Massa de pizza da Annabel, pra qualquer recheio

Massa de pizza da Annabel é uma massa básica pra combinar com qualquer recheio e fácil pra todo mundo conseguir fazer!
Massa de pizza da Annabel

Por aqui já tivemos pizza improvisada com massa folhada e pizza sourdough pra iniciantes em fermentação natural… Mas demorou pra aparecer a massa mais básica de todas, feita com fermento biológico seco, aquele de pacotinho. E pra isso essa massa de pizza da Annabel me pareceu uma boa opção: ela tem poucos ingredientes e não precisa de muito tempo de fermentação pra ficar macia e gostosa!

Além disso tem um método bem fácil: não precisava de dupla fermentação, não precisa de horas sovando pra pegar liga, e é moleza pra abrir. A receita original manda abrir com o rolo mas nem precisei; coloquei a massa na forma untada e fui espalhando com as pontas dos dedos mesmo. Assim consigo controlar melhor pra ter um meio mais fino e bordas mais gordinhas, que é como se gosta da pizza por aqui. Quando você for fazer a sua vale fazer como você preferir.

Por todos esses detalhes eu não mudei nada na receita original, mas mudaria… É que eu gosto quando a pizza tem a massa ligeiramente doce. Acho legal o contraste da massa mais adocicada e levinha com o recheio mais salgado e pesado (em termos de sabor). Se você também prefere massas assim meu conselho é dobrar a quantidade de açúcar, pelo menos. Do jeito que está na receita abaixo a massa não tem nenhum sabor adocicado, e o açúcar serve mais pra ajudar na textura e na ação do fermento.
Massa de pizza da Annabel

Massa de Pizza da Annabel – original aqui

1 xícara de água morna
1 colher chá de fermento biológico seco
1 colher chá de açúcar
2 1/2 xícara de farinha de trigo
1 colher sopa de azeite
1/2 colher chá de sal

Junte a agua, o açúcar e o fermento e deixe descansar por cerca de 10min para ativar o fermento. Junte o restante dos ingredientes e vá sovando a massa até ela ficar lisa e coesa. Cubra a massa com azeite e deixe descansando, em uma vasilha coberta, até que dobre de tamanho. A minha demorou cerca de 1h em um dia frio.
Abra a massa em uma forma (ou pedra) e cubra com o seu “sabor” favorito. Eu usei molho de tomate, muçarela, calabresa e orégano. Leve ao forno, já aquecido a 230°, por cerca de 15min.

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Em 2014: Medialunas argentinas
Em 2015: Drink de maçã verde

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Harvard, o drink não a universidade

Harvard é daqueles drinks fáceis de fazer, que dão um dúvida se vão ficar bons ou não, mas que parecem muito chiques depois de servidos… E sim, acabam ficando gostosos.

Deu pra captar o estilo? Taça alta, drink translúcido, aquela espiral de limão… Parece algo difícil e caro, mas no fundo é conhaque com vermute!! Simples né? Tudo bem que também tem o bitter, ingrediente mais difícil de achar, mas fácil de fazer em casa.
Harvard

Sim! Dá pra fazer esse tal bitter em casa. Isso porque ele nada mais é que uma infusão a frio muito amarga e, as vezes, um pouco herbal. Eu faço deixando cascas de cítricos de molho na vodka por semanas. Só isso. O que usei nesse Harvard foi de lima da Pérsia; aproveitei que apareceram umas aqui em casa e coloquei as cascas (bem lavadas) em uma garrafa e cobri com vodka. Deixo de molho até não sentir mais o cheiro da vodka e sim da lima. Fica extremamente amargo, e por isso que só se usa 1-2 dashes normalmente.

Dashes são espirros, sabe quando você vira a garrafa rapidinho e cai só um pinguinho da bebida? É isso. Pra quem ama uma medida exata um dash é cerca de 1ml. Dá pra não usar? Dá. Mas ele dá toda uma graça diferente, tirando o excesso do doce do vermute e equilibrando tudo.

Ah sim, o nome! Esse foi fácil né? Nem precisou tradução. É o nome da universidade mesmo, e foi batizado porque em homenagem a ela sim. É um drink antigo, parece que em 1895 já tinha registro dele, mas garanto que não pesquisei as datas muito a fundo. Só queria garantir que tinha uma relação com a Harvard famosona mesmo….rs

Harvard – original aqui

1 dose de conhaque
1 dose de vermute doce
2 dashes de bitter – ver texto ali de cima
1 espiral de casca de limão

Em um copo alto, e com gelo, misture todos os ingredientes até gelarem. Transfira para uma taça rasa, sem o gelo. Finalize com uma espiral de casca de limão.

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Torta Crumble de Peras pra esquentar a sobremesa

Torta crumble de peras: massa fininha e crocante, peras temperadas no recheio e uma cobertura crumble docinha pra finalizar!
torta crumble de peras

Acho que nem tem muito o que falar: é uma torta de pera com cobertura diferentona e pronto. Prato ideal pro inverno já que você pode servir ainda morninha, com ou sem sorvete acompanhando. E que também vale pra dias mais quentes, já que dá pra deixar esfriar completamente antes de servir.

Dica extra: também dá pra esquentar no forno no dia seguinte que fica ótima! É só não cobrir para garantir que o crumble fique crocante.
torta crumble de peras

Essa torta veio do JoytheBaker, e não mudei muitas coisas comparando com a original; embora tenha mexido num ingrediente meio básico. O nome original seria torta crumble de peras e Bourbon. E eu usei foi conhaque mesmo. Você tem Bourbon em casa? Vale usar ele mesmo. Tem rum? Vale também! As outras mudanças foram adaptações nos temperos (tirei o cardamomo) e açúcares (menos mascavo) para adaptar aos hábitos e gostos daqui. Tudo em nome do equilíbrio. E por isso mesmo tirei as nozes do crumble. Na minha cabeça nozes e peras não combinam de jeito nenhum! Pra quem acha que sim é só adicionar 1/2 xícara de nozes picadas junta da aveia.
torta crumble de peras

Torta Crumble de Peras – original aqui

Massa:
1 1/4 xícara de farinha de trigo
1 colher sopa de açúcar
1/2 colher chá de sal
100g de manteiga sem sal gelada
1/4 xícara  de buttermilk*

*Para fazer o buttermilk misture 1/4 xícara de leite com 1/2 colher sopa de limão

Misture os ingredientes secos e acrescente a manteiga em cubos; vá esfarelando a manteiga na farinha até parecer uma farofa. Acrescente o buttermilk aos poucos e vá amassando até conseguir uma massa coesa. Não precisa usar todo o buttermilk, nem sovar a massa. Se ficar muito seca, acrescente leite bem aos poucos. Massa pronta, enrole em filme plástico e leve para a geladeira por 30min.

Recheio:
3 colheres sopa limão
5 peras grandes
1/2 xícara de açúcar cristal
5 colheres sopa de açúcar mascavo
2 colheres sopa farinha de trigo
1/2 colher chá de gengibre em pó
1/4 colher chá de noz moscada
1 pitada de pimenta do reino
1/2 colher chá de sal
3 colheres sopa de conhaque
1 colher chá de baunilha

Descasque e pique as peras em cubos; junte o limão e 2 colheres de açúcar e deixe descansar 20min. Passado o tempo, junte o restante dos ingredientes e misture bem, encobrindo toda a pera.

Crumble:
3/4 xícara de farinha de trigo
3/4 xícara de aveia em flocos
2/3 xícara de açúcar refinado
1 pitada de sal
50g de manteiga sem sal gelada

Misture tudo, esfarelando a manteiga na farinha até formar uma farofa.

Montagem:
Abra a massa com um rolo e forre o fundo de uma forma de cerca de 24cm. Corte as rebarbas e já acerte totalmente a massa. Misture 1/2 xícara do crumble com as peras e recheie a torta nivelando o melhor que puder. Cubra tudo com o restante do crumble, tentando não deixar nenhuma pera de fora. Leve ao forno aquecido a 200C por cerca de 30min ou até doure.

Se o seu forno, como o meu, não doura mas tem grill: asse a 200C até que a lateral da massa comece a dourar; então ligue o grill por alguns minutos até dourar o crumble.

Deixe a torta esfriar por uns 30min antes de servir, isso vai ajudar o recheio a não ficar tão líquido.

Para mais tortas é só procurar na categoria Tortas.

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Carolinas de Queijo e calabresa

Carolinas de queijo e calabresa pra, honestamente, comer tudo e uma vez só porque esse trem é bom demais!
Carolinas de Queijo e Calabresa

Primeiro uma confissão: carolinas na verdade são doces… A carolina típica é uma mini éclair, recheada e glaceada. Ou seja, é feita da mesma massa das famosas bombas de chocolate, a tal pate a choux,  mas no lugar do formato alongado é feita em formato redondo e menorzinha. Elas também são a base dos profiteroles, aquela sobremesa famosona.

Favor não confundir com a carolina, doce típico da Paraíba, feito com açúcar e coco queimado. Esse só conheço de nome, mas pretendo fazer um dia…

A receita de hoje é uma massa muito parecida com a pate a choux, com algumas ligeiras mudanças nas proporções. Mas com a massa pronta, antes de montar pra assar, é adicionado um “recheio salgado”; no caso queijo, calabresa e uns temperinhos. A original leva apenas queijo e cebola, mas eu me empolguei…

Por aqui (MG) também tem as tais broas carolinas, é uma carolina meio salgada meio doce também, mas feita com fubá e erva doce.

Dicas pra facilitar a vida na hora de fazer suas carolinas de queijo: eu queria o queijo aparecendo na massa, e não totalmente diluído. Então usei cubinhos de queijo e aproveitei e cortei a calabresa do mesmo jeito. Só que isso dificulta horrores na hora de fazer a carolina com saco de confeitar. Então prefira usar colheres pra modelar a massa. Se preferir carolinas mais homogêneas, dá pra ralar o queijo e desfiar a calabresa e vai dar tudo certo. E sim, essa massa é mais chatinha de dourar, a minha nem chegou perto. Então se quiser garantir uma cor mais bonita aumente bem a temperatura do forno nos últimos 5 minutos, ou use o grill.
Carolinas de queijo e calabresa

Carolinas de Queijo e Calabresa – original aqui

1/2 xícara de água
25g de manteiga
1/2 xícara de farinha de trigo
1/2 colher chá de sal
2 ovos
1/2 xícara de queijo prato – ralado ou em cubos
1/2 xícara de calabresa em cubos
2 colheres sopa de cebola picadinha
1 colher chá de orégano

Junte a água e a manteiga em uma panela, e aqueça em fogo alto até que comece a ferver. Baixe um pouco o fogo e junte o sal e a farinha, de uma vez, e misture rapidamente até incorporar totalmente. Ainda em fogo médio amasse a bola de massa que se formar por cerca de 1 minuto, para cozinhar a farinha.

Tire do fogo e acrescente os ovos, um a um, batendo bem a cada adição. Com a massa já homogênea junte os demais ingredientes e misture bem. Se tiver um saco de confeiteiro com bico bem largo, transfira a massa para o saco e faça pequenas bolinhas de massa em uma forma untada.

Se não tiver, ou preferir não usar, deixe a massa, coberta, na geladeira por 20min só para firmar um pouquinho. Com duas colheres untadas forme as bolinhas, ou quenelles, e transfira para a forma untada. Asse em forno aquecido a 200C por cerca de 30min, elas podem ou não dourar. Caso seu forno não doure e você tenha um grill disponível, vale usar por 5 minutinhos.

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Em 2015: Bolo de cenoura com pudim de chocolate

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Chocolate quente espumante e caramelado

Chocolate quente espumante, e calma, não tem álcool nessa bebida! A menos que você queira transformar num choconhaque, aí fica por sua conta, mas eu garanto que vai ficar bom.
chocolate quente espumante

A parte espumante fica por conta do bicarbonato de sódio e não, ele não deixa nenhum sabor residual. O grande truque? Misturar tudo ainda no fogo, assim o calor ativa o bicarbonato e surge o espumante do chocolate quente espumante (nomes óbvios, a gnt ama).

Quer mais coisas especiais nesse chocolate? O açúcar vira caramelo! Você pode fazer normalmente só misturando o açúcar no leite? Pode. Mas se dê ao trabalho de caramelar o açúcar primeiro; não dá tanto trabalho assim, e fica um sabor de fundo bem mais rico e reconfortante!

Por último fica a dica de sempre: customize a receita conforme o seu gosto! Detesta  canela? Já deixei ela opcional na receita.  Gosta de chocolate com café? Uma colherinha de café instantâneo fica uma delícia! Noz moscada, raspas de laranja, pimenta, cardamomo, existem vários temperos que você pode usar nessa base pra deixa-la com a sua cara!

Chocolate Quente Espumante

4 colheres sopa de chocolate em pó 50%*
8 colheres sopa de açúcar
500ml de leite
2 colheres chá de amido de milho
1/4 colher chá de sal
1/4 colher chá de bicarbonato de sódio
1 pedaço de canela – opcional

*ou 2 colheres de cacau pra quem prefere menos doce

Em uma panela/leiteira alta leve o açúcar ao fogo médio até que caramelize. O grau de dourado vai do seu gosto, mas quanto menos dourar o açúcar menos você vai sentir o gosto do caramelado. Ao mesmo tempo coloque o leite pra aquecer; isso vai diminuir tanto o endurecimento do caramelo, quanto a possibilidade de açúcar quente borbulhando…
Açúcar dourado, acrescente o leite e em seguida os demais ingredientes. Aumente o fogo e mexa de vez em quando até dissolver tudo. Quando o chocolate quente começar a ferver ele vai espumar loucamente. Desligue o fogo e sirva em seguida.

Pra outras opções de mistura de chocolate quente, comece por aqui!

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Bolo prestígio invertido, e 3 anos de Cozinha

Bolo prestígio invertido com bolo e cobertura de coco e recheio de brigadeiro! Tudo isso pra comemorar os 3 anos do Cozinha!!! Aêêêê!!
bolo prestígio invertido

Sério, 3 anos dia 20 de junho. Tudo começou com um bolo de chocolate com café (ai que vergonha desse link). E pra homenagear, o primeiro ano foi comemorado com esse mesmo bolo em vários andares recheados com doce de leite. Ano seguinte? Mudança total num bolo de baunilha e meu primeiro creme de manteiga que ficou gostoso. Continuando com as mudanças esse ano resolvi brincar com um dos meus bolos favoritos e pronto: bolo prestígio invertido!

A massa do bolo é a mesma desse aqui. Receita que já conheço e sei que dá certo, e ainda assim pisei na bola na hora de fazer. É que precisa bater a manteiga e o açúcar até formar um creme fofo. Mas é creme fofo mesmo. Se ficar preguiça igual eu o bolo fica quebradiço igual o meu. Daí é aquela luta na hora de confeitar. Então dispensa o fouet que eu usei e bota a batedeira pra funcionar!
bolo prestígio invertido

O recheio é o brigadeiro, favorito da vida, mas com um toque de creme de leite. Assim corta um pouco a doçura e ainda deixa o recheio mais leve. Mas nada de acrescentar o creme cru no final, hein. Cozinhando o creme junto do brigadeiro ele fica mais firme e muito mais saboroso. Pode ser o creme de caixinha mesmo, ou o de lata com o soro misturado nele.

A cobertura foi um improviso. Queria uma cobertura clara, então chocolate branco, e tinha sobrado leite de coco da massa do bolo. Pronto, né? A textura fica completamente diferente antes de secar, mas no final dá tudo certo. E o leite de coco corta a doçura excessiva do chocolate branco, contribuindo mais ainda para um bolo equilibrado.

E ainda tem uma dica: vai guardar o bolo na geladeira? Cobre ele! O coco resseca muito fácil e não queremos isso. Na falta de uma tampa bonitona até lata de biscoito vale. Agora vai lá me ver confeitando meu primeiro bolo diante de câmeras. A mão até tremia pra não errar muito…rs

Bolo Prestígio Invertido

Bolo:
75g de manteiga
3/4 xícara de açúcar refinado
2 ovos
3/4 xícara de farinha de trigo
1/2 xícara de coco ralado
1/4 colher chá de sal
1 1/4 colher chá de fermento em pó
1/2 xícara de leite de coco

Bata a manteiga e o açúcar até formar um creme fofo*. Batendo a cada adição acrescente os ovos, o coco, o sal e o fermento, o leite de coco e por fim a farinha. Divida a massa em 3 formas de +-13c. Leve ao forno aquecido a 200° até que assem por completo. Não precisa dourar a massa. Deixe esfriar antes de montar.

*O creme fofo faz mesmo a diferença. Eu fiquei com preguiça e o resultado foi uma massa quebradiça.

Brigadeiro:
1 lata de leite condensado
1/2 xícara de creme de leite
1 pitada de sal
25g de manteiga
4 colheres sopa chocolate em pó

Leve todos os ingredientes ao fogo médio e mexa até atingir ponto de brigadeiro. Transfira para uma vasilha e cubra com filme plástico até esfriar. Não precisa gelar.

Cobertura:
200g de chocolate branco
50ml de leite de coco
coco ralado

Derreta o chocolate e misture com o leite de coco até ficar homogêneo. Guarde o coco para enfeitar.

Montagem:
Faça uma calda simples com 1/2 xícara de água e 1/2 xícara de açúcar, levando ao fogo apenas até o açúcar derreter. Deixe esfriar antes de usar.

Monte na ordem: um bolo, calda simples, metade do brigadeiro; outro bolo, mais calda, outra metade do brigadeiro; último bolo. Eu gosto de colocar os dois último de cabeça pra baixo pra ficar mais reto. Você pode voltar o bolo montado para a forma usada para assar, ou enrolar em um pedaço de acetato, como eu fiz. Leve ao congelador por 20min, ou para a geladeira por 1h.

Acerte o bolo pra deixa-lo mais retinho, e cubra com a ganache de coco. Reserve uma pequena parte (menos de 1/3) da ganache para acertos finais. Volte o bolo para o congelador por mais 20min. Depois acerte com o restante da ganache para deixa-lo o mais liso que conseguir e cubra com o coco ralado.

Experimentou essa receita? Não esquece de postar uma foto e marcar a gente  (#cozinharoman) pra eu poder ver o SEU bolo prestígio invertido!

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Bala de brigadeiro, pra inovar na festinha

Bala de brigadeiro é um nome meio que bem descritivo né? É uma bala com recheio de brigadeiro. E sim, é tão gostoso quando soa.
bala de brigadeiro

Tudo começou com o aniversário de 3 anos do Cozinha chegando e eu tentando bolar quais receitas iriam ao ar nessa semana. Bolo definido a ideia era ou uma sobremesa bem especial ou um docinho pra continuar o clima de festa. E aí essa bala de brigadeiro apareceu nas pesquisas.

Pra quem ficou com vontade de bolo, quarta-feira ele entra já tá no ar!

Sério, bala de brigadeiro, preciso falar mais alguma coisa pra te convencer que é uma ótima ideia? Já que não, vamos pular direto para todos os pulos do gato dessa receita. Sim, ela tem alguns.

Açúcar em ponto de bala não é a coisa mais fácil do mundo de se trabalhar, então meu primeiro conselho é: tenha um termômetro. Dá pra achar o ponto sem ele? Dá, e nossas bisas fizeram isso por décadas. Mas tem certas ferramentas que facilitam horrores e valem o investimento (que nem precisa ser tão alto). Então, se você pode se dar esse presente, vai nessa. Senão, faça calda a mais e vá testando no copo com água até ter certeza. Vale desligar o fogo, acrescentar mais água, vai trabalhando a calda com calma.

Ainda nela, um ponto mais mole resulta numa bala mais puxa, e um ponto mais firme em uma bala mais cristalizada. Ambas são deliciosas, mas tem gente que não gosta de açúcar grudado no dente (eu amo), então é bom saber suas opções. E ainda falando em pontos, não apertar muito o do brigadeiro facilita na hora de comer mas não na hora de fazer. Brigadeiro puxa com bala puxa, já viu o desastre? Então não aperte muito o doce, mas gele ele bem pra não ficar molenga na hora de banhar na calda.
bala de brigadeiro

Uma última dica? Cuidado com a forminha, algumas podem grudar na calda de açúcar. Se não tiver certeza se a sua gruda ou não é só untar um pouquinho o fundo de cada uma com manteiga ou óleo. Ou não usar forminha né?

Bala de brigadeiro – original aqui

1 lata de leite condensado
25g de manteiga sem sal
3 colheres sopa de chocolate em pó*
1 xícara de açúcar
1/2 xícara de água

* Vale trocar por 2 colheres de cacau, mas não vale trocar por achocolatado porque é muito doce.

Faça um brigadeiro comum com o leite condensado, a manteiga e o chocolate. Aperte o ponto apenas o suficiente para enrolar os docinhos. Transfira o brigadeiro para um prato, cubra com filme plástico, e deixe esfriar.
Enrole os docinhos e tente não faze-los tão grandes quanto eu fiz. O tamanho ideal é o de uma bocada, que é pra não ter que morder a bala.

Quando for banhar cada docinho o ideal é que eles estejam gelados. Pra isso eu fui enrolando e deixando em uma bandeja untada que depois levei por uns minutos pro congelador. Docinhos enrolados e gelados, hora de fazer a calda.

Leve o açúcar e a água ao fogo alto, misture apenas ligeiramente e deixe cozinhar até atingir o ponto de bala dura. Pra quem não tem termômetro o ponto é quando você derrama uma gota de calda em um copo de água e a calda fica dura imediatamente. Tipo bala vitrificada. Pra quem tem termômetro é entre 121° e 128°.

Atenção: com a calda a 121° o resultado final é uma bala mais macia e bem puxa; a 128° vitrifica totalmente e a casquinha fica bem crocante, podendo até ficar meio opaca. Escolha o seu ponto.

Banhe os brigadeiros na calda e deixe secar em um papel manteiga untado. Pra banhar, eu achei mais fácil usar dois garfos, que troquei pelo menos umas 3 vezes, porque eles sujam bem rápido. Palitos de churrasco ou garfos próprios também podem funcionar, veja o que é melhor pra você. Balas secas é só transferir para forminhas e servir!

vale untar as forminhas caso você não tenha certeza se elas vão grudar ou não, algumas minhas grudaram!!

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Em 2016: Suco verde de manga

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Dark evening, o suco de conhaque

Dark evening, ou traduzindo: noite escura. Talvez fosse pra ser um nome pomposo ou espertinho, mas por aqui pegou fama de suco de conhaque de tão suave que esse drink é!

E sim, ainda não consegui entender qual é a de quem dá nome pra essas bebidas; ainda acho esses nomes absurdos, e claro, ainda não consegui pensar em nomes melhores. Por isso continuo usando os nomes originais. Mas ó, tô quase mudando o título desse post pra só Suco de Conhaque mesmo…
dark evening

Reclamações a parte… Eu resolvi que queria aprender a beber conhaque sem ser só com meu choconhaque delícia. E com isso meu caderninho de testes encheu de drinks pra testar! Um desses o tal Dark Evening, que não tem um nome tão empolgante mas é mega fácil de fazer. E acabou que o trem era gostoso também!

As cerejas adoçam a bebida muito ligeiramente porque tirei direto do pote e não lavei. Pra quem prefere drinks mais docinhos dá até pra acrescentar algumas gotas da calda delas. Mas eu aconselho a experimentar o original antes, já fica bem gostoso assim. E claro, gosta de drinks mais fortes? Menos água com gás ou um xablau a mais de conhaque e pronto!

PS: só não vai fazer como eu e comprar uma água com gás que não borbulha. É extremamente frustrante completar a taça e não ver nenhuma borbulha….

Dark Evening – original aqui

1 dose de conhaque
2 cerejas em calda
1/2 fatia de laranja
gelo
água com gás

Em uma taça de vinho junte as cerejas e o conhaque. Se quiser acrescente 2-3 pedras de gelo. Complete com água com gás. Esprema ligeiramente a meia fatia de laranja sobre o drink e use-a para enfeitar a taça. Sirva com um palito de drink para pescar as cerejas no final, ou sirva as duas já espetadas nele.

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Torta Ratatouille, pra um inverno vegetariano

Torta ratatouille, ou basicamente um ratatouille metido a besta sobre uma massa crocante.
torta ratatouille

É aquele mesmo do filme do ratinho, sabe? O Ratatouille, além de nome de filme, é um prato típico francês com legumes (berinjela sendo essencial) levados ao forno e/ou cozidos. Depois da animação ficou na moda cortar o legumes em rodelas e enfileirar em carreiras ao longo de um pirex, formando um desenho bem hipnótico. O que fiz aqui foi foi uma mudança na apresentação mas mantendo a base.

Meus legumes ainda são fatiados, mas de comprido. E em vez de enfileirados foram enrolados, formando uma florzona. Pirex? Ele virou uma massa crocante, muito da gostosa, mas bem básica pra não roubar o protagonismo dos legumes. Aliás, se você tem uma massa favorita que acha que vai combinar, vai fundo. Ela só não pode inflar muito pra não desmontar o desenho.

A mesma massa, com adaptações, pode servir pra recheios muito doces

torta ratatouille

Torta Ratatouille

Massa:
3 xícaras de farinha de trigo
100g de manteiga sem sal gelada
1 ovo
1/2 colher chá de sal
1 pitada de pimenta do reino
cerca de 10 colheres sopa de água gelada – bem gelada

Recheio:
1/2 xícara de molho de tomate – usei uma passata
1 abobrinha grandona
1 berinjela grandona
1 tomate
sal a gosto

Comece cortando a berinjela em fatias bem finas; coloque em uma vasilha com água e sal e deixe de molho por cerca de 1h. Enquanto isso prepare a massa:
Misture a farinha com o sal e a pimenta; junte a manteiga em cubinhos e vá esfarelando a manteiga até ficar mais ou menos uma areia grossa. Junte o ovo e comece a juntar a massa. Vá adicionando a água e amassando apenas o suficiente para juntar a massa em uma forma coesa. Pode ser que você precise de mais ou de menos água. Massa lisa e coesa deixe gelar por 30min, coberta por filme plástico. Enquanto isso fatie a abobrinha e o tomate.

Abra a massa e forre uma forma de torta com cerca de 24cm. No meu caso a massa ficou mais grossinha, por motivos de família gosta assim. Você pode usar uma forma maior e fazer uma massa mais fina. Espalhe o molho de tomate no fundo da torta e comece a fazer uma rosa enrolando abobrinha e berinjela (no vídeo dá pra entender melhor). Finalize com as fatias de tomate e sal a gosto. Cubra com papel alumínio e leve ao forno por 30min, retire o papel e deixe no forno mais uns 20min, até que a massa doure. Sirva quentinha.

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Rosquinhas de Pinga do Tom Abrahão

Rosquinhas de pinga com cobertura delícia de açúcar e mais uma pra lista dos favoritos!
rosquinhas de pinga

Essas rosquinhas parecem muito com as rosquinhas de sal amoníaco que já apareceram por aqui. Crocantes e muito pouco doces, elas não retém nenhum sabor da pinga depois que são assadas. E pra quem não bebe ou tem criança em casa já fica minha dica: não empanem as rosquinhas que elas ficam liberadas pra todo mundo! Já pra quem curte o sabor da bebida, é o empanar que dá toda a graça da receita. Por isso mesmo, atenção: escolha bem a pinga já que o sabor dela aparece sim no resultado final.

Mudanças na receita? Nenhuma. Fiz apenas metade da original mas mantive todas as proporções. E transferi as medidas de gramas para xícaras e colheres também! Realmente não dá pra sempre repetir exatamente a mesma proporção em minúsculos detalhes, como acontece com a balança, mas acho que assim fica mais fácil pra todo mundo né? Pra quem quiser conhecer a receita original, essa é mais uma que copiei em um dos cursos da Eduk, no caso o Biscoitos e Cookies do Tom Abrahão (nenhum parentesco que eu saiba).

Rosquinhas de Pinga – original aqui

1 1/2 xícaras de farinha de trigo
1/4 xícara de açúcar refinado
25g de manteiga pommade
1 colher chá de sal amoníaco
1 ovo pequeno
25ml de leite
20ml de pinga

Para empanar: pinga e açúcar, cristal ou refinado conforme o seu gosto; eu usei cristal.

Misture todos os ingredientes secos, adicione os molhados e misture até formar uma massa lisa e coesa. Se precisa de mais farinha ou leite adicione bem aos poucos até acertar o ponto. (eu precise de mais leite)
Abra a massa com pouco mais de 0,5cm de espessura e corte tiras de cerca de 10cm de comprimento e 0,5 de largura. Vale usar régua ou medir no olho mesmo. Torça cada tirinha fazendo uma espiral e depois junte as pontas formando a rosquinha.
Asse em forma untada e enfarinhada (ou com tapete de silicone), em forno aquecido a 200C, até dourar o fundo. Espere as rosquinhas esfriarem e empane: passe na pinga e depois no açúcar. E espere secar bem antes de guardar em uma lata.

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