Bolo mousse de maracujá, porque verão pede bolo gelado

É bolo, mas é mousse de maracujá também. E nem tem tanta novidade, mas é daquelas receitas moleza de fazer que é sempre bom ter na manga. E ainda desmembra em 2 receitas que valem separadas, porque praticidade é sempre bem vinda!
bolo mousse de maracujá

O bolo mousse de maracujá aparece em vários sites/livros/programas com diferentes receitas. E todas tem seu valor. Aqui, eu quis usar receitas básicas e fáceis pra todo mundo, e que pudessem ser aproveitadas em outras ocasiões.

O que isso quer dizer: Quer usar só a mousse e servir em copinhos individuais? Vale! Quer usar só a mousse numa travessa pra família toda? Vale! Não gosta de maracujá e quer trocar por outra fruta? Pode. Quer aproveitar só o bolo? Claro! Faz numa caneca grande e assa no micro-ondas. Ou faz no forno convencional, é uma receita ótima pra quem mora só, já que rende um mini bolo.

Aliás, ainda falando do bolo, dá pra trocar o sabor dele apenas trocando o leite por suco de fruta. Na verdade eu só não fiz de maracujá porque fiquei com medo de ser muito azedume numa receita só… Se você não tem problemas com azedo, vai em frente!
bolo mousse de maracujá

Bolo Mousse de Maracujá

Bolo
1 ovo
4 colheres sopa de farinha de trigo
4 colheres sopa de açúcar
1 colher chá de fermento em pó
2 colheres sopa de óleo
2 colheres sopa de leite

Mousse de maracujá
1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite sem soro
300ml suco de maracujá*
quase** 2 pacotes de gelatina em pó

Cobertura
1 maracujá
2 colheres sopa de açúcar
2 colheres chá de gelatina em pó

calda simples – ou saborizada conforme o seu gosto

*eu uso suco natural, e pra evitar que fique aguado bato apenas a poupa e depois passo por uma peneira.

**quase porque são 2 pacotes de 12g (cada) dos quais a gente tira as duas colheres pra cobertura. Isso vai evitar que a mousse fique dura demais e que a cobertura fique escorrendo sobre o bolo.

Para preparar o bolo misture os ingredientes secos e então adicione o ovo, o leite e o óleo. Misture tudo até ficar homogêneo e transfira para uma forma redonda de fundo removível, untada e enfarinhada. Leve ao forno aquecido a 180° até que asse totalmente.

Depois que o bolo esfriar retire da forma e corte o topo. Você pode apenas nivelar o bolo ou corta-lo em uma fatia mais fina, conforme o gosto. Se quiser o bolo aparecendo no resultado final não corte mais nada; se quiser que apenas a mousse apareça, corte ligeiramente toda a lateral do bolo, tirando apenas a parte dourada, bem fininho mesmo. Lembre de soltar o bolo do fundo da forma também, é mais fácil agora do que com a mousse por cima.

Prepare a forma: corte uma tira alta de acetato e coloque por dentro de uma forma igual a usada para assar o bolo (Ou a mesma já lavada). Prenda o acetato com fita crepe, grampos ou que der certo pra você. Unte com bem pouco óleo, tanto o fundo da forma quanto o acetato. Transfira o bolo para essa forma preparada e molhe com bastante calda. Reserve.

No liquidificador bata os ingredientes da mousse, exceto a gelatina. Separe a parte da gelatina que será usada para a cobertura e hidrate o restante conforme a embalagem. Eu ignorei que tirei parte da gelatina e usei o total de água informado na embalagem. Gelatina hidratada é só bater novamente a mistura de maracujá juntando a gelatina. Transfira essa mousse pra forma com o bolo e leve ao congelador por 10 minutos.

Para a calda misture o açúcar e a poupa do maracujá e leve ao fogo baixo. Deixe ferver por 2min. Desligue o fogo, junte a gelatina e misture bem. Cubra a mousse com essa mistura e leve para a geladeira por pelo menos 8h.

Na hora de tirar da forma o acetato deve soltar facilmente; se não for o caso use uma faca afiada para ajudar.

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Em 2015: Mojito a la Roman

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Tequila sour, ou drink da tequila azeda

Tequila Sour é um drink simples e leve pra quem quer ir além da tequila com sal e limão e não sabe por onde começar.
duas taças de tequila sour

Sour é um termo usado pra bebidas que tem como base limão, algo que adoce e um goró. E as vezes clara de ovo. Confesso que não gosto da ideia das claras cruas no drink, embora não tenha problema com outras preparações. Mas, pra minha felicidade, essa tequila sour é livre delas e eu acabei adorando!

Tipo de drink moleza de fazer, esse ficou com mais cara de verão por conta da taça cheia de gelo triturado. Pra quem não gosta que a bebida acabe diluída vale pular essa parte, ou caso você não esteja no alto verão que eu encaro enquanto escrevo esse parágrafo.

Tequila Sour
serve 1 taça

1 1/2 dose de tequila
1/2 dose de limão – quanto mais azedo melhor
1 colher sopa de açúcar
muito gelo triturado

Triture o gelo no liquidificador até virar uma raspadinha neutra. Encha uma taça de vinho com o gelo.
Em uma coqueteleira bata a tequila, o limão e o açúcar com alguns cubo de gelo. Quando o açúcar derreter e a coqueteleira estiver gelada, sirva. Vale enfeitar a taça com uma tirinha de casca de limão pra ficar mais festivo.

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Em 2015: Pão de queijo puf (aquele que é inflado, sabe?)
Em 2016: Picolé de biscoito

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Cookies de limão craquelados

Cookies de limão, pra provar que cookie não precisa ser só com chocolate. E porque acho que limão combina muito bem com o calor que tá fazendo. E também porque eu meio que não resisto a essa cobertura de açúcar toda craquelada!
cookies de limão craquelado

A receita original chama esses biscoitos de Coconut Key Lime Crinkle Cookies. Que dá pra traduzir, mal e porcamente, como biscoitos craquelados de coco e torta de limão. (Key Lime é uma torta de limão típica de alguns locais quentes dos Estados Unidos.)
Mas a gente mal sente o sabor do coco no resultado final, ele contribui mais pra textura do biscoito mesmo. Então aqui em casa eles viraram crinkle cookies de limão, ou se você preferir o nome todo em português: biscoito craquelado de limão.

Falando na cobertura craquelada, o truque é simples e vale pra outros tipos de cookies. Já teve, inclusive, um de chocolate por aqui usando o mesmo truque: cobertura dupla de açúcar. Parece que não vai dar certo, mas confia que a mágica acontece no forno. E não preocupa com o tempo de forno, que parece muito rápido, esse tipo de biscoito assa rápido mesmo.
cookies de limão craquelado

Crinkle Cookies de Limão – original aqui

80g de manteiga sem sal – pommade
raspas de 1 limão
1/2 xícara de açúcar refinado
1 ovo
25ml de limão
5 colheres sopa de coco ralado fino
2 colheres chá de fermento em pó
1 3/4 xícara + 1 colher sopa de farinha de trigo
açúcar de confeiteiro
açúcar cristal

Amasse as raspas de limão com o açúcar refinado até incorpora-las. Junte a manteiga e bata até conseguir um creme claro.
Adicione o ovo, o coco e o suco de limão e misture bem. Por último junte o fermento e a farinha e amasse até conseguir uma massa coesa. Não precisa sovar. Enrole a massa em filme plástico e deixe na geladeira por 1h.
Corte a massa resfriada em porções iguais e faça bolinhas com cada uma. Passe cada bolinha primeiro no açúcar cristal e em seguida no açúcar de confeiteiro, e então transfira para uma assadeira forrada com papel manteiga.
Asse, em forno aquecido a 180°, por 10min. Eles ainda estarão muito macios, então deixe amornar antes de tirar da assadeira. O ideal é guardar numa lata depois que já estiverem completamente frios.

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Em 2015: Devils cake simples

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Nhoque de Beterraba, nhoque da fortuna pro verão

Sim, nhoque de beterraba, e sim, deu certo! Eu já tinha visto nhoques de outros sabores além do tradicional de batata, mas confesso que a beterraba me gerou muitas dúvidas. É que eu não consigo visualizar a beterraba gerando um purê com liga. E isso é porque não dá mesmo. É aí que entra a batata da receita.
nhoque de beterraba

Dupla perfeita tá: a batata dá a liga necessária pra formar a massa, e a beterraba entra com sabor e cor. Além delas, a receita segue mais ou menos a de um nhoque tradicional: ovo, farinha e tempero. E, como em qualquer nhoque, é bom ficar de olho na quantidade de farinha. Melhor deixar a massa meio molenga e modelar na colherada, como eu fiz, do que acabar com um nhoque de beterraba mas com sabor de farinha.

Agora, enquanto o nhoque tradicional é cozido num panelão cheio de água salgada, esse é frito na frigideira com manteiga e azeite. A original da Sweet Paul Magazine é com manteiga noisette e sálvia. Não tenho as intimidades com manteiga noisette e não tenho sálvia*. Isso não é motivo pra não fazer a receita, não é mesmo?

Aqui o nhoque foi frito numa mistura de azeite com manteiga e servido sequinho num dia muito quente. Você também pode servir com o molho que quiser. Ou cozinhar os nhoques em água fervente. Ou cozinhar/fritar e então congelar. Agora que você já tem tantas opções escolha a sua favorita e bora pra cozinha!

*Sabe quando você compra o pacote de sementes de sálvia e no lugar nasce espinafre? Pois é, eu sei…
nhoque de beterraba

Nhoque de beterraba – original aqui

450g de batatas
225g de beterrabas
1 xícara de farinha de trigo
1/4 colher chá de sal
1 ovo pequeno
manteiga e azeite para dourar*

*também vale usar só manteiga (fica mais pesado) ou só azeite se quiser

Asse as batatas e as beterrabas inteiras e com casca até que fiquem macias. Processe as duas juntas e depois amasse com um garfo até dar liga. Deixe resfriando na geladeira por pelo menos uns 40min, isso vai ajudar a massa a ficar mais firme.
Junte o sal e o ovo e misture até ficar homogêneo. Então vá adicionando a farinha aos poucos até formar uma massa. O ideal é colocar o mínimo de farinha possível para não atrapalhar o sabor, então essa massa fica com uma textura parecida com massa de pão de queijo, meio molenga mesmo. Se quiser modelar com as mãos igual nhoque tradicional daí é preciso mais farinha.
Esquente uma frigideira com um pouco de manteiga e azeite e, usando duas colheres, modele bolinhas de massa. Doura cada nhoque dos dois lados até que cozinhe.
Você pode servir sequinho ou com o molho da sua preferência.

Também dá pra cozinhar, como faz com o tradicional: esquente uma panela com água e sal e modele os nhoques da mesma forma. Delicadamente coloque cada um na água e deixe cozinhando até que comece a boiar.

Pode congelar? PODE. Tanto o frito quanto o cozido podem ser congelados. Depois é só esquentar direto no molho, ou na frigideira se for comer sequinho.

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Em 2015: Melancia shots

 

 

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Salada crocante versão 2.0 – drops de verão

A salada crocante do Cozinha (e minha favorita da vida) ganhou nova versão!
Salada crocante de repolho com cenoura

E a receita de hoje é um drops de drops. A grande mudança é ó o jeito de preparar o repolho mas, vai por mim, vale a pena!
O resultado é um repolho que parece que foi cozido mas mantém a crocância  de quando cru, numa textura totalmente diferente da salada original. Além disso acrescentei milho, simplesmente porque tava com vontade, e acabou combinando muito bem.
Lembrando ainda que eu usei como erva de tempero a cebolinha porque era a que tinha na cozinha no momento. Vale acrescentar salsinha. Vale trocar por manjericão, orégano fresco, coentro, tomilho, até hortelã! Experimente com suas favoritas e invente!

Salada crocante 2.0

Repolho
Cenoura
Milho
Maçã
Cebolinha
Sal

Pique o repolho (eu gosto de tirinhas) e transfira para um escorredor. Tempere com o sal e deixe escorrendo por pelo menos meia hora. Vale colocar o escorredor dentro de uma tigela e guardar na geladeira.
Aperte o repolho para escorrer o excesso de água. Junte com a cenoura ralada, o milho escorrido e a maçã picada como você preferir (eu gosto de tirinhas tb). Acrescente ainda cebolinha picada e misture tudo muito bem.
Normalmente não precisa temperar porque o repolho já fica salgadinho.

Pra quem tá evitando sal: é só lavar o repolho depois e deixar escorrer mais um pouco.

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Em 2015: Cheesecake de ricota
Em 2016: Pudim de milho

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Picolé de baunilha, com casquinha de chocolate

Um picolé de baunilha, bem cremoso, coberto por uma casquinha de chocolate e alguns confeito coloridos pra deixar tudo mais fofo. A melhor parte? É uma receita bem fácil de fazer, daquelas que a gente conhece bem: creme de confeiteiro.
picolé de baunilha com casquinha de chocolate

Também conhecido como creme pâtisserie, o creme do creme espumante, vanilla custard, e mais um monte de nomes e pequenas variações. Esse creme de baunilha tem como base leite e açúcar e é engrossado com gemas e farinha. Também tem gente que usa amido de milho, e/ou ovo inteiros. Tem quem coloque leite condensado. A ideia é que você use o creme que você tem costume de fazer.

Não tem costume de fazer esse tipo de creme? A receita tá ali embaixo e ele é bem simples. Creme pronto é colocar na forma de picolé e esperar. Mas sabe a minha parte favorita de verdade? A casquinha de chocolate.

Eu adoro casquinhas de chocolate, mas morro de preguiça de temperar chocolate (e me recuso a usar cobertura de gordura hidrogenada). Mas nesse caso, o picolé vai ficar no congelador! Ou ser consumido de uma vez. Então não precisa temperar nada! É derreter o chocolate e usar!
picolé de baunilha com casquinha de chocolate

Dica extra: quer fazer um picolé de chocolate no lugar de baunilha? Adicione umas 2 colheres de chocolate em pó (ou cacau conforme seu gosto) ao creme, logo antes de levar ao fogo, e pronto!

Picolé de baunilha

2 gemas
6 colheres sopa de farinha de trigo
8 colheres de açúcar
250ml de leite
2 colheres chá de baunilha
chocolate e confeitos pra casquinha

Misture as gemas, o açúcar e a farinha. Acrescente o leite e misture até dissolver tudo e junte a baunilha. Leve ao fogo médio, mexendo sempre, até que cozinhe e forme um creme. Transfira o creme para as formas de picolé e leve pra congelar.

(se a sua forma não tem “palitos” encaixáveis e você for usar palitos avulsos: não precisa esperar começar a congelar pra colocar os palitos porque esse creme é bem denso)

Picolés prontos é só tirar da forma e cobrir com chocolate. Eu usei uma mistura de 1 parte de chocolate ao leite para 1/2 parte de chocolate branco. Ele serve pra afinar o chocolate ao leite e facilitar um pouco na hora de cobrir o picolé. Cubra os picolés com o chocolate e complete com mini confeitos coloridos na ponta.

*como o picolés ficam no congelador sempre não precisa preocupar em temperar o chocolate.

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Em 2016: Picolé de manga com coco

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Pão doce de laranja, com fermentação natural

Pão doce simples, com fermentação natural, casquinha crocante de açúcar e um baita aroma de laranja!
pão doce de laranja partido e fatia

O pão caseiro virou rotina aqui em casa já tem uns meses. Desde que comecei a cultivar o levain duas vezes por semana sai pão do forno. Na maior parte das vezes é o pão salgado simples, as vezes temperado com cebola ou ervas, na maioria das vezes só com sal e azeite. Mas vez em quando é bom quebrar a rotina né?

Assim comecei a tentar transformar a minha receita básica num pão doce simples. Seguindo a lógica de poucos ingredientes e procedimento fácil mas com resultado mais leve do que o do pão salgado. E cheguei na receita de hoje. O açúcar é o suficiente pra deixar a massa levemente doce, mas nada parecido com uma sobremesa; esse ainda é um pão mais neutro. Já o ovo dá umidade para a massa, que fica parecendo mais com o pão doce do que com a baguete. E a laranja é porque eu amo aroma de laranja mesmo.
Dá pra trocar a laranja por limão ou tangerina? Dá. Dá pra trocar por algum outro aromatizante como sementes de erva doce? Dá e fica uma delícia. É só usar a base e saborizar como quiser!

Pão doce de laranja

1 xícara de fermento natural*
2 xícaras de farinha de trigo + para a segunda sova
1/4 xícara de água
1 ovo
1 xícara de açúcar
raspas de uma laranja
1 pitada de sal
leite e açúcar cristal pra finalizar

*dá pra trocar por 7g de fermento biológico seco, mas aí os tempos de crescimento mudam radicalmente, então é melhor definir tempos pela aparência da massa.

Misture metade do açúcar com o fermento, o ovo e a água. Adicione metade da farinha e só então acrescente o sal. Vá sovando a massa e acrescentando o restante da farinha, até ela estar macia e elástica. Deixe a massa descansar cerca de 6 horas, em uma vasilha tampada.
Abra a massa ligeiramente, com as mãos mesmo, e acrescente a outra metade do açúcar e as raspas. Sove a massa até que esteja macia e formando bolhas, provavelmente vai precisar de mais farinha para que a massa não fique muito mole*. Modele o pão e transfira para uma forma untada. Tampe, mesmo que na gambiarra, e deixe descansar mais umas 8h.
Deixe o forno aquecendo a 230° enquanto finaliza o pão: pincele com leite e polvilhe açúcar cristal. Asse até que doure. Deixe pra guardar só quando estiver completamente frio.

*Eu tenho uma certa dificuldade em fazer o pão com fermentação natural manter a forma; então eu sempre deixo a massa mais firme do que me pareceria o certo para que ela não desmonte.

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Em 2015: Limonada de festa

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Falso Pink Squirrel (quem inventa esses nomes?)

Pink Squirrel, esquilo rosa, ou a minha dificuldade em traduzir nomes de drinks.
drink pink squirrel

Vou ser sincera: o drink é uma delícia. Mesmo! Façam. Mas eu fiquei o tempo todo me perguntando “pq diabos o nome de esquilo rosa???”. E fui pesquisar sobre esse drink e descobri algo inusitado. O tal esquilo não tem nada a ver com esse drink! Eu fui enganada!

O drink original é feito com Noyaux, creme de cacau e creme de leite. Nada a ver com esse que tem como base limonada e grenadine e é alcoolizado com vodka. Um dia, quem sabe, eu faço o original; mas por hora fiquemos com o falso mesmo, que é muito bom e combina com esse calor típico de janeiro.

Ah sim, não costumo mudar muito os drinks que pesquiso, e foi a mesma coisa com esse. A única diferença é que a receita dizia 2 doses de limonada e eu fiz a limonada com metade limão  metade água.

Falso Pink Squirrel – original aqui

1 dose de vodka
1 dose de limão
1 dose de água
1 dash* caprichado de grenadine

*o dash é a versão líquida da pitada; vc vira a garrafa um pouquinho e deixa cair um bocadinho completamente subjetivo de bebida, que pode ser 1/4 de colher de chá ou uma colher de sopa completa. O que eu tô tentando dizer é: use o quanto você quiser pra adoçar o drink.

Bata tudo em uma coqueteleira (ou vidro tampado) cheia de gelo até que fique gelado, e sirva em uma taça. Simples assim.

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Sorvete de chocolate, de um jeito simples

Sorvete de chocolate, com poucos ingredientes e o principal: sem sorveteira!!!

Eu amo substituir uma comida comprada pronta por uma feita em casa. E uma das minhas maiores frustrações é que a maioria das receitas de sorvete exige uma sorveteira. Que eu não tenho; nem tenho planos de comprar por hora.
sorvete de chocolate

E é por isso que vamos ficar sem sorvete? Nem pensar!! Fui testando receitas e métodos pra chegar nesse sorvete de chocolate. A receita de hoje é baseada num simples mingau de chocolate que foi sendo adaptado até virar sorvete. Mas o principal é o método do banho-maria invertido. É ele que vai te ajudar a transformar outras receitas em sorvete também.

Porque é isso que uma sorveteira faz: ela injeta ar na receita enquanto resfria bastante. Aliás, esse é o mesmo processo da tigela de fazer sorvete que você acopla em batedeiras profissionais: uma tigela mega gelada enquanto aera a massa. E é isso que o banho-maria invertido faz também. Só que com uma tigela cheia de gelo e uma batedeira de mão.

Além desse truque, tem um detalhe nos ingredientes que influencia bastante também: o teor de gordura. Porque sorvete, principalmente industrializado, é basicamente isso: ar, gordura e açúcar. O açúcar evita cristalização, o ar dá leveza e a gordura cremosidade. E é por isso que eu usei nata. A parte chata é que muita gente não encontra nata pra comprar. A parte legal é que eu também não, mas eu “roubo” a minha toda vez que algum leite é fervido aqui em casa, e vou guardando no congelador até ter o suficiente pra usar em alguma receita.

Não quer ter esse trabalho? Tudo bem. É só usar creme de leite fresco, que é o que tem mais gordura. A porcentagem é quase a mesma da nata. Pra quem não tiver o fresco vale usar o de latinha sem soro, mas como a porcentagem é bem menor vai ter que bater mais vezes pra ficar cremoso. Mas pelo menos vai dar pra fazer né?

Sorvete de chocolate

1 xícara de leite
1 xícara de nata*
2 colheres sopa de amido de milho
4 colheres sopa de chocolate em pó
4 colheres sopa de açúcar

*pra quem não tiver nata: vale usar creme de leite? Vale, mas use o com maior porcentagem de gordura que você encontrar pra não perder muito em textura.

Monte um banho-maria invertido: uma tigela com cubos de gelo e água e outra tigela por cima. Reserve.
Em uma panelinha misture o amido, o açúcar e o chocolate. Dilua no leite e junte a nata. Leve ao fogo médio e misture até formar um mingau. Transfira para a tigela no banho-maria invertido e bata, com batedeira ou fouet, até ficar frio.
Leve pro congelador por cerca de 2h. Bata novamente (não precisa do banho-maria invertido agora) até ficar cremoso. Volte para o congelador por cerca de 8h. Bata novamente.
Dependendo do teor de gordura do seu sorvete você pode já conseguir uma textura legal nesse ponto, ou precisar bater e congelar mais algumas vezes.

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Em 2016: Sorbet de Kiwi

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Queijo caseiro, feito com coalho

Leite e coalho e sal e pronto! Queijo caseiro gostoso e fresco pra voltar de férias com tudo!

Essa receita foi sendo aperfeiçoada ao longo do ano passado. E depois de misturar receitas da internet, conhecimento de antepassados e dicas diretamente de quem me fornece o leite… Eis o queijo!
queijo de coalho inteiro

Por aqui, acaba valendo a pena financeiramente porque o leite é barato (comparado a leite gordo em cidades grandes). Mas além dessa questão é o sabor e a certeza do que tem ali que contam mais. É realmente leite, coalho e sal e só. E em uma época em que a lista de ingredientes no queijo do mercado tá só crescendo, pra quem quer uma vida mais natural essa pode ser uma boa opção.

No quesito qualidade (leia sabor e textura) pra mim o caseiro também sai ganhando. Ele é mais fresco, e se tem uma coisa que detesto é queijo “fresco” que já passou alguns dias. E a textura é menos borrachuda. Já teve a sorte de encontrar um queijo minas fresco que dá pra partir com colher? É o caso desse! Se você não prensar dá até pra usar como patê…
queijo de coalho partido

E claro, sobra soro. Ele também pode ser aproveitado. Eu gosto da ideia de congelar em uma forma de gelo e usar pequenas porções em molhos e refogados. Ele deixa esses pratos mais nutritivos e não altera o gosto. Mas pra mais opções tem esse artigo que é bem variado!

Por último, o pano de coar. Eu não quis esperar o dia que comprasse um pano próprio pra finalmente fazer meu próprio queijo. Então usei o mesmo pano que tenho pra coar leite vegetal. É um quadrado de voal (verde que tava na promoção) com um elástico e um prendedor na ponta. Tudo encontrado em armarinho e fácil de fazer. Também dá pra comprar pronto pra quem quiser um acabamento mais bonitinho…rs

Queijo feito de coalho

2 litros de leite*
2ml de coalho**
1 colher sopa de sal

*O ideal é usar o leite gordo e cru, ou seja, aquele leite de fazenda que ainda não passou por nenhum tipo de esterilização, nem foi fervido. Se você não tem acesso prefira o leite de saquinho ao de caixinha. Se só tiver o de caixinha e ainda assim quiser tentar… Vai fundo!

** O coalho é vendido em uma garrafinha que costuma ficar junto dos fermentos. Segundo a lenda existe coalho de diversas marcas, mas eu só conheço a que aparece na foto. Diferentes marcas podem pedir diferentes quantidades por litro, se a sua pedir uma quantidade diferente da que eu usei talvez seja melhor seguir a indicação da embalagem.
colagem queijo de coalho passo 1

Aqueça o leite até que atinja 39°. Misture o coalho ao leite, tampe e deixe descansar por cerca de 40 min para que o leite comece a coagular. Passado o tempo corte o sólido formado passando uma faca por ele diversas vezes e em diferentes direções. Tampe novamente e deixe descansar mais 20min.
colagem queijo de coalho passo 2
Monte o descanso para filtrar o queijo. Eu uso um escorredor de macarrão com o pano de coar (para maiores informações veja o texto acima), e uma vasilha embaixo para receber o soro. Se o seu saco de filtrar for bem fechado você pode nem precisar do escorredor.
Com uma escumadeira “pesque” os pedaços de queijo da panela e transfira para o pano; evite simplesmente despejar o conteúdo da panela de uma vez, isso acaba estragando um pouco a textura do queijo.
colagem queijo de coalho passo 3

Aperte o pano para escorrer o restante do soro e já vai ficar parecendo mais com queijo mesmo. Transfira para uma vasilha ligeiramente untada para formatar. Aperte bem a massa na vasilha, com a ajuda de uma colher, e cubra com papel toalha. Deixe na geladeira por pelo menos duas horas.
Agora é só desenformar e aproveitar!
queijo de coalho escorrendo

As vezes o queijo solta um pouco de soro nas 24h seguintes, então eu adaptei uma “gambiarra” com meu cesto de cozinhar no vapor e um prato fundo pra evitar acidentes dentro da geladeira. 😉

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Em 2015: Pavê de sonho de valsa

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