Pãezinhos suecos, ou quase

Desencana do pão fofinho que hoje a receita é pra quem gosta de pão bem massudo! Esses pãezinhos suecos mostram que não serão leves desde o começo do preparo, a massa é pesada e forte. Mas isso não atrapalha a experiência de forma alguma.

Essa receita veio da Sweet Paul Magazine, mesma origem do drink Anne Frid, e foi a história fofa e a foto linda que me conquistaram. Só quando já tava com vontade e fazer que fui prestar atenção na receita em si… E aí vi o açafrão na lista de ingredientes. Fiquei na dúvida se seria o açafrão verdadeiro ou esse que a gente usa por aqui, que na verdade é cúrcuma. Como ele tinha que ficar em infusão na manteiga quente, creio que seja o açafrão verdadeiro, que é o estame da flor e precisa ser “infusionado” para liberar o sabor.

Não dava pra fazer igual a original, mas fiquei curiosa sobre o resultado com a nossa cúrcuma/açafrão. Afinal, vai que fica bom né? Não faço ideia do sabor dos originais, mas esses ficaram muito bons! Como disse antes, bem massudinhos, pesados mesmo, com um sabor suave e não identificável, e um docinho das passas sultanas pra completar.
PS: como era uma mudança meio que fundamental no sabor fiz só meia receita, que rendeu 10 pãezinhos.

Pãezinhos Suecos – original aqui
xícara de 240ml

100g de manteiga sem sal
1/4 colher chá de açafrão
1/2 xícara de leite morno
6 colheres sopa de açúcar
2 colheres chá de fermento biológico seco
3 1/4 xícaras de farinha de trigo
1 ovos
1 clara
uva passas douradas – sultanas

Derreta a manteiga e misture com o leite, o açafrão e o açúcar. Se a mistura estiver quente deixe amornar e então adicione o fermento. Deixe descansar por 10minutos.
Transfira para uma tigela maior e junte os ovos e a farinha e vá amassando. O resultado não é a típica bola de massa elástica, mas sim uma massa pesada e quebradiça. Cubra, com um pano úmido se o dia estiver quente, e deixa crescer por cerca de 1h. Esse tempo é pra um dia de temperaturas amenas (20°), se for um dia frio coloque em algum local protegido, como o forno desligado, e deixe por 1:30h.

Corte a massa em 10 pedaços iguais e modele os pãezinhos. A forma mais tradicional é como nas fotos: enrole a massa formando um cordão e enrole cada uma das pontas na direção da outra. Outra forma muito encontrada é o S fechado, enrole um cordão e dobre cada ponta para um lado. Mas também é possível usar outras formas, inclusive abrindo a massa e usando cortadores de biscoito. Se for usar os cortadores não abra muito a massa, deixe uns 3cm de espessura.

Transfira os pães para um forma com papel manteiga e pincele cada um com a clara. Decore com as passas como preferir e leve ao forno a 200° por cerca de 25minutos, ou até que o fundo esteja dourado. Deixe esfriar antes de guardar para não suar.

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Toddy – o drink, não o achocolatado

Sabe toddy? Eu também achei que sabia… Tirando achocolatados cheios de açúcar do caminho, nesse caso estamos mais para um chá temperado e com um toque alcoólico. Quase um quentão importado.

Estava eu lendo um livro da Agatha Christie (aquela dos detetives, sabe?) e um personagem estava bebendo um toddy. E no pé da página a explicação: bebida aquecida feita da mistura de whiskey, chá e limão. Ou coisa parecida. Fiquei mega curiosa e fui atrás do tio google. E aí achei um mundo de opções!
Tem Toddy feito com whiskey, com rum e outros destilados, o chá pode ser qualquer um, a gosto do freguês. E pra adoçar, embora o tradicional seja mel, também vale açúcar. A única constante era o limão, todos sendo feitos com algumas gotas de limão e uma rodela da fruta na hora de servir.

Já deu pra pensar no quentão? Não usamos o limão é verdade, mas a diferença é basicamente essa. O destilado (pinga) tá lá, o açúcar também, e até o chá que, apesar de não ser em forma de saquinho, vai na forma das folhas aqui chamadas de temperos.
Minha ideia portanto era fazer um mix dos dois, um toddy com pinga. Aqui em casa já não tinha mais pinga, mas ainda tinha uma garrafa de rum prata. E daí lembrei do Grog, que é como algumas pessoas chamam o toddy feito com rum. Fica aí então a receita do meu quentão/toddy/grog, receita boa pra aquecer o peito e bem suave pra quem não gosta de bebida forte.
toddy twToddy – ou grog
serve duas pessoas

2 doses de rum prata – ou pinga
2 colheres sopa de mel
1/2 limão – usei capeta
500ml de água
2 chás de saquinho – usei maçã

Esquente a água e faça o chá conforme o seu gosto.
Cubra o fundo de cada caneco com uma colher de mel e o suco de 1/4 de limão.
Junte uma dose de rum em cada caneco e complete-os com o chá. Guarneça Enfeite com uma rodela do limão e sirva bem quentinho.

 

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Canjica doce com amendoim

Bora aproveitar o restinho do mês pra brincar de festa junina! Hoje é dia de canjica doce aqui no Cozinha, com direito a amendoim no caldo. E também mais algumas sugestões pra você variar a sua do jeito que preferir!

Pra começar, canjica doce é a feita com aquele grão maior que milho, mais gordinho e que pode ser branco ou amarelo. Tem gente que chama de mungunzá, tem gente que chama de canjiquinha. Canjiquinha aqui (MG) é outra coisa, prato salgado que faço em outra ocasião.

Essa receita é a que a gente faz aqui em casa, então provavelmente não vai diferir muito das que rodam internet afora. A ideia aqui é mostrar pra vocês o jeito mais básico de fazer a canjica, com apenas o amendoim de extra. E claro, como todo bom extra ele pode cair fora, mas eu acho que dá um toque bem especial. A canela também pode cair fora se você não gosta. Caso você adore ela pode ser usada, em pó, na hora de servir.

Quanto as variações:A maioria das pessoas usa leite condensado mas eu não sinto diferença no gosto final. Com o leite condensado vai ficar um pouco menos de tempo no fogo, só isso, então se não tem não é desculpa pra não fazer. Tem muita gente que usa coco ralado, grosso ou fino, no lugar do amendoim. Eu nunca experimentei mas acredito que fique uma textura bem interessante.

Por último, vale aromatizar o leite com raspas de laranja ou colocando uns pedaços de casca de laranja pra ferver junto da canjica. Não sei se combinaria com o amendoim, mas sem ele com certeza fica gostoso.

Canjica doce com amendoim
xícara de 240ml

250g de canjica
1L de leite
2 xícaras de açúcar cristal
2 paus de canela
1 xícara de amendoim torrado e moído
água pra cozinhar a canjica

Primeiro é preciso cozinhar a canjica e pra isso ela tem que ficar de molho algumas horas antes de ir pra panela. Por aqui a gente deixa os grãos em uma vasilha cheia de água de um dia pro outro, cerca de 8h. No dia seguinte é só escorrer aquela água e transferir a canjica para a panela de pressão. Cubra os grãos com água, a quantidade é o suficiente para a água ficar uns 4 dedos acima da canjica. Tampe e leve ao fogo, quando começar a chiar conte 30min. Desligue o fogo e deixe a pressão sair sem apressar, deixa a panela no tempo dela.
Depois que acabou a pressão da panela, pode ser algumas horas depois também, transfira a canjica e a água do cozimento para outra panela. Dá pra fazer na de pressão também, mas eu me sinto mais a vontade pra mexer em uma panela com boca mais larga.
Junte o leite, o açúcar e a canela na mesma panela da canjica e misture. Deixe cozinhando em fogo médio. Depois que começar a ferver adicione o amendoim. É preciso ficar de olho porque é leite e sobe. Também é preciso mexer de vez em quando pra não grudar no fundo da panela. O ponto varia de acordo com o gosto. Quando reduzir 1/4 do volume provavelmente já vai estar num ponto agradável. Isso quer dizer, um caldo doce e encorpado e os grãos de canjica já doces e beem macios.
Vale guardar na geladeira, o caldo vai ficar bem firme, e acrescentar um pouco de leite na hora de aquecer.
canjica com amendoim fb

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Cookies com gotas de chocolate

Essa receita é meio antiguinha aqui em casa, de tempos de outra casa. E assustei de nunca ter colocado ela aqui, principalmente porque é uma massa básica de cookie. Sabe aquela massa docinha, sem sabores extras, só com um toque mais salgadinho do bicarbonato? É esse cookie. No caso de hoje com gotas de chocolate pra ficar mais festeiro.

Dá pra tirar as gotas de chocolate? Dá. Dá pra trocar por outra coisa? Qualquer coisa!! Vale usar dois chocolates, pedaços de frutas, aveia, passas, frutas cristalizadas, o que quiser. Também dá pra deixar a massa algumas horas na geladeira se precisar. E dura bastante tempo guardado em lata também. Ou deveria durar, já que metade da fornada já sumiu magicamente da cozinha…rs
cookie fbFeita toda a propaganda e já tendo te convencido a fazer (falei que não precisa de batedeira?), só falta dizer que não faço ideia de onde veio a receita. Se é sua, ou você sabe de onde veio, me conta ali nos comentários pra eu dar os créditos. Aliás, me contem, qual o recheio de cookie favoritos de vocês?
PS: qualidade das fotos tá longe de me agradar, mas tempo frio + céu nublado + vontade louca de comer logo contribuíram para o sentimento de “ah tá bom, deixa eu ir tomar meu chá e comer esse biscoitos logo”. Fica a promessa de fazer essa receita de novo e colocar umas fotos mais legais por aqui. 😉
cookie ptCookies com gotas de chocolate

150g de manteiga sem sal – temperatura ambiente
3/4 xícara de açúcar refinado*
3/4 xícara de açúcar mascavo
2 1/2 xícaras de farinha de trigo
2 ovos
3/4 colher chá de sal
1/2 colher chá bicarbonato
200g gotas de chocolate

* é sempre bom lembrar de não trocar o açúcar refinado pelo cristal porque os dois se espalham no forno de formas diferentes, portanto a troca acaba influenciando a forma do biscoito.

Bata a manteiga com os açúcares até obter um creme fofo. Acrescente os ovos um de cada vez, batendo entre cada adição. Em outra tigela misture a farinha, o sal e o bicarbonato. Acrescente essa mistura dos secos ao creme, aos poucos, enquanto mistura até ficar uma massa lisa. Adicione as gotas de chocolate e misture até incorporar tudo. Se a massa estiver muito mole deixe na geladeira por alguns minutos antes de levar ao forno.
Em uma assadeira forrada com papel manteiga coloque porções da massa distantes uma da outra. Vale usar boleador próprio para biscoitos, colher de sorvete, ou mesmo as mãos. Eu boleei cada cookie igual a gente faz com pão de queijo. Não precisa achatar a massa, basta fazer a bolinha mesmo. Com o calor do forno a massa vai se espalhar e chegar na forma tradicional do cookie.
Asse em forno já aquecido a 180º até que as bordas estejam douradas, cerca de 20min. Espere que os biscoitos esfriem antes de guardar em uma lata forrada com papel toalha.
cookie tw

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Torta de Chocolate da Minny

Massa crocante e levemente salgada (!!!), recheio de chocolate parecendo um pudim super denso, e cobertura de chantilly bem leve e nada doce pra balancear. Pode acrescentar umas raspinhas de chocolate por cima pra completar a coisa toda. Essa é a torta de chocolate da Minny.

Eu já estava procurando uma torta de chocolate nesse estilo há algum tempo. A torta tipo pudim deve ter a descrição acima. Variando mais no recheio de chocolate. Já vi algumas vezes recheio que vai ao forno (normalmente os que levam ovos), algumas vezes são feitos no fogo e não vão ao forno (tipo mingau/pudim caseiro), e alguns mais raros são crus. Esses crus parecem mais com ganache, são gostoso mais não são o que eu estava procurando.

Fui conseguir a receita dos meus sonhos no Cozinha Coletiva. Pra poupar tempo devia ter ido procurar direto lá, tem cada torta incrível! E nem precisei de muitas alterações, foram duas apenas e uma contra a minha vontade.

Na massa aumentei, em 50%, a quantidade de açúcar, tanto pelo sabor quanto pela caramelização do açúcar no forno. Ainda assim a massa continuou com sua característica principal que é não ser muito doce, apesar de crocante. Já o recheio, originalmente leva cacau, e eu nunca tenho cacau por aqui. Então substitui por chocolate em pó 50%. Tenho aplicado uma regra quase sempre que uma receita pede cacau:

se a receita pede a quantidade X de cacau, eu coloco 2 vezes X de chocolate em pó e tiro metade de X de açúcar da quantidade pedida na receita. Isso se meu chocolate é 50%, o que quer dizer que metade daquilo é cacau e metade é açúcar (li na embalagem do meu, faça o mesmo com o seu). Não garanto essa troca sempre pra qualquer receita, mas normalmente funciona. Experimentem e contem no que deu!

Torta de Chocolate da Minny – original aqui

massa:
1 1/4 xícara de farinha de trigo
1 colher chá de sal
1 1/2 colher chá de açúcar refinado
120g de manteiga gelada em cubinhos
3 colheres sopa de água gelada

recheio:
1 xícara de açúcar refinado
6 colheres sopa de chocolate em pó 50%
50g de manteiga sem sal derretida
2 ovos
1/4 colher chá de sal
3/4 xícara de leite integral*
3/4 xícara de creme de leite fresco*

Creme de leite fresco e açúcar para enfeitar

* esses dois ingredientes serão usados para preparar o leite evaporado. Caso você consiga encontrar leite evaporado aí onde você estiver vale substituir por 3/4 xícara de leite evaporado. Atenção: leite evaporado não é leite condensado!

Para a massa junte os ingredientes secos e misture. Acrescente a manteiga e vá esfarelando com as pontas dos dedos até formar uma farofa. Vá adicionando a água aos poucos, já que pode ser que não precise de tudo, e amassando até formar uma massa lisa. Abra essa massa entre duas folhas de papel manteiga ou filme plástico e forre uma forma de 22cm de fundo/aro removível. Leve para a geladeira até a hora de ir pro forno.
Para fazer o leite evaporado junte o creme de leite fresco com o leite e leve ao fogo médio. Deixe fervendo até que reduza a metade do volume. Fique de olho porque vai subir diversas vezes e é só sair de perto pra derramar tudo… Eu desligava e media e voltava pro fogo até que a medida foi de 3/4 de xícara. Tire do fogo e leve a geladeira por alguns minutos só pra esfriar mais rápido, não precisa gelar.

Para o recheio misture o açúcar, o chocolate e a manteiga e forme uma farofa. Junte os ovos e bata com o fouet por cerca de 3 min. É uma massa meio pesada mesmo. Junte o leite evaporado e o sal e misture até ficar homogêneo. Retire a massa da geladeira e fure todo o fundo e as laterais com um garfo. Cubra a massa com o recheio e leve ao forno a 180º por cerca de 50min. O ponto é quando as laterais do recheio estiverem firmes mas o recheio balançar tipo uma gelatina. Retire do forno, cubra e deixe esfriar. Vale servir imediatamente, ainda morna, ou levar para gelar antes. A minha eu deixei dormir uma noite na geladeira, mas eu gosto de doce dormido mesmo.

Antes de servir bata um pouco de creme de leite fresco com um pouco de açúcar até formar um chantilly leve e sirva junto.

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Pão de batata baroa – ou falso pão de queijo

Eu achei que era pãozinho tipo pão de batata, mas era tipo pão de queijo mesmo. Só que sem queijo, e com batata baroa. Ela também é conhecida como cenoura baroa, cenoura amarela, ou mandioquinha. Enfim, aquela prima da cenoura, menorzinha e bem amarelinha sabe? Ela é a estrela da receita de hoje.
E, como tem sido o costume, essa é mais uma receita da minha lista e testes. E, como a maioria lá, não sei qual a origem. Fui caçar internet afora onde encontraria essa receita. Acabei achando algumas parecidas, mas nenhuma perfeitamente igual a que eu tinha anotada. A mais parecida foi uma da Bela Gil, na verdade quase idêntica, o problema é que a que eu anotei tem bacon. E a da Bela Gil não. Até porque não imagino uma receita do programa dela com bacon no meio. Enfim, se essa receita é sua, ou se você sabe de onde veio, por favor avise para que eu possa dar os devidos créditos.

Origens a parte, o resultado é lindo. É um pão de queijo, e daqueles bem massudos que eu amo! Só que sem queijo. Como mineira eu me sinto uma traidora falando isso mas: nem senti falta. É que o tempero não te deixa sentir falta do queijo. O alecrim é bem presente, e o bacon completa tudo muito bem. Aliás, eu coloquei bem pouco alecrim justamente porque o sabor dele aparece tanto. Já o bacon, eu acho que poderia ter mais. Na próxima acho que vou dobrar a quantidade.

Pra quem quer uma versão sem nenhum ingrediente animal (Vegan?) é só cortar o bacon e pronto. Aliás, pra quem tá cortando o glúten, ou a lactose essa também é uma boa. Não vai farinha nem leite/manteiga. Pra quem tá com medo de que isso aqui vire filial do Bela Cozinha, calma gente. Eu flerto com a cozinha saudável mas essa semana ainda tem torta com leite, ovo, manteiga, chocolate, tudo que tem direito!
pao de mandioquinha twPãozinho de Batata Baroa

500g de batata baroa
1/4 xícara de óleo
1 xícara de polvilho azedo
1 xícara de polvilho doce
25 g de bacon
1/2 colher sopa de sal
1 colher chá de alecrim
1/2 xícara de água

Descasque e cozinhas as baroas até ficarem bem macias. Enquanto as baroas cozinham, se for caso, pique o bacon em cubinhos e frite até que fique bem dourado. Reserve.

Aproveite para picar o alecrim em pedacinhos bem pequenos também. Com as baroas ainda quentes, amasse-as formando um purê. Junte os outros ingredientes, começando pelos temperos e em seguida os polvilhos. Vá amassando a massa e adicionando a água aos poucos. Dependendo das baroas pode precisar de mais ou menos água, mas essa variação é bem pequena. Quando a massa estiver no ponto ela vai formar uma bola coesa, mas não será uma massa lisa e elástica como a de pão. Vai parecer mais a consistência da massa de pão de queijo mesmo.

Forme bolinhas de massa e transfira para uma forma untada ou com tapete de silicone. Leve ao forno a 230º até que dourem. Se o seu forno não dourar (como o meu) vigie pela parte de baixo dos pãezinhos, elas ficarão douradas de qualquer forma.

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Flores de Cebola – drops

Essa sexta é dia dos namorados e teremos flores por aqui! Tá que é só uma coincidência, mas vale pensar que o Universo conspirou pra que isso acontecesse?
Tudo bem também que são flores de cebola, mas como são cebolas assadas o sabor é mega suave, e um pouco adocicado!

E a melhor parte: é drops! É mais o jeito de fazer que a receita propriamente dita. É que a única lista de ingredientes são os temperos, e isso é variável de acordo com cada um.
Tudo começou com um vídeo que apareceu na minha timeline com um jeito muito fácil de transformar cebolas em flores. Fiquei mega curiosa pra ver se dava certo mesmo ou se era essas ideia que nunca dão certo quando a gente tenta em casa. As fotos provam que dá certo!

Então vamos ao passo a passo:

Escolha 4 cebolas roxas pequenas. Como a ideia é servir uma por pessoa é melhor que sejam pequenas.
Descasque e corte a parte da raiz sem retirar muito, só o suficiente para que a cebola fique em pé parada.
Faça 8 corte em cruz e xis sem deixar que nenhum deles chegue até o final da cebola. Sério, se cortar demais acontece isso:

Faça uma mistura de gordura + ácido + doce + temperos. Eu usei essa mistura, mas cada um faz a sua:
2 colheres sopa de azeite
2 colheres sopa de vinagre de arroz
1 colher sopa de redução de balsâmico (doce)
sal e pimenta a gosto

Cubra as cebolas com essas mistura, e transfira para um refratário. Regue-as com o que tiver sobrado dos temperos.
Cubra com papel alumínio e leve ao forno a 230° por 30min. Retire o papel alumínio e deixe no forno por mais 10min. Sirva em seguida!

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bolo de maçã com aveia

Estava eu atrás de um bolo fácil, rápido e pequeno pro café da tarde. Seria melhor se pudesse aproveitar aquela maçã fazendo aniversário na fruteira. E quando não achar a receita que quer, adapte uma que já conhece! Fui eu fazer um bolo de chocolate virar bolo de maçã com aveia. E deu certo! Inventar na cozinha tem tanta chance de dar errado que eu vibro quando dá certo!
bolo maca fbTroquei o açúcar, tirei o chocolate, coloquei a maçã e mais alguns flocos de aveia. E ainda tasquei uma “cobertura” de maçã com canela por cima antes de ir pro forno. Mil alterações feitas, o resultado foi um bolo fofo, com a textura dos flocos de aveia perdidos lá no meio. Ainda contando com um sabor suave de maçã na massa, e um sabor mais pronunciado da maçã com a canela na casquinha de cima.

Como toda receita inventada, optei por uma forma bem pequena e minimizei a receita ao máximo: 1 ovo. Menor que isso acho difícil fazer. Da próxima vez pretendo dobrar. Pra quem não tem uma forma tão pequena (bolo inglês de 15cm) aconselho usar forminhas de cupcakes ou fazer algum tipo de porção individual. O caso é que essa receita leva pouco fermento, então ele vai ficar naturalmente baixinho. Se usar uma forma grande demais pra ele o risco de queimar é enorme! Na dúvida dobre a receita, ainda assim não vai ficar um bolo muito grande.

Meu outro conselho é que você, depois de fazer o bolo, tire uma foto e publique (facebook, twitter, instagram, pinterest, estamos em todas) com a hashtag #cozinharoman que é pra eu poder ver também!
bolo maca ptBolo de maçã com aveia
xícara de 240ml

1 xícara de farinha de trigo
1/2 colher chá de fermento químico
1 ovo
1/2 xícara de açúcar mascavo
1/2 xícara de flocos de aveia
3 colheres sopa de óleo
1/2 xícara de água fervente
1 maçã – fugi ou gala
3 colheres sopa de açúcar refinado
Canela a gosto

Aqueça o forno  180° e unte uma forma de bolo inglês pequena, de cerca e 15cm de comprimento.
Corte a maçã em cubinhos e misture metade com o açúcar refinado e a canela.
Junte a outra metade da maçã com a farinha, o fermento, o açúcar mascavo e a aveia e misture bem. Adicione o ovo e o óleo e misture até formar uma farofa úmida. Acrescente a água fervente e misture apenas o suficiente para incorporar todos os ingredientes.
Transfira a massa para a forma untada e cubra com as maçãs misturadas no açúcar. Leve ao forno até dourar.
bolo maca pt2

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Verrine bicolor, ou pavê moleza

Verrine é um prato servido em copos ou taças pequenos (wikipedia mas tá valendo). Sobremesa verrine é meio que o pavê individual. Camada camada camada, texturas diferentes e servida em porções pequenas. É o suprassumo da tentativa de fugir da piada do pavê. E é uma delícia! rs

A gente já teve por aqui uma taça bicolor com creme de maracujá e mousse de chocolate. Mas a de hoje é um pouco mais simples. Receita para aquele fim de semana em que você quer sobremesa mas tá com preguiça de cozinhar… As duas cores são meio que truque já que é tudo o mesmo creme. Basta acrescentar chocolate em metade e voilá: dois cremes diferentes.

O biscoito champanhe, típico desse tipo de sobremesa, pode ser o comprado pronto. Mas pra quem (eu) tá fugindo de todo aditivo industrial desconhecido, semana passada apareceu por aqui a receita pra fazer em casa. É muuito fácil e vale fazer com antecedência e guardar num pote bem fechado pra quando quiser usar.

O toque mais diferente foi o licor que usei pra molhar os biscoitos (receita aqui). É o tipo de coisa que eu tento sempre ter em casa. Pra quem ainda não fez vale qualquer licor comprado pronto. Vale cachaça aromatizada. Vale rum. Vale até leite gente. Vai do sabor que você quiser acrescentar no pavê verrine.

As castanhas de caju por cima nem entraram na receita. São só uma firulinha mesmo porque gosto de sempre ter uma crocância em sobremesa. Vale finalizar cada taça com elas, morangos, raspas de chocolate, biscoito quebrado… imagina aí, faz e manda uma foto! 😉

Verrine Bicolor

1 litro de leite
3 colheres sopa de amido de milho
3 gemas
1 xícara de açúcar
1 colher chá de essência de baunilha
50g de chocolate meio amargo picado
1 receita de biscoitos champanhe – ou 1 pacote
calda para molhar os biscoitos*

* para molhar os biscoitos pode ser qualquer coisa que você goste. O mais normal é uma calda simples de 1 parte de água para uma de açúcar. Eu saborizei a minha com uma colher de licor de laranja. Vale qualquer outra bebida alcoólica. Pra quem não quiser nada mais doce o leite é uma boa opção.

Dissolva o amido de milho em uma parte do leite e transfira para uma panela alta. Junte o restante do leite, o açúcar e as gemas. Tem gente que gosta de peneirar as gemas para o gosto ficar mais suave. Nas vezes que eu fiz não senti diferença, então eu pulo essa parte. Leve ao fogo médio e vá mexendo sempre até começar a engrossar. Acrescente a baunilha e deixe cozinhar, mexendo sempre, mais um pouco até ficar na consistência de um mingau mole.

Divida esse creme em duas partes e misture uma com o chocolate picado. Cubra ambas as partes com filme plástico encostando no creme para não deixar formar película. Deixe amornar antes de montar as verrines. Isso vai impedir o biscoito de desmanchar completamente.

Para montar separe a mistura escolhida para molhar os biscoitos. Comece colocando uma camada do creme de chocolate em cada taça, molhe alguns pedaços de biscoitos na mistura separada e coloque sobre o creme. Cubra com uma camada do creme branco e depois mais biscoito molhado. Vá intercalando até completar as taças, deixando algum creme por último.

Se quiser vale colocar alguma cobertura/enfeite por cima também. Leve à geladeira antes de servir, por no mínimo 3 horas, preferencialmente por uma noite inteira.

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Elephant Shake

Sexta é dia drink! Ou quase… mas sexta de feriado tem que ter drink! E hoje com um dos meus licores favoritos, e também eleito (não sei por quem) melhor do mundo algumas vezes: Amarula.

Tava atrás de um drink pra comemorar que o sol resolveu aparecer por aqui já no comecinho do feriado. Daí lembrei do Meu Drink. Se estiver atrás de um drink, e não achar aqui no Cozinha, corre lá que deve ter assim uns 25 milhões de receitas diferentes. Incluindo não alcoólicas. Acabei achando esse que leva Amarula, leite e sorvete. Poucos ingredientes, passo a passo fácil, e possibilidade de resultado doce e gelado. Gostei na hora! E na hora de provar também. O resultado é um milk shake alcoólico com o gostinho do Amarula. Bem suave e docinho!

A única alteração que fiz, claro que fiz, foi o sorvete. O daqui de casa era de creme com castanha de caju e a receita pedia de baunilha. Mas ó, sendo um sabor mais neutro, vale o que tiver. Não acho que sorvete de manga vá combinar muito, mas de chocolate deve ficar muito bom!!

PS: a firulinha na taça é uma calda de caramelo (que ainda vai aparecer por aqui) mas vale qualquer coisa que você prefira tb!

Elephant Shake – original aqui

2 doses de Amarula
200ml de leite
3 bolas de sorvete

Bata tudo no liquidificador até ficar homogêneo e sirva imediatamente em copos altos.

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