Enroladinho de salsicha e mais

Por aqui já tivemos uma esfiha de tabuleiro. O nome vem da massa que é tradicionalmente usada pra fazer esfihas mas que naquele dia (noite) virou uma torta de tabuleiro. Dessa vez usei a mesma massa para fazer enroladinhos de salsicha. Aquele de festa de criança sabe?
E como tinha mais massa que recheio ainda deu pra fazer uns travesseirinhos de queijo meia cura! Prova de que a massa é bem versátil e dá pra adaptar pra um monte de recheios diferentes. E como sempre, eu mudei a receita. Porque sim minha gente, eu mudo até minhas receitas que já eram alterações de outras receitas. (No caso, a original veio de um livrinho antigo com receitas de pessoas daqui da cidade. Legal né?)
Foi mudança pequena, tava com preguiça e usei só farinha branca no lugar de branca com integral. Mas como sempre, dá pra usar as duas e em proporções que podem variar. Lembrando só de não usar apenas farinha integral porque a textura não fica macia.
enroladinho de salsicha 2Enroladinhos de salsicha
xícara de 240ml

10g de fermento biológico seco
300ml de leite integral morno
1/4 xícara de óleo vegetal
1 1/2 colher chá de sal
1 1/2 colher sopa de açúcar
cerca de 3 xícaras de farinha de trigo – usei branca
salsichas para o recheio
gema para pincelar
gergelim torrado para cobrir – só se quiser

Dissolve o fermento no leite. Junte o óleo e o açúcar e misture. Acrescente uma xícara de farinha e o sal. Não é bom juntar o sal direto no fermento, por isso a farinha antes.
Vá acrescentando a farinha aos poucos e sovando a massa até obter uma massa lisa. Ela ainda vai estar grudando um pouco na bancada, mas já vai estar fácil de manipular.
Polvilhe farinha em uma vasilha e coloque a massa lá pra descansar por cerca de 30min. É rapidinho mesmo.
Pra montar os enroladinhos abra a massa, com cerca de 3mm e corte tiras de massa da largura do comprimento das salsichas. Corte cada tira em retângulos grandes o suficiente para enrolar cada salsicha. Enrole cada uma pressionando um pouco o rolinho na bancada para que a massa grude as pontas e não desenrole no forno.
Corte cada rolo em 3 pedacinhos e transfira para uma assadeira untada e enfarinhada, ou com tapete de silicone. Pincele com gema e cubra com gergelim torrado.
enroladinho de salsicha 1Para montar os travesseirinhos de queijo: corte palitos de queijo e use os mesmos retângulos de massa para embrulhar o queijo, como se fosse um presente. Mas tome cuidado para prender bem cada ponta de massa para que eles não abram no forno e o queijo vaze todo, como aconteceu com alguns dos meus. Já na assadeira pincele com a gema e cubra com orégano ou o gergelim também.
Leve tudo pro forno a 180° até que dourem. Se o seu forno for como o meu e não dourar muito bem, é só olhar o fundo deles. Assim que o fundo estiver dourado é porque eles já estão prontos.

Sorvete de banana assada

A gente já teve sorvete de banana mega simples por aqui. Hoje é sorvete de banana mais elaborado e com um sabor um pouco diferente já que a banana é assada antes. Aliás, pra quem tiver com preguiça de fazer sorvete (mas é tão fácil…) vale dar uma olhada no preparo da banana assada, que sozinha já é uma receita ótima!

Esse sorvete veio lá do brown eyed baker e mudei só duas coisinhas. A original leva sal grosso e eu usei o sal fino, comum mesmo; e a receita é finalizada na sorveteira, mas não temos então vai de liquidificador mesmo. Pra quem tem a sorveteira é uma boa porque deve ficar bem mais cremoso! Mas pra quem não tem, fica a descoberta que dá pra fazer no liquidificador também!

Dá pra fazer no processador? Até dá, mas vão ficar uns pedacinhos de banana e caramelo, enquanto no liquidificador vai ficar bem mais homogêneo. Daí varia de acordo com seu objetivo.
sorvete de banana assada 1Sorvete de banana assada – original aqui
xícara de 240ml

3 bananas médias – usei prata e super madura
1/3 xícara de açúcar mascavo
20g de manteiga sem sal gelada
1 1/2 xícara de leite integral
2 colheres açúcar cristal
1/2 colher chá de baunilha
1 1/2 colher chá de suco de limão
1/4 colher chá de sal – pode ser o marinho

Descasque e pique as bananas em rodelas finas e passe para uma assadeira. Pique a manteiga em pedacinhos e misture com as bananas e o açúcar mascavo. Leve tudo ao forno a 180° por 30minutos. No meio do tempo retire a assadeira do forno e misture tudo novamente para ter certeza de que o caramelo pegou em todas as bananas.
Só isso já fica delicioso pra comer puro ou com canela.

Pra fazer o sorvete transfira as bananas e o caramelo formado para o liquidificador junto do restante dos ingredientes. Bata até formar uma mistura homogênea e leve ao congelador por cerca de 8h. Ou deixe a noite toda, como eu fiz.

Depois que estiver congelado já vai parecer um sorvete, mas bem cristalizado. Tire do congelador por uma meia hora e bata novamente no liquidificador. E volte pro congelador por mais algumas horas. Pra quem tiver paciência, quanto mais vezes liquidificar, menos cristalizado vai ficar. Eu não tenho paciência nenhuma, e mesmo com apenas duas batidas já achei que ficou gostoso.

(Pra quem tiver a sorveteira ela entra na receita depois da primeira noite no congelador.)
Daí é só servir com o seu confeito ou cobertura favoritos.
sorvete de banana assada

Taça floresta negra – drops

Dica de sobremesa ultra rápida, e tão fácil, mas tão fácil, que deu vergonha de chamar de receita. Então veio parar aqui no Drops. Já ouviu falar no bolo Floresta Negra? Hoje ele vira sobremesa servida em taça, que em alguns casos pode ser chamada de verrine.
Seguindo o exemplo da torta de ontem que foi inspirada num sanduíche, hoje a gente mexe de novo com uma receita bem conhecida transformando em outra coisa.

O bolo floresta negra é um bolo de chocolate, recheado e coberto com chantilly e cerejas, normalmente em calda. Sempre dá pra inventar, mas nos mais tradicionais que eu já vi o bolo era pão de ló saborizado com chocolate, o chantilly era creme de leite fresco com pouco açúcar, e a cereja não era de chuchu.

Como tinha feito um bolo bem recheado e confeitado a pouco tempo me senti extremamente glutona em fazer mais um bolo de festa. Mas encuquei com a receita então fui atrás de inventar um jeito mais fácil de conseguir aqueles sabores. Deu nessa taça da foto. Foi realmente rápido, principalmente porque fiz o bolo no microondas, e depois foi só deixar uma meia hora na geladeira pra ficar mais gostoso…rs
taça floresta negraTaça Floresta Negra

Bolo de chocolate
Creme de leite fresco
Açúcar refinado
Cerejas em calda

Não tem medida mesmo. Até porque, vale fazer mini potinhos ou mega taças, com 3 ou inúmeras camadas. O bolo de chocolate pode ser qualquer receita, vale até bolo de padaria (embora a gente sempre recomende que você faça as coisas em casa). Eu reduzi essa receita até precisar de um ovo só, e “assei” por 2:30min no microondas. Mas como o bolo será despedaçado, também rola de fazer uma receita inteira pro café da tarde e usar uma parte pra essa sobremesa.

Bata o creme de leite até conseguir um creme mole. Vá adicionando o açúcar aos poucos e mexendo, com cuidado pra não passar do ponto. Vá provando (ô sacrifício) pra ver quão doce quer, e quando atingir o ponto de chantilly tá pronto.

E as cerejas é só colocar numa peneira pra escorrer o excesso de calda se for o caso. Eu usei cerejas em calda caseiras (que eu juro passar a receita um dia quando houver cereja pra comprar) mas vale a sua preferida.

Pra montar comece com pedaços destroçados (é isso mesmo) de bolo. Molhe com um pouco da calda das cerejas, cubra com um pouco do chantilly e algumas cerejas. Mais bolo, mais calda, mais chantilly, mais cerejas e por aí vai. E pronto. Moleza né?

Como prefiro comer gelado, cobri com papel filme, pro chantilly não ressecar, e deixei na geladeira umas 2 horinhas antes de servir. Agora monta o seu, tira uma foto e posta no instagram ou no facebook, lembrando de nos marcar pra gente poder ver também!

 

Torta Croque Monsieur

Já ouviu falar no Croque Monsieur? É um misto quente muito do chique, com direito a cobertura de molho branco (ou bechamel) e mais queijo por cima. E pra comemorar a volta as atividades do Cozinha hoje tem torta de croque monsieur. Isso mesmo, sanduba em forma de torta!

Essa receita veio de mais um curso da Eduk (que continua não me patrocinando mas eu continuo achando uma boa ideia), dessa vez um curso de tortas salgadas com a Carole Crema. Já tinha feito essa receita mas não tinha conseguido boas fotos. Dessa vez também não consegui exatamente um primor de fotos. Mas já tava cansada de fazer a receita e não mostrar pra vocês. Fica mais uma pra lista do “quando conseguir fotos melhores venho aqui e dou um up”.
torta croque monseiur 1Não tenho muita certeza se mudei a receita ou não. É que não anotei como ela fez o molho branco, então por aqui usei uma receita básica de molho branco. A mesma que usei na lasanha a bolonhesa (outra receita que é tão boa e as fotos não fazem justiça). No mais, fiz igualzinho ela ensinou no curso, da primeira vez receita inteira e dessa vez meia receita. Meia receita foi o suficiente pra um lanche para 4 pessoas.

Um detalhe pra prestar atenção. Na receita aconselho usar um refratário alto. Leve isso a sério. Na primeira vez usei um pirex grande, mas baixo, e o trem borbulhou no forno, subiu e perdi metade do molho e da mussarela de cima. Além de ter ficado com o forno cheio de mussarela queimada. Pra qualquer receita que leve grandes quantidades de leite é sempre legal usar um vasilhame mais alto pra garantir. Levando isso em conta, daí fica fácil: é só colocar no forno e aproveitar!
torta croque monseiurTorta Croque Monsieur – original Carole Crema

Massa:
1 xícara de farinha de trigo
1/2 xícara de óleo
1 xícara de leite
1 colher chá de fermento químico
1 pitada de sal
2 ovos
1/2 xícara de parmesão ralado

Recheio:
Presunto
Mussarela

Cobertura:
2 xícaras de leite
1 1/2 colher sopa de manteiga
1 1/2 colher sopa de farinha de trigo
sal a gosto
noz moscada a gosto

Para fazer a massa é só bater tudo no liquidificador, mas deixando o fermento por último, pra quando a massa já estiver homogênea. Escolha um refratário alto (tem bastante leite na receita) e unte com manteiga. Transfira metade da massa batida para esse refratário e cubra com presunto e metade da muçarela. Esses ingredientes não têm medida porque vai do gosto, eu gosto de torta bem recheada…rs

Cubra o recheio com o restante da massa e leve ao forno a 180° por 15min. Enquanto isso prepare o molho branco da cobertura. Em uma panela derreta a manteiga e adicione a farinha de uma vez. Misture bem formando uma pastinha, não precisa deixar dourar muito. Acrescente o leite e vá mexendo com um fouet enquanto cozinha. O fouet não vai deixar empelotar. Tempere com o sal e a noz moscada e continue mexendo até começar a parecer um mingau. Não precisa deixar engrossar muito porque ainda vai no forno.
Passados os 15min a massa vai estar começando a cozinhar e ficar mais firme. Tire o refratário do forno e delicadamente cubra tudo com o molho branco e o restante da mussarela. Volte ao forno por cerca de 15 minutos. O bom mesmo é servir recém saído do forno, mas se sobrar é só cobrir com papel alumínio e voltar ao forno baixo pra esquentar novamente.

Foto feinha do último pedaço mas que pelo menos mostra todas as camadas de delícia. ;)

Foto feinha do último pedaço mas que pelo menos mostra todas as camadas de delícia. 😉

Bolo Prestígio

Versão um pouco mais adulta daquele que foi o bolo de aniversário da minha infância. Se durante o dia a dia o bolo favorito era o bolo de chocolate da minha mãe, para datas especiais ele ganhava recheio de coco e cobertura de brigadeiro. E em datas especiais inclua 90% dos meus aniversários…rs

Já tem um tempinho que eu que acabo fazendo meus próprios bolos de aniversário (poxa mãe!), então dessa vez resolvi revisitar o clássico mas fazendo “pequenas” mudanças. Afinal, ainda sou eu.

O bolo foi a mesma receita do bolo dos deuses. Você pode fazer receita e meia (como está descrito abaixo), ou fazer como eu e duplicar a receita, descobrir que não cabe tudo numa forma de 20cm e fazer um bolo de festa e um mini bolo pro café.
No lugar do recheio de beijinho uma espécie de mousse de beijinho, ou coisa que o valha já que fui inventando enquanto fazia e não sei bem se posso classificar esse recheio como mousse.

E pra cobertura, resolvi substituir o brigadeiro por uma ganache hiper forte com muito chocolate e pouco creme de leite. Essa ganache bem mais firme que o normal foi escolhida pra conseguir o efeito rústico da lateral do bolo. Para o efeito mais clássico do topo eu a aqueci um pouco, mas depois da geladeira ficou tudo com a mesma textura. Pra quem prefere uma ganache mais tradicional, aqui tem uma receita que eu uso como coringa. Pra quem prefere também, vale usar a textura mais tradicional ou a mais rústica no bolo todo. Ou você simplesmente cobrir o bolo de forma lisa e colocar um enfeite bonitão por cima e pronto, fica lindo!

PS: os enfeites do topo foram feitos em 5 minutos com retalhos de papel seda, palitinhos de churrasco e fita adesiva.

Bolo Prestígio
xícara de 240ml

Bolo:
3 xícaras de farinha de trigo
1 1/2 xícara de chocolate em pó – 50%
1 1/2 xícara de açúcar refinado
3/4 colher sopa de fermento em pó
3 ovos
1/2 xícara de óleo
1 1/2 xícara de água fervente

Misture todos os secos. Junte os ovos e o óleo e misture até virar uma farofa. Acrescente a água e misture bem até ficar homogêneo e começar a aparecer umas bolhas. Eu usei uma forma redonda de 20cm de fundo falso, com um círculo de papel manteiga no fundo e tudo untado com óleo. E como ela não tá vedando perfeitamente com essa gambiarra também:
formaEsse papel alumínio por fora funciona super bem. Depois de toda essa engenharia é só levar pro forno a 180° até passar no teste do palito. Espere esfriar antes de desenformar e confeitar.

Recheio:
1 lata de leite condensado
100g de coco ralado20g de manteiga sem sal
1 xícara de creme de leite fresco
1 pacote de gelatina sem sabor – opcional

Faça um beijinho levando o leite condensado, o coco e a manteiga ao fogo e mexendo até começar a desgrudar da panela. Retire do fogo e deixe esfriar fora da geladeira.

(Enquanto esfria deixa eu explicar da gelatina. Eu não usei e tudo bem. Mas esse bolo ficou mais na geladeira do que outra coisa. Se a ideia é ficar exposto numa festa, ou qualquer outra situação em que ele vá ficar fora da geladeira e, principalmente, se você for usar uma ganache mais macia do que a que eu usei, aconselho usar a gelatina pra não correr riscos de desmoronamento.)

Depois que o beijinho estiver frio bata o creme de leite em ponto chantilly. Enquanto isso hidrate a gelatina conforme as instruções da embalagem. Misture a gelatina no beijinho com cuidado para não formar grumos. Junte essa mistura ao creme de chantilly. Vai ficar meio mole, mas relaxa que depois fica tudo bem.

Ganache:
500g de chocolate – é muito mesmo
1 caixa de creme de leite – é pouco mesmo

Daí é só derreter o chocolate e misturar o creme de leite e esperar esfriar um pouco, fora da geladeira, pra ficar numa consistência legal pra manipular.

Montagem:

Pegue uma forma redonda (usei a mesma que assei o bolo) e forre o fundo e as laterais com papel manteiga.

Corte o bolo em duas fatias e coloque uma na forma preparada. Molhe com o que quiser. Eu usei calda simples, mas vale calda de frutas em calda, refrigerante, até leite. Coloque o recheio e cubra com a outra parte do bolo. Molhe essa parte também. Cubra, com papel filme e leve à geladeira por algumas horas ou de um dia pro outro. Eu acho esse bolo mais gostoso dormido. Esse tempo descansando na geladeira vai servir pra bolo, calda e recheio meio que se moldarem juntos. E, se for o caso, pra gelatina começar a firmar.

Desenforme o bolo recheado e cubra com uma camada bem fina da ganache. Leve à geladeira por 10minutos, ou se quiser fazer a textura rústica ao congelador por 10minutos. Com o bolo mais gelado a ganache vai começar a endurecer enquanto você ainda estiver espalhando e é isso que vai dar a textura mais rústica. Depois dos 10minutos é só cobrir com o restante da ganache e levar de volta pra geladeira até a hora de servir.

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Quase Anne Frid

Vou chamar de quase porque drinks são complicados de modificar, trocou um ingrediente só e já viram outra coisa… Ainda assim, a ideia era chegar o mais próximo possível do  coquetel Anne Frid do Paul. Sim essa receita veio do mesmo site daquele pão de laranja com anis.

O original leva um mix de berries, podendo ter framboesas, mirtilos, amoras, etc. Por aqui eu tinha era só morango mesmo, e só com morango fomos. O original também leva água tônica, da qual não sou muuito fã… fui de água normal mesmo. E virou quase uma caipirinha de morango temperada. Acredite, o alecrim faz uma diferença sutil mas valiosa.
Já a calda simples eu imaginei que fosse a mesma coisa que a gente usa aqui no Brasil. Coisa simples de fazer e boa pra ter sempre na geladeira. É só colocar uma medida de água no fogo junte da mesma medida de açúcar. Assim que começar a ferver e o açúcar tiver derretido desliga e tá pronto. Serve pra fazer drinks, adoçar sucos e até molhar bolos, e claro, dá pra saborizar como quiser.

Quase Anne Frid – original aqui
xícara de 240ml

1/2 xícara de morangos picados
1/4 xícara de calda simples
2 doses de vodka
suco de meio limão – usei um tahiti
4 doses de água bem gelada – com ou sem gás
folhas de alecrim – + 2 ramos pra enfeitar
bastante gelo

Em uma coqueteleira, ou num copo bem alto, junte os morangos a calda e a vodka e amasse um pouco para quebrar os morangos. Junte a água, o limão e alguma folhinhas de alecrim picadas. Quanto menores elas estiverem melhor na hora de beber. Misture bem.
Encha dois copos/canecos altos com bastante gelo e cubra com  a bebida. Sirva cada drink com um ramo de alecrim.

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Mini pães de queijo – petisco

Mais pão de queijo nesse Cozinha! Dessa vez em versão miniatura e temperados com orégano. Pra quem sempre pensou que pão de queijo era a dupla perfeita do café é hora de tentar como petisco da cerveja.

A receita, como a de ontem, veio de um caderno de família, o mesmo de uma certa mousse de chocolate. Com direito a um aprovado escrita logo abaixo do nome, não dava pra não experimentar. Só que dessa vez eu tava meio inventiva e quis acrescentar o orégano, e já que ia fazer diferente porque não uma versão coquetel, bem pequena e mais crocante? E teve mais mudança, aumentei a quantidade de queijo e claro, transferi as medidas para as xícaras e colheres padrão. O polvilho também foi um tiro no escuro, a receita não especificava se doce ou salgado. Aqui usei quase um meio a meio. Dá pra trocar pelo que vocês preferirem, lembrando que polvilho doce deixa o pão mais murchinho e polvilho azedo deixa mais oco.

Só lembrem de ter cuidado na hora de escaldar, por mais que a quantidade de óleo seja pequena ainda é óleo quente. E de provar a massa antes de começar a modelar já que cada queijo tem uma quantidade de sal.
mini pao de queijoMini pães de queijo
xícara de 240ml

3 1/4 xícaras de polvilho – usei 1 1/2 de azedo e o resto de doce
100ml de óleo quente
100ml de água fria
1 ovo grande
150g de queijo minas meia cura
leite – cerca de 1 xícara
sal – cerca de 1 colher sopa
orégano a gosto

Em uma vasilha misture os polvilhos e a água fria até desempelotar. Acrescente o óleo quente e misture novamente. Junte o queijo e o ovo e amasse bem. Agora vá acrescentando o leite aos poucos já que pode não precisar de tudo ou precisar de mais. Vá amassando a massa e juntando o leite até ficar numa consistência boa para modelar, não muito dura.

Prove a massa e tempere com o sal e o orégano. Modele pequenas bolinhas e transfira para assadeiras não untadas. Eu fui inventar de untar e um monte deles escorregou e se juntou formando um Frankenstein de pão de queijo. Leve ao forno a 230° até que assem completamente. Dependendo do forno eles podem não dourar por cima, então verifique o fundo deles e não deixe demais no forno para que não fiquem muito duros.

detalhe na casquinha crocante...

detalhe na casquinha crocante…

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Rosquinhas de Sal Amoníaco

(momento confissões vergonhosas)Eu sempre achei que era salamoníaco…até ver a embalagem no supermercado e cair a ficha… Eu já não era criança (nem adolescente) quando isso aconteceu…

Enfim, as rosquinhas de sal amoníaco estão na minha vida desde sempre. Sabe aquela rosquinha trançada, crocante, boa pra comer molhando no café, ou passando manteiga? O melhor método ainda está em votação, e vocês são convidados a darem seu parecer.

A receita é da tia que faz as rosquinhas mais incríveis ( Aline sortuda…) e minha mãe sempre teve anotada num caderninho. E finalmente chegou minha vez de tentar.
Como boa receita de caderno de família, essa foi guardada em medidas caseiras. Pra quem não sabe medida caseira é aquela xícara da sua vó que só ela tem e por isso só o bolo dela dá certo. Já a medida padrão é igual no mundo todo: Xícara de 240ml que é a que eu uso 90% das vezes aqui, e colheres de medida. A colher de sopa padrão tem 15ml  e é medida sem excessos, você enche ela com o fermento por exemplo e depois passa o dedo ou uma faca por cima pra tirar aquele monte generoso…

(Tô na dúvida se já falei isso aqui, mas melhor precaver né)

A receita de hoje está anotada em medida padrão. E essa é a única “alteração” que eu me atrevi a fazer nas rosquinhas.

Rosquinhas de Sal Amoníaco – rende cerca de 50

1 colher sopa de sal amoníaco
100ml de leite
3/4 xícara de açúcar refinado
2 ovos
20g de manteiga sem sal
3 1/2 xícaras de farinha de trigo
1 colher sopa de fermento em pó

Dissolva o sal amoníaco no leite e reserve.
Em uma vasilha grande junte a manteiga, o açúcar e os ovos e misture até ficar homogêneo. Junte os demais ingredientes deixando a farinha por último. Quando fermento, leite e sal amoníaco entrarem em contato vai espumar um pouco. Tá tudo certo.

Vá acrescentando a farinhas aos poucos e misturando a massa sem sovar demais, isso é biscoito, não pão. Quando a massa estiver lisa vem a parte mais divertida: modelar as
rosquinhas.

Pegue um pouco da massa e vá rolando na bancada de trabalho fazendo uma tirinha. Quando estiver com uma tirinha fina e longa (eu medi uns dois palmos) corte e dobre ao meio. Enrole como uma corda e feche no formato de rosquinha. Ou solte sua imaginação e faça o formato que preferir. Só não esquece de mandar as fotos depois! 😉
Asse em formas untadas e num forno bem quente (200-230°) até dourarem. Só cuidado com o quão louco seu forno é; o meu quase queimou as primeiras enquanto elas estavam começando a dourar. Depois é só passar um café fresquinho e pronto!
Pra quem não tinha ouvido falar no “salamoníaco” ele é um sal (dãã) de nome técnico cloreto de amônio. A aparência é parecida com o sal de cozinha e é fácil de encontrar em supermercados, normalmente perto dos temperos e do bicarbonato de sódio. O amoníaco também pode ser usado para limpeza, como o vinagre, o limão e o bicarbonato (de novo). Usando pra cozinhar ou limpar faça o favor de não meter o nariz no pacotinho pra ver qual o cheiro que tem. Confia em mim, não cheira, faz os biscoitos e quando eles estiverem no forno você vai sentir o cheiro de forma bem menos agressiva. Pra quem ficou com medo, depois de prontas as rosquinhas não tem cheiro nenhum…

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german pancakes, ou omelete doce

Então, o nome é German Pancakes, ou panquecas alemãs e a massa é super básica, nem açúcar leva. Mas o gosto e a textura mesmo são de omelete doce, que fica gostoso por mais inacreditável que isso seja.

Surgiu por aqui a ideia (confere lá na receita) de um substituto para as frigideiras de ferro fundido que podem ir no forno. E pra testar essa ideia eu lembrei dessa receita lá do Real Simple. E o negócio é tão esquisito que eu jurei que tinha dado errado e nem preocupei em tirar umas fotos legais. Bati essa que ilustra esse post só pra registro mesmo (pra lembrar qual era a cara da receita) e fomos comer. E aí vem a pior melhor parte: o trem é tão bom que não sobrou pedaço pra bater uma foto decente! Então fica aqui meu pedido de desculpas pela qualidade mequetrefe da foto. Assim que fizer de novo, o que não deve demorar, eu coloco umas fotos mais legais por aqui…

No site eles sugerem servir com limão e geleia de frutas além do açúcar. Para uma primeira vez eu aconselho só o açúcar mesmo. Acostuma primeiro com a ideia de um omelete doce e depois acrescente camadas de sabor ao prato.  No mais, abra sua mente! É bem diferente das pancakes americanas e mais ainda das nossas panquecas mais comuns. Mas ainda assim é uma opção bem gostosa pro café da manhã.
german pancakePanquecas Alemãs – original aqui
xícara de 240ml

2 ovos
1/3 xícara de farinha de trigo
1/3 xícara de leite integral
1 pitada de sal
1/3 colher chá de extrato de baunilha
15g de manteiga sem sal
açúcar para polvilhar

Aqueça o forno a 200°.
Em uma vasilha misture os ovos com a farinha até que não tenha mais nenhum caroço (é bom usar fouet pra isso). Adicione o leite, o sal e a baunilha e misture bem. Reserve.

abre parênteses para a frigideira/panela
A receita manda usar uma frigideira de ferro fundido. As que tenho aqui em casa são de teflon… Pra quem também não tem essas frigideiras que podem ir no forno fica a alternativa: panelas de alumínio batido. Eu sei que o alumínio tem seus contras, e bem, cada um sabe o que lhe convém, mas pra quem já usa a panela para fins normais saiba que ela pode ir no forno que o mundo não acaba.
fecha parênteses para a frigideira/panela

Coloque a manteiga na frigideira/panela e leve ao forno até que ela, a manteiga, derreta. Retire do forno e rapidamente cubra a manteiga derretida com a massa reservada. Volte ao forno por cerca de 15-20min, até que as bordas dourem, mas não deixe dourar demais porque tende a grudar mais na panela conforme vai secando. Não assuste com o tanto que a panqueca/omelete cresce no forno porque depois murcha bastante. Antes de servir polvilhe com açúcar refinado*.

Pra quem quer que o açúcar não derreta rapidamente é melhor usar o confeiteiro. Eu preferir o refinado porque ele é mais doce do que o outro.

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Mousse de chocolate que vira suflê

O tempo tá doido e fica frio e depois calor a cada 2 horas? Preparar menu da semana desse jeito fica complicado. Por isso gostei dessa receita que pode ser uma mousse geladinha de chocolate, ou ir pro forno e virar um suflê de chocolate servido bem quentinho! Além da vida dupla quer mais um ponto positivo? Poucos ingredientes e método de preparo fácil. Aí é pra apaixonar né?
musse sufle chocolate 1A receita veio lá do Panelinha, e já até apareceu em episódio do Cozinha Prática. Eu confio nas receitas dessa turma e não estava com vontade nenhuma de modificar.. queria ver como ficava a original. Mas claro, eu mudo receita até quando não está nos planos. Acontece que aqui em casa a única cachaça que tinha no momento era saborizada, e eu fiquei com medo de isso acabar ficando muito marcante no resultado final. Então achei melhor usar vodka. No entanto já tô imaginando usar um licor de menta pra ver como fica…

Também aproveitei pra provar as duas formas de servir a receita. A mousse é super aerada, com a textura bem característica. Uma delícia! O suflê eu acho que podia ter ficado melhor, mas acho que foi erro meu na hora do forno. Ele cresceu super bem (\o/), mas acho que podia ter ficado um pouco mais sequinho. Isso acontece quando o forno está ligeiramente mais quente do que devia: no ponto por fora, nem tanto por dentro. Ainda assim, a textura ficou igual a da mousse, só que quentinho. Uma delícia também! Pra quem não quiser ele tão molhadinho é só colocar a temperatura do forno um tantinho mais baixa.

beeem molinho por dentro.. ainda assim uma delícia

beeem molinho por dentro.. ainda assim uma delícia

Mousse suflê de chocolate – original aqui

200g de chocolate meio amargo
4 ovos – clara e gema separada
1/4 xícara de açúcar
1 colher sopa de vodka – ou cachaça
manteiga e açúcar cristal para untar – tem que ser cristal

Pique o chocolate em pedaços de tamanho parecido e derreta, no microondas ou em banho-maria. Misture bem para que não fique nenhum pedaço não derretido e deixe esfriando.

Enquanto isso prepare os ramequins/vasilhames. Se for fazer apenas a mousse não precisa untar, mas se for fazer o suflê precisa sim. Aliás, se for fazer o suflê dê preferência para vasilhames com paredes que não sejam curvas (no sentido vertical da coisa), quanto mais retinha melhor o suflê vai crescer. Unte os ramequins com a manteiga e “enfarinhe” com o açúcar cristal. Leve ao congelador até a hora de usar.
Bata ligeiramente as gemas com a vodka e misture com o chocolate até formar um creme bem denso. Atenção para a temperatura do chocolate, se ele estiver muito quente corre o risco de cozinhar a gema e você ficar com ovos mexidos doces.
musse sufle montagemEm outra vasilha bata as claras. Quando elas começarem a espumar junte metade do açúcar e continue batendo. Quando atingirem o ponto de picos moles (exatamente o que o nome diz) acrescente o restante do açúcar e continue batendo até o ponto famoso de claras em neve.

Junte as claras ao creme de chocolate um terço por vez e misturando delicadamente para não “baixar” a massa. Isso vai impedir que o ar incorporado escape. Daí é só transferir para os ramequins/vasilhames. Se for fazer a mousse é só encher o quanto quiser. Se for fazer suflê tem truque também. Encha até a boca, raspe qualquer excesso com uma faca e depois com a ponta dessa faca faça toda a volta da vasilha, descolando a massa de chocolate da vasilha. Pra quem ficou confuso no vídeo do Cozinha Prática tem mostrando de forma bem clara como fazer. Tudo no lugar hora de geladeira. Mais uma diferença: para a mousse só precisa de 3 horinhas, para o suflê 24h.

Para assar o suflê aqueça o forno por 10min a 200°. Depois leve os ramequins direto da geladeira para o forno e espere 15-20min. Quando a massa tiver crescido e perder a aparência de crua está pronto. Polvilhe açúcar de confeiteiro e sirva em seguida!

Pra quem tá acostumado a ver escrito musse no lugar de mousse é porque musse é a versão portuguesa e mousse a francesa. Assim como suflê é a versão em português e soufflé em francês. A escolha de qual expressão usar vai de cada um. 😉