Propoleta de queijo coalho

Mais um petisco no estilo bolinho de queijo, dessa vez com queijo coalho!

Essa receita tava anotada num papelinho já faz um tempo por aqui, e eu ficava buscando uma data legal pra experimentar. Até que deixei isso pra lá e fiz num dia de semana qualquer porque a vida é muito curta pra esperar data especial e é bom começar a por isso em prática logo…rs

A ideia é uma massa cozida, tipo de coxinha, envolvendo um pedaço de queijo e frita depois. Delícia né? E fica mesmo! E é bem fácil de fazer, tanto que fiz uma batelada e congelei um bocado pra ir fritando aos pouquinhos quando desse vontade de comer.
Eu usei queijo coalho porque era o que tinha na geladeira.

(Já repararam como essa frase aparece muito por aqui? Regra de ouro da casa: bora aproveitar o que tem na geladeira)

Vale fazer com outros queijos? Vale! A textura final vai depender disso, então mussarela vai ficar mais puxa por exemplo. Aí é só pensar no resultado final que você quer e escolher o queijo de acordo. A receita original usava queijo minas meia cura, e sim, eu quero tentar com ele na próxima vez.

Falando na receita original, ela tava anotada com o nome “propoleta de queijo do cozinhadibuteco” sem origem. E não encontro em lugar nenhum, nem de onde copiei a receita, nem quem criou. Então, por favor, se alguém aí souber quem fez, quem publicou, alguma pista, comenta pra eu poder dar os créditos direitinho! 🙂

Propoleta de queijo coalho – original do Festival Comida de Buteco

25g de manteiga sem sal
1 xícara de caldo
1 xícara de leite
sal e pimenta a gosto
farinha de trigo quanto baste
queijo coalho – usei uns 2 palitos
ovo e farinha de rosca pra empanar

Em uma panela junte a manteiga, o caldo e o leite e esquente até ficar homogêneo. Desligue o fogo e vá juntando a farinha e misturando muito bem pra tirar todas as pelotas.
Acrescente farinha até a massa ficar na consistência de uma pomada, já vai ser o suficiente pra modelar as propoletas. Prove a massa e acrescente sal e pimenta conforme o seu gosto.

Deixe esfriar o suficiente para conseguir modelar sem queimar as mãos, e enquanto isso corte cubinhos do queijo. Antes de começar a modelar unte as mãos com uma gota de gordura (vale óleo, manteiga, azeite…)

Pegue uma colherada de massa e abra na palma da mão; coloque o cubinho de queijo no meio da massa e feche formando uma bolinha. Repita ad infinitum. Propoletas todas montadas é só passar no ovo batido, na farinha de rosca e fritar!
Se quiser também pode passar no ovo, na farinha e congelar pra depois.

PS: tá vendo aqueles palitinhos nas fotos? É restinho de massa que sobrou quando o queijo acabou. Só enrolei numa tira e cortei os palitinhos e depois empanei e fritei normalmente. Não tem tanto charme quanto a propoleta completa mas é bem gostoso também.

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Em 2015: Bolo de fubá

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Bolo de chocolate e vinho

Mais uma combinação de chocolate com bebida em formato de bolo:

Depois do bolo de chocolate com cerveja, agora é hora de chocolate com vinho. Esse bolo foi inspirado num cupcake lindo, na verdade feito com Porto. No original tanto a massa do bolo quanto a calda e a cobertura são feitas com vinho do porto, que é um vinho licoroso.

Pensando nas combinações de sabores resolvi experimentar a mesma receita mas com um vinho suave no lugar do porto. E funcionou tão bem que me arrependi de ter feito só um bolo simples sem uma cobertura pelo menos. O sabor do vinho fica bem suave mas ainda presente, então escolha um vinho gostoso. Nesse caso não vai rolar de aproveitar aquele vinho que ninguém da casa gostou….

Minha sugestão é um vinho mais suave e menos seco mas isso pode ser mudado pra quem não é muito fã de açúcar.

Bolo de chocolate e vinho – original aqui

1 1/2 xícara de farinha de trigo
1/2 xícara de chocolate em pó 50%
1/2 xícara de açúcar mascavo
1/2 colher chá de fermento em pó
1 pitada de sal
2 ovos
5 colheres sopa de óleo
150ml de leite
50ml de vinho tinto – usei suave
1 colher chá de baunilha

Peneire os ingredientes secos em uma vasilha, misture e reserve.
Em outra vasilha misture os demais ingredientes e junte na primeira mistura aos pouco; misturando delicadamente para não empelotar.
Transfira a massa para uma forma untada e coberta com chocolate em pó.
Asse em forno já aquecido a 180°.

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Em 2014: bolo de cenoura

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Batida de Pêssegos

Batidinha cremosa de pêssegos vinda diretamente das festinhas dos anos 80 (?!)

Essas batidas eram super comuns quando eu era mais nova e não sei porque sumiram já que são uma ótima ideia! Além de coloridas e docinhas elas são bem versáteis já que dá pra usar a fruta preferida pra fazer a sua!

E a melhor é que dá pra aproveitar aquela pinga que acabou não sendo tão gostosa quanto parecia na loja, sabe? Tinha uma dessas encalhada aqui em casa e deu super certo.

A maioria das receitas que achei por aí usa a proporção 1 lata pra tudo: 1 lata de leite condensado + 1 lata de suco + 1 lata de pinga. Não fiquei muito fã dessa proporção, então fui alterando tudo pra chegar no que, pra mim, é a consistência e sabor perfeitos.
Como isso varia pra cada um é sempre bom provar antes e acrescentar mais birita, leite condensado, calda, fruta…. o que precisar!

Batida de Pêssegos

7 pêssegos em calda
1 xícara de pinga
1 3/4 xícara de calda dos pêssegos
1/2 lata de leite condensado

Bata tudo no liquidificador até ficar homogêneo. Acerte o doce com o leite condensando ou com a calda se quiser; o leite condensado pra deixar mais cremoso, a calda pra deixar mais fluído. Transfira para uma garrafa com tampa e mantenha na geladeira.
Não sabemos quanto tempo dura por motivos de nunca durou o suficiente pra gente descobrir…rs

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Em 2014: Ovos mexidos cremosos
Em 2015: Crocante de polvilho

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Bolo triplo de limão

Um bolo de limão, naturalmente já úmido, recheado com curd de limão, e por cima aquela tal casquinha de açúcar e algumas raspas pra deixar tudo mais perfumado ainda!

Tudo começou com uma pergunta da minha mãe: “vc tem alguma receita pra fazer com todos esses limões?”. Isso porque no pomar da cozinha Roman original tem pé de limão capeta (aquele alaranjado e caroquento, super ácido, que eu amo).
Minha primeira ideia foi preparar um curd, que é uma espécie de creme de manteiga, açúcar e ovos, e uma fruta, normalmente ácida. Por aqui já tivemos curd misto de limão siciliano e capeta, então achei que era boa hora pra experimentar com um tipo de limão só.
Mas também tinha uns sicilianos sobrando (milagre) na fruteira, então eles acabaram virando bolo também. E o resultado foi esse bolo, não muito ácido mas bem perfumado, e que acabou ficando bem úmido sem nem precisar de calda. E os limões da vó viraram o recheio lindo desse bolo, ácido e doce na medida.
E esse bolo era pra ser simples, mas ele já tava recheado então merecia uma cobertura simples pra arrematar né?
A casquinha de açúcar por aqui costuma ser feita com açúcar e suco de limão, mas achei que aí já era demais e usei só água. Para os mais corajosos o suco de limão funciona também. E as raspas pra finalizar. Elas parecem ser só decorativas mas perfumam tanto que só de destampar o bolo já dá água na boca! Deixa a preguiça de lado e aproveita esses limões até a casca!

Bolo Triplo de Limão

massa:
2 1/2 xícaras de farinha de trigo
1 colher sopa de raspas de limão siciliano
1 xícara de açúcar
1 colher sopa de fermento em pó
125ml de leite
125ml de suco de limão siciliano
2 ovos grandes
1/2 xícara de óleo

Misture todos os ingrediente secos e as raspas. Em outra vasilha bata os ovos com o óleo até ficar homogêneo, junte o leite e o suco e misture bem. Adicione a mistura líquida aos ingredientes secos aos poucos, misturando delicadamente. Transfira para uma forma untada e asse em forno aquecido a 200° até dourar.

recheio:
100ml de suco de limão capeta
100g de manteiga sem sal
1 colher sopa de raspas do limão
1 1/2 xícara de açúcar
3 ovos

Em uma vasilha bata os ovos até misturarem bem e reserve.
Leve os demais ingredientes ao fogo mexendo até derreter tudo. Volte a bater os ovos e acrescente metade da mistura quente aos poucos, batendo sempre. Isso vai impedir que os ovos cozinhem com o calor.. Volte a mistura de ovos batidos para a panela e misture tudo no fogo até engrossar. Quando o curd não estiver mais escorrendo das costas da colher conte 5 minutos, mexendo sempre, em fogo baixo e desligue. Deixe gelar antes de usar.

montagem:
açúcar de confeiteiro
água
raspas dos limões

Desenforme o bolo já frio e corte ao meio e recheie com o curd já gelado. Misture o açúcar com um pouquinho de água de cada vez até formar um glacê, a quantidade depende da vontade de cada um. Eu usei cerca de 3/4 de xícara de açúcar. Cubra o bolo com esse glacê e finalize com as raspas. Volte o bolo para a geladeira até firmar tudo.

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Em 2015: torta trufada de chocolate

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Sobremesa quente de chocolate da Martha Stewart

É sobremesa, de chocolate, meio mousse assada, meio bolo sem farinha, meio que tá difícil de definir essa delícia…

Essa sobremesa veio do site da Martha Stewart e lá é chamada de warm chocolate pudding. E é aí que começa o problema: embora a gente meio que traduza pudding como pudim, na verdade ele parece muito mais com um mingau bem rico e servido gelado, e no caso de chocolate. E essa receita não tem nada disso.

(mas tem uma do tipo aqui ó)

Eles lembram muito os chocohotpots da Nigella que já fiz aqui, mas sem farinha e então mais leves. Ou então a mousse que vira suflê da Rita Lobo também já feita aqui, mas esses levam manteiga e mais açúcar, enquanto a da Rita não. É quase uma mousse assada, que infla igual suflê, e quando gelado parece uma ganache aerada.  Complicado né? É só provando pra entender mesmo…

O que posso prometer é que a receita é moleza e o resultado plenamente satisfatório. Dá pra fazer no dia anterior pra agilizar ou logo antes de ir pro forno se tiver tempo. E se sobrar massa já assada, é só cobrir com plástico e deixar dormir na geladeira que no dia seguinte fica uma delícia geladinho também.

Chocolate Warm Puddings– original aqui

100g de chocolate
50g de manteiga sem sal
4 colheres sopa de açúcar
2 ovos
1/2 colher chá de essência de baunilha
1/4 colher chá de sal

Em banho-maria derreta o chocolate com a manteiga. Quando estiver homogêneo retire do banho-maria e deixe amornar um pouco. Enquanto isso bata as gemas com metade do açúcar, e junte a mistura de chocolate misturando bem. Reserve.

Bata as claras com o sal até formar picos moles. Ainda batendo acrescente o restante do açúcar, uma colher de cada vez, e bata até ficar firme. Junte as claras na mistura de chocolate, 1/3 de cada vez, misturando delicadamente. Transfira a mistura para vasilhas que possam ir no forno. Se estiver fazendo com antecedência cubra com filme plástico e leve a geladeira por até 24h.

Tendo feito com antecedência ou não, leve ao forno já aquecido a 180° por cerca de 25-30min. Dá pra saber que tá pronto quando o topo está firme e inflado, mas o interior ainda molinho. Sirva imediatamente porque entre abrir a porta do forno e tirar lá de dentro ele já murchou.

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Em 2014: Doce de abóbora

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Sangaree nº2

Drink levinho, docinho, quase um suco, mas que mistura duas bebidas que eu custei a aprender a beber.

O nosso sangaree nº2 é basicamente a versão longa do nº1. A maior diferença é que ele é servido em um copo longo que a gente completa com soda limonada. E é isso que dá aquele ar de drink de festa sábado a tarde que essa versão do sangaree tem.
Pra quem tiver interesse na história do drink, clica aqui que contei tudo no post da primeira versão. Por hoje fica só o aviso: o drink é levinho e fácil de beber, mas a base continua sendo Porto e conhaque, duas bebidas bem fortes, então cuidado…rs

Sangaree nº 2

2 doses de conhaque
1 dose de Porto
1 dose de xarope simples*
soda limonada
gelo a vontade

*aqui vale saborizar o xarope com o que quiser pra personalizar seu drink

Na coqueteleira junte o conhaque, o Porto e o xarope e bata com algumas pedras de gelo.
Preencha dois copos altos até a metade com gelo picado. Transfira metade da mistura de bebidas para cada copo e complete com a soda limonada. Sirva em seguida.

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Em 2014: kibes
Em 2015: trança de nozes

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Cobertura prestígio – sem lactose

Uma cobertura pra bolos e tortas sabor prestígio e sem lactose foi o que saiu da panela hoje:

Isso mesmo, sem lactose e nem por isso com gosto estranho ou com ingredientes difíceis de achar. Essa cobertura tem poucos ingredientes e que são passíveis e mudança, que é pra facilitar a vida de todo mundo! E claro, tomando cuidado com a origem de cada ingrediente dá até pra ficar vegana.

O leite de coco que usei foi o de garrafinha que é mais fácil, mas dá pra usar o caseiro tranquilamente; e optando pelo caseiro dá até pra controlar a consistência final de acordo com a quantidade de água usada. Os açúcares. São 8 colheres de sopa pra dar a consistência, e tem refinado e de confeiteiro pra balancear a doçura final. É que o açúcar de confeiteiro parece que adoça menos que o refinado, pelo menos os que uso aqui. Não sei se isso vale pra todo mundo mas então fica a dica: são 8 colheres no total, pode ser tudo refinado ou tudo confeiteiro ou tudo mascavo pra quem prefere o sabor dele. Mude a combinação conforme o seu gosto!

Outra opção é usar o chocolate em pó que é só cacau e açúcar. Mas aí tem que ficar atento no rótulo e ter certeza de que é só cacau e açúcar mesmo. Se você usar um chocolate 50% isso quer dizer que cada colher dele vai ser 1/2 colher de cacau + 1/2 colher de açúcar, daí é só fazer as contas da proporção do chocolate escolhido. Pra quem for usar cacau mesmo, tanto faz se é alcalinizado ou não, beleza?

E por último a tapioca! Essa descoberta foi linda porque a consistência muda quase que imediatamente após sua adição. É aquela mesma que a gente compra no mercado pra fazer as panquequinhas “fit”. Eu escolhi ela porque não queria colocar amido de milho, pra consistência não ficar parecida com a de um pudim. Pra quem não tem tapioca vale usar qualquer amido; é claro que a consistência muda mas gente, é só adaptar né.
Pra fechar: nas fotos a cobertura foi usada em versões individuais do bolo de chocolate dos deuses que, tomados os cuidados com o chocolate em pó, também não tem lactose. É só clicar no link pra ver a receita. 😉

Cobertura Prestígio

1 xícara de leite de coco
2 colheres sopa de cacau
4 colheres sopa de açúcar refinado
4 colheres sopa de açúcar de confeiteiro
1 colher sopa de tapioca

*para mais informações sobre os ingredientes é só ler o textão ali de cima.

Misture todos os ingredientes e leve ao fogo baixo mexendo até engrossar, o que acontece rapidinho. Quando adquirir uma consistência de geleca retire do fogo e leve a geladeira por algumas horas.
Bata pra quebrar a consistência de geleca e volte a geladeira por pelo menos mais 2-3 horas antes de usar.

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Em 2015: Chocohotpots da Nigella

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Pãezinhos de nata

Pãezinhos de nata fofinhos pra comer com manteiga ou puros mesmo!

Lembram das rosquinhas de nata feitas um tempo atrás? Junto da receita delas estava anotada a de hoje. E né, porque não fazer também? Esses pãezinhos tem uma massa bem simples e sequer precisam de fermento biológico, o que significa sem tempo de crescimento também. É modelar e colocar pra assar. E o resultado é uma massa super fofinha e saborosa!
A receita não teve nenhuma mudança estrutural, eu só converti as medias caseiras para medidas padrão, respeitando as proporções originais. E fiz pra uma xícara de nata, o que rende 16 pãezinhos menores que pães de hambúrguer. Mas dá pra fazer do tamanho que cada um preferir; e também no formato que quiser porque a massa é bem tranquila de modelar. Além disso apesar de esses primeiros terem sido simples, a massa permite recheios!! Então é só colocar a cabeça pra funcionar e montar as combinações favoritas do pessoal de casa.

Pãezinhos de nata

1 xícara de nata
25g de manteiga sem sal derretida
2 ovos
12 colheres sopa de açúcar
2 colheres sopa de fermento químico
cerca de 3 xícaras de farinha de trigo

Misture todos os ingredientes deixando a farinha por último. Vá acrescentando a farinha e amassando até que a massa forme uma bola lisa e elástica. Divida em 16 partes e formate os pãezinhos. Transfira para uma forma untada e enfarinhada e pincele com gema. Se a gema for beem clarinha vale colocar um pouquinho de café pra potencializar. E se quiser também vale salpicar um pouquinho de açúcar cristal por cima de cada pãozinho.
Leve ao forno a 200° até dourarem.

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Em 2014: Lasanha a bolonhesa

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Suspiros, e como eu finalmente consegui fazer

O resultado de uma saga: depois de muito estudo e inúmeros testes, finalmente fiz suspiros!!

Essa é uma receita simples que só ela, apenas dois ingredientes e nada de etapas muito elaboradas, mas diz que o trem dava certo? O segredo do suspiro sequinho e crocante é assar em forno baixíssimo, secando lentamente e sem dourar. E pra isso a temperatura ideal é por volta dos 100-120°C. Agora adivinha qual a temperatura mínima do forno daqui de casa, e de grande parte dos fornos domésticos? Isso mesmo, 180°C! Sentiu o drama?

Assar suspiros em um forno mais alto do que o ideal é pedir um suspiro com o interior meio cru e puxento e/ou (pior ainda) meio queimado. Daí vem o truque que muita gente conhece: assar com a porta do forno meio aberta, muitas vezes com uma colher de pau segurando pra não fechar. Só que mesmo com esse truque eu nunca tinha conseguido fazer suspiros sequinhos. Sempre ficavam puxentos.

E aí começou a saga. Foram várias pessoas consultadas e várias receitas testadas, variando ingredientes e modo de preparo. Mas meus suspiros ainda ficavam puxentos… E agora, finalmente, suspiros sequinhos!! E eu tinha que vir aqui contar tudo isso porque vai que tem alguém apanhando dessa receita também né?

O segredo aqui é ignorar o merengue francês, que é cru, e usar o suíço, que é cozido em banho-maria. Explico: merengue é a mistura de claras e açúcar que quando assada vira suspiro. Ele pode ser:

Francês: claras cruas batidas em neve com açúcar
Suíço: claras e açúcar cozidos em banho-maria e então batidos
Italiano: claras batias em neve com calda de açúcar

Tanto o merengue italiano quanto o suíço acabam sendo mais secos e estáveis do que o francês, e é isso que ajuda na hora de deixar o suspiro sequinho e crocante.
Por isso, se você tem o costume de fazer merengue italiano pra confeitar bolos vale fazer a receita de sempre e levar pro forno. 😉

Suspiros suíços

1 clara
1/4 xícara de açúcar refinado

Misture a clara com o açúcar e leve ao banho-maria, mexendo de vez em quando, até atingir 70ºC.

(Pra quem não tem termômetro vale deixar até o açúcar derreter: dá pra ver esfregando um pouco da mistura entre o dedos, quando não sentir os grãos do açúcar é porque já deu. Não posso garantir que vá ficar igual mas as chances são boas)

Retire a mistura do banho-maria e bata até formar formar picos firmes. Transfira para uma assadeira com papel manteiga, aqui vale usar o saco de confeiteiro ou apenas uma colher. Suspiros feitos, leve ao forno aquecido na menor temperatura possível, e é aqui que vem o truque. Se o seu forno tem a opção de 120º é só assar por umas 2h nessa temperatura. Se, como a maioria os fornos caseiros, a menor temperatura indicada no seu é 180° deixe a porta entreaberta com a ajuda de uma colher de pau ou um rolo de massa. Asse pelas mesmas 2h, mas virando a assadeira na metade do tempo. Quando os suspiros estiverem secos (eu sempre provo pra ter certeza) desligue o forno e feche a porta. E deixe lá até esfriar completamente, só então tire do forno e guarde em uma lata com tampa.

Dica: para ter ainda mas segurança vale colocar a assadeira com os suspiros na prateleira mais alta do forno e com outra assadeira vazia (ou com pesos dentro) na prateleira mais baixa.

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Em 2015: bolo de chocolate e batata doce

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Massa folhada no truque

Sabe massa folhada? Super trabalhosa de fazer? Hoje tem truque pra facilitar a vida! E receitinha fácil de Palmier:

Não tenho certeza se pode ou não chamar essa massa de massa folhada no sentido mais estrito da coisa. Mas é uma massa feita basicamente de farinha e manteiga que “folha” quando assada, então ficamos com falsa massa folhada pra evitar problema com puristas. A grande vantagem dessa é que ela é bem mais fácil de fazer e exige apenas alguns poucos cuidados pra dar certo.

O truque, que aprendi com a Carol Crema num dos cursos da eduk, é fazer um rocambole de massa no lugar das infinitas dobras da tradicional. Com isso a gente poupa tempo e só precisa preocupar em sempre abrir a massa no mesmo sentido pra não destruir as camadas formadas. Só um detalhe: como essa massa não é fermentada ela não é a ideal pra fazer croissants.

Como eu estava com medo de não conseguir fazer direitinho escolhi preparar apenas meia receita. Mas é tão fácil que meu conselho é fazer pelo menos uma receita dupla e deixar congelada pra usar quando quiser. E pra aproveitar o tempo na cozinha ainda tem receita de Palmier no final do post. Palmier são biscoitinhos de massa folhada tradicionalmente enrolados com açúcar cristal, uma das receitas mais simples de serem feitas com a massa.

Última dica: pra quem quiser fazer pasteizinhos de nata é só fatiar o rocambole formado e achatar cada disco nas forminhas.

Falsa massa folhada

massa:
50g de manteiga sem sal gelada em cubinhos
1 gema
1 1/2 xícara + 2 colheres sopa de farinha de trigo
1/2 xícara de água

creme:
200g de manteiga sem sal pommade*
1 1/2 xícara + 2 colheres sopa de farinha de trigo

*pommade é o tal “em temperatura ambiente” que quer dizer uma manteiga macia, fácil e ser batida ou incorporada

Comece processando os ingredientes da massa até formar uma bola de massa. Passe pra bancada e amasse até ficar uma massa lisa e coesa, mas não precisa sovar. Pra quem não tem processador vale fazer nas mãos, é só ter cuidado pra não esquentar a massa; vale até ligar o ventilador do lado pra evitar o calor. Eu usei apenas 6 colheres de sopa de água e na hora pareceu o suficiente mas no fim das contas ficou meio seca, então vale usar a meia xícara mesmo.

Enrole a massa em filme plástico e leve para a geladeira por 30min. Enquanto isso misture a manteiga e a farinha formando um creme, que não deve ir pra geladeira.

Passado o tempo abra a massa em uma superfície enfarinhada formando um retângulo. Tente não fazer como eu e formar um retângulo bonitinho e retinho. Cubra toda a massa com o creme de manteiga e enrole formando um rocambole. Cubra novamente com filme plástico e volte para a geladeira por mais 30min. Passado esse tempo a massa folhada tá pronta pra ser usada. Só precisa tomar cuidado na hora de abrir pra não estragar o folhado.

É preciso achatar primeiro, batendo o rolo sobre a massa, e então abrir empurrando sempre na mesma direção, do comprimento o rocambole, pra não estragar as camadas.
Essa massa pode ter os retalhos reaproveitados, é só colocar por cima um do outro sempre mantendo a mesma direção das dobras. A massa ainda pode ser congelada depois de enrolada como rocambole e coberta com filme plástico.

Palmier

massa folhada
açúcar cristal

Abra a massa em um retângulo e polvilhe com açúcar cristal. Enrole uma das laterais da massa até metade do retângulo e depois a outra lateral até encontrar a primeira. Deixe na geladeira por alguns minutos pra ficar mais fácil cortar.

Fatie esse “rocambole” e passe para uma assadeira com silicone, ou papel manteiga, polvilhe mais um pouco de açúcar por cima e leve ao forno médio até dourar.
(não precisa distrair com o jornal e deixar dourar tanto quanto eu…rs)

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