem puxar quando a gente morde.

Aqui ficam as desculpas pra quem adora brigadeiro puxa (não é meu caso); talvez, se vocês deixarem mais tempo ainda no fogo, possa acabar ficando…

E por falar em chocolate branco, ele entra por conta da regra da casa: docinho só com leite condensado é docinho; docinho com leite condensado e chocolate (qualquer tipo) é brigadeiro. E calma gente, essa regra é invenção minha pra ter ordem nos nomes das receitas aqui. Eu sei que essa é uma discussão mais acalorada no mundo aí fora… De qualquer jeito,brigadeiros ou docinhos, façam. A ideia pode parecer meio maluca pra quem não cresceu comendo compota, mas quem é fã do doce tradicional sabe: vale super a pena!

E pra quem ficou em dúvida: quase qualquer abóbora serve pra fazer doce. Eu evito as morangas pois acho o sabor muito diferentão. E dou preferência para abóbora de pescoço pra qualquer receita doce; mas esses foram feitos com a jacaré e o sabor é o mesmo. 😉
brigadeiros de abóbora

Brigadeiros de Abóbora

4 xícaras de abóbora em cubinhos
1 lata de leite condensado
100g de chocolate branco
Açúcar cristal – colorido ou não
cravos e barbante para a montagem

Asse a abóbora, ou cozinhe no vapor, e com ela ainda morna amasse bem. Passe a abóbora amassada por uma peneira; isso vai evitar qualquer gruminho ou fiapo.
Em uma panela junte a abóbora amassada, o leite condensado e o chocolate branco. Cozinhe em fogo baixo até conseguir o ponto de brigadeiro de enrolar. Espalhe em um prato, cubra com filme plástico e deixe esfriar. Não precisa levar para a geladeira mas pode, sem problema.
Enrole os brigadeiros, passe no açúcar cristal e transfira cada um para uma forminha. Com um barbante culinário, ou um fio dental sem sabor, faça as marcações da abóbora. Basta encosta o fio sobre o brigadeiro e envolver até a forminha, como se fosse amarrar ele. Faça 4 marcações, formando os gomos, e finalize com um cravo (de cabeça para baixo) bem no meio.

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Em 2014: Cupcakes de Teia
Em 2015: Canapés de Aranha

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