Trufas de maracujá

Sabe aquelas trufas vendidas em algumas lojas de chocolate (Cacau, patrocina eu!!), embaladas igual bala, com umas casquinha crocante de chocolate e um recheio cremoso de trufa? Hoje a receita é trufa de maracujá, e pra ficar igual só faltou a casquinha!

A trufa original veio de uma receita um bocado complicada que envolve bolo, mousse, macarons (recheados com essa trufa em forma de ganache) e mais algumas coisas. Pra quem quiser ver essa ópera em forma de doce é só clicar no link. Eu não me atrevi a tentar (por enquanto) mas me encantei com a ideia de saborizar o chocolate com o maracujá. E resolvi ficar só nessa parte mesmo.

No lugar de usar a ganache feita como recheio de algum bolo/biscoito preferi servir como trufas. E daí lembrei de uma versão do Jamie Oliver que incluía servir o doce em uma travessa com colheres para cada um servir a sua porção a sua maneira. A cara daqui de casa!

Na sugestão das fotos está apenas o chocolate em pó para envolver a trufa, mas vale usar o que quiser. Não aconselharia açúcar porque já é um doce muito doce (que frase horrível), mas castanhas trituradas são uma opção legal, principalmente pra quem não é fã da sensação do chocolate em pó na boca. E claro, tem sempre a possibilidade de usar o cacau puro. Aliás, se alguém aí encontrar com facilidade perto de casa e quiser me mandar um pacote de presente de natal… 😛

Trufas de Maracujá – original aqui

300g de chocolate ao leite
100ml de xarope de maracujá – receita aqui
chocolate em pó para enrolar

Esquente o xarope até começar a querer ferver, quando começam a aparecer aquelas micro bolhas na parede da panela. Despeje sobre o chocolate já picado e espere uns 2 minutinhos. Misture bem até derreter todo o chocolate.

Deixe esfriar em temperatura ambiente para não ficar duro demais. Sirva já enroladas e cobertas com o chocolate em pó, ou com colheres para cada um montar a sua.

Salvar

Xarope de maracujá + drink

Xarope é uma mistura muito doce, doce o suficiente para evitar, ou adiar, que tal mistura estrague. É também um ótimo jeito de conservar sabores, bastando adequar a técnica de como saborizar o xarope para cada tipo de sabor. Por isso mesmo eles também são ótimos para saborizar outras receitas! Hoje tem xarope de maracujá e uma dica de drink simplíssimo pra já aproveitar a obra prima de uma vez. Mas preocupa não que daqui a pouco aparece(m) outra(s) receita(s) com essa delícia!

Essa receita é meio que uma mistura de algumas dicas, mas a base é quase sempre a mesma: faça um xarope simples, adicione o maracujá, guarde. E é assim que a maioria dos xaropes são feitos mesmo, na dúvida essa é uma técnica com grandes chances de dar certo. No caso do maracujá no entanto alguns truques fazem diferença já que o ideal é preservar o frescor do sabor (esta rima não foi autorizada).

O primeiro truque é manter o maracujá o menor tempo no fogo possível, para que não fique com gosto de fruta cozida. A receita base original fala em 1 minuto mas eu subi para 2 pois as sementes ainda não tinham largado da polpa completamente. Esse minuto a mais não prejudicou o sabor mas não aconselho deixar mais tempo, melhor tirar a polpa no muque com uma peneira mesmo.

O segundo truque é o banho-maria invertido. Essa tigela com água mega gelada vai parar o cozimento muito mais rapidamente e garantir ainda mais frescor no resultado final. Esqueceu de fazer gelo? Tira a panela do fogo, e se for seguro pra sua panela, coloque-a diretamente no congelador por 30segundos. Retire e mexa vigorosamente por 1 minuto. Volte ao congelador por mais 30segundos e vá repetindo esse processo toda vida até esfriar tudo. Mas ó, pra você não precisar disso tudo:

Antes de começar a receita garanta que tem gelo em casa!!!

Xarope de Maracujá – original aqui

1 xícara de água
1 xícara de açúcar
1 1/2 xícara de polpa de maracujá*

*Pra medir apenas retire a polpa do maracujá, não precisa passar na peneira ainda

Primeiro prepare o banho-maria invertido: em uma vasilha onde caiba a panela que será usada coloque algumas pedras de gelo e um pouco de água. Não muito para não correr risco de transbordar para a panela do xarope. Reserve.

Em uma panelinha leve o açúcar e a água ao fogo alto. Mexa apenas para dissolver o açúcar. Quando começar a ferver conte 5 minutos e então adicione a polpa de maracujá.
Conte mais 2 minutos cozinhando em fogo alto. Desligue o fogo e transfira a panela para a vasilha do banho-maria invertido. Mexa com uma colher/espátula até que esfrie, a ideia aqui é parar o cozimento do xarope o mais rápido possível para manter o sabor fresco do maracujá. Nesse ponto você pode guardar a mistura com as sementes e aí é só transferir para uma garrafa com tampa e guardar na geladeira.

Se não quiser as sementes passe o xarope por uma peneira, essa etapa pode demorar um pouco mas não tenha pressa pra não desperdiçar produto. Com uma colher vá pressionando e raspando as sementes na peneira para retirar toda a polpa. Depois transfira para uma garrafa com tampa e guarde na geladeira.

Drink rapidinho e bobo:

uma taça cheia de gelo
1 dose de vodka
1/2 dose de xarope de maracujá

É só misturar tudo!

—————————————————-
Em 2014: Panacota de Amor em Pedaço

Salvar

Brownie de caneca – finalmente!

Eu tenho buscado (com várias tentativas) uma receita de brownie individual, nos moldes do bolo de caneca. Houveram algumas falhas (monumentais) no caminho….
mug erradoMas dessa vez foi um sucesso! A receita veio justamente de um brownie na caneca estrangeiro, mas eu ainda precisei adaptar um pouco pra ajustar ao meu paladar, e a oferta de ingredientes.
(Não é como se eu fosse gastar a poupança da vida em 1kg de óleo de coco pra usar uma colher de sopa…)
Adaptações feitas, ainda posso dizer que esse pode ser chamado de brownie-bolo já que alterando o tempo de micro-ondas ele vira um bolo de chocolate bem denso e escuro. O que não é uma coisa de ruim de forma alguma.
Duas coisas antes de receita:
1 – eu usei chocolate no lugar de cacau porque não encontro o bendito pra comprar por aqui, mas quem quiser usar cacau puro é só diminuir a quantidade na metade e dobrar o açúcar.
2 – usem o açúcar mascavo, ele é bem mais úmido que o açúcar branco (cristal ou refinado) e isso ajuda a não deixar o bolo seco. Se você não gosta do sabor dele não precisa se preocupar é tanto chocolate que esse é o único sabor que sobra.
brownie de caneca cozinharoman ptBrownie de Caneca – original aqui

4 colheres sopa de farinha de trigo*
4 colheres sopa de chocolate em pó 50%
4 colheres sopa de açúcar mascavo
1 pitada de sal
2 colheres sopa de óleo neutro
1 ovo grande
1 1/2 colher sopa de café passado forte**

*pra quem quiser mais “pudinzento” vale usar só 3 colheres
**pra quem não quer café e só trocar por água ou suco de fruta

Misture tudo em uma caneca alta, de uns 300ml pelo menos, até que fique homogêneo.
Leve ao microondas em potência média por 1:30min para uma consistência mais úmida ou por 2 minutos para uma consistência mais sequinha (mais bolo mesmo).

brownie de caneca cozinharoman pt2PS: tô achando essas fotos horrendas, mas fiquei tão feliz de ter finalmente conseguido a receita que quis deixa-la aqui antes do fim de ano…
Quem sabe mais pra frente ela ganha fotos melhores…

Palitinhos de Tomate

Palitinhos crocantes e alaranjados com gostinho de tomate e queijo, eis mais uma receita antiga na família.

Esses palitinhos de tomate tem uma história parecida com a do Amor em Pedaços: tinha muito tempo que eu ouvia minha mãe falar, mas nunca tinha provado. Essa receita acabou perdida durante um tempo, e eu já tava achando que nunca teria a chance de provar os tais palitinhos.

E eis que folheando um velho caderno de receitas, o mesmo de uma certa mousse, aparece numa letra bem familiar o título “Palitinhos de Tomate”! Não dei conta de esperar e no dia seguinte juntei os ingredientes pra experimentar. E ficou muito bom. O gosto lembra molho de tomate, mas beeem suave, e tem um fundo de queijo, graças ao parmesão na massa e na cobertura. E o formato palito contribui enormemente para o efeito pipoca.

Agora é só aproveitar o tempo de forno e correr na nossa tag Drink pra escolher o acompanhamento ideal pros seus palitinhos.

Palitinhos de Tomate

1 xícara de amido de milho
1 xícara de farinha de trigo
2 colheres chá de fermento químico
1 colher chá de sal
1/2 xícara de parmesão ralado*
50g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
cerca de 1/2 xícara de tomate passado na peneira**
1 clara para pincelar
parmesão ralado pra cobrir

* essa medida vale pro parmesão de verdade ralado em casa
** usei tomate pelado enlatado passado na peneira. Vale trocar por molho de tomate, também passado na peneira. Não vale extrato ou tomate in natura

Peneire os ingredientes secos em uma vasilha. Acrescente a manteiga e o queijo e misture com as pontas dos dedos pra fazer uma farofa. Vá acrescentando o tomate até formar uma massa lisa. Eu precisei de 2 colheres sopa a mais, mas isso varia de acordo com um monte de coisas. Quando conseguir uma massa homogênea enfarinhe a bancada e abra a massa com um rolo. Corte os palitinhos e transfira para uma assadeira untada ou forrada com tapete de silicone. Pincele os palitinhos com a clara e polvilhe parmesão ralado por cima. Leve ao forno a 200° até assarem completamente. Se os biscoitos não estiverem completamente crocantes não se preocupe, eles ficam mais durinhos depois de frios. Quando tirar do forno tire também da assadeira e espere esfriar completamente antes de mudar para um vidro fechado.

Salvar

Suco mega rosa

Aqui já apareceu um suco cítrico de morango com o tom bem rosinha… mas esse é mega rosa!

Eu já tinha ouvido falar de um tal “suco rosa” como alternativa fitness, aliado do suco verde e mais um mundo de coisas. A verdade é que não faço ideia dos benefícios desse suco. Vi a combinação beterraba e melancia e achei que ficaria gostoso e foi o bastante pra querer experimentar.
E fica uma delícia! Como a melancia tem muita água as vezes ela é o suficiente de líquido pro suco. E como a beterraba é bem docinha eu nem precisei usar açúcar. Pra quem tem o hábito de já ir adoçando todos os sucos, aconselho experimentar antes porque talvez você nem sinta falta.

Suco Mega Rosa

1 beterraba média crua
4 xícaras de melancia
Gelo a vontade
açúcar e água apenas se necessário

Bata tudo no liquidificador e prove antes de adoçar.

———————————
Em 2014: Pão Simples

Salvar

Pain au Levain – pão de fermento vivo

Já viram o fermento natural, vivo e lindo (nem tanto) que eu fiz? Corre no post de segunda pra dar uma olhada que ele é essencial pra esse Pain au Levain:

Essa é uma receita base creio eu, todo passo a passo que encontrei ensinando a fazer o Levain termina com esse pão. Mas já adianto que existem muitas outras, e também tem gente que adapta receitas que levariam fermento de padaria pra serem feitas com fermento vivo mesmo. A de hoje foi o primeiro teste e já achei um monte de coisas que mudaria, mas ainda assim achei que valia a pena contar aqui. Esse pão é bem mais “light” do que pães normais, já que é feito apenas com o fermento, farinha, água e um sal pra temperar. Mas ainda assim é um pão que sustenta, difícil de explicar, meio pesado sem ser pesado… E tem um gosto especial, com um azedinho lááá no fundo, bem cara de pão caseiro mesmo.
Numa próxima vez eu apenas prefiro deixar um tempo a mais no forno, pra deixar uma casquinha beem crocante! E não esqueceria de untar o tabuleiro também, facilita muito a vida quando o pão não gruda na forma….

Pain au Levain – original aqui

100g de fermento
200ml de água
300g de farinha*
1 pitada de sal

*É comum usar uma mistura de farinha branca e integral, eu usei 100g de integral para 200g de branca.

Misture todos os ingredientes e comece a sovar a massa. Simples assim.
Ou nem tanto. A receita original diz que a massa vai ficar muito mole, difícil de sovar e pedindo mais farinha (que você não deve acrescentar). A minha não ficou nada assim, na verdade ela custou a aceitar toda a farinha pedida na receita. Pra isso foi preciso um bom tempo de sova.
Se a sua massa ficar muito mole sove com cuidado e sem acrescentar mais farinha, isso faria o pão ficar pesado e duro em excesso.
Se a sua massa começar a ficar bem seca, como a minha, não adicione toda a farinha e uma vez. Adicione um pouco da farinha e sove até a massa ficar úmida novamente. Coloque mais um pouco de farinha na bancada e vá sovando até a massa incorporar totalmente e ficar úmida de novo. Se ainda assim a massa for ficando pesada não coloque toda a farinha. Melhor um pão menor que um pão duro demais.
Transfira para uma vasilha e cubra com um pano úmido. Deixe crescer por 6-8h em local protegido. Depois desse tempo troque o pano por um plástico filme e leve para a geladeira por no mínimo 12h.
Retire a massa da geladeira e espere cerca de 1h para que ela volte a temperatura ambiente. Formate o pão e não esqueça de fazer os cortes em cima, eles ajudam o pão a crescer (liberando o ar). E não esqueça de untar, enfarinha, colocar silplat na sua forma pra não grudar igual o meu….rs
Leve ao forno junto de uma vasilha, que não precisa ser muito grande(usei um ramequin), com água já quente. Essa água é importante pois é o vapor que vai garantir a casquinha crocante.

——————————
Em 2014: Bolinhos de Chuva recheados

Salvar

Meu primeiro levain – cultivando o próprio fermento

Numa contradição louca com o Soda Bread (mega rápido) resolvi investir uma semana inteira e cultivar meu próprio fermento! E parece que deu certo….

Não é a primeira vez que tento fazer o tal Levain, na verdade é a terceira e as duas primeiras foram desastres bem nojentos. Mas dessa vez a coisa foi pra frente e consegui minha mistura gosmenta pra morar na geladeira e um pão de verdade, não só comível mas gostoso! Certo, mas primeiro, o que é o Levain? É fermento biológico criado em casa, vivo mesmo. Com farinha, água, mel (nem sempre) e bastante paciência a gente consegue criar o chamado fermento vivo. Ele parece com isso aqui ó:

Essa massa é feita dos micro-organismos que vão fazer o pão crescer, e do alimento deles, a tal massa de farinha e água. Ficando num pote como esse, fechadinho, e na geladeira ele pode durar anos. Teoricamente tudo que precisa fazer é alimentar ele meio que uma vez por semana, e nessa de alimentar dá pra pegar uma parte e fazer pão! Teoricamente porque o meu ainda é neném de 1 semana de vida, mas mais pra frente vou dando notícias de como ele vai. (provavelmente já com nome e tudo pq é assim que acontece aqui em casa….)

Todo o processo de criação do fermento consiste em ir alimentando uma massa de farinha e água. Esperando a colônia de micro-organismos crescerem e realimentando. Tem horas que tem que jogar fora uma parte e dá uma dó danada, mas isso é necessário pra que a colônia possa continuar crescendo com força, tipo podar galho de árvore sabe?
A receita e o passo a passo vieram lá do Le Plat du Jour, mas acabaram sofrendo algumas mudanças. Aprendendo com os fracassos anteriores, eu dei mais importância a chegar na mesma consistência mostrada no vídeo do que em seguir as mesmas medidas. Acredito que isso varie bastante por conta do tipo de cada farinha usada. Por conta disso no passo a passo abaixo vão estar o que devia ser feito e o que eu fiz. Aconselho pra quem for fazer que tente seguir a instrução original, mas não se desespere se tiver que mudar um pouco.

Outro detalhe, todas as receitas que vi de Levain são feitas com balanças bem boas. A minha (mais velha que eu) não mede nada abaixo de 25g e mesmo assim sem muita confiança. Então olhei a embalagem da minha farinha quanto pesava uma xícara e fui fazendo regra de 3 pra converter os pesos e volumes. É só ter cuidado na conta que dá certo. Se a sua farinha não vem com esses dados uma medida mais comum é que uma xícara de farinha integral teria cerca de 120g.

Pra quem quiser outra fonte, o Luiz Américo Camargo autor do Pão Nosso também fez uma série de vídeos mostrando como fazer o levain. E embora eu tenha seguido a receita da Uiara sempre dava uma olhada nos vídeos dele pra ir comparando com meus resultados também.

2 PS’s:
1°- a farinha usada foi sempre integral, a água sempre filtrada (filtro de barro mesmo) e o mel sem marca, daqui da região.
2°- eu comecei a fazer o fermento a noite porque era o horário mais tranquilo; antes de escolher o melhor horário pra mexer no seu apenas atente para os últimos passos quando o tempo de descanso diminui um pouco.

Levain – original aqui

1° dia – Misture 50g de farinha com uma colher de chá de mel e 50ml de água em uma vasilha de cerâmica ou vidro. Cubra com um pano e deixe descansar 24h  –  Na minha medida foram 7 colheres de sopa de farinha, mas eu precisei de 100ml de água pra conseguir a consistência indicada no vídeo.


2° dia
– Apenas misture o fermento para oxigenar. Cubra com pano e deixe descansar mais 24h  –  Formou uma espécie de casquinha mas quando misturei deu pra ver que estava bem pegajoso e cheio de bolhas por baixo. Bolhas são sempre um bom sinal. Umedeci o pano pra evitar a casquinha.


3° dia
– Alimente com 30g de farinha, 30ml de água e meia colher chá de mel e misture bem antes de cobrir novamente com pano e deixar descansar mais 24h.  –  Usei 4 colheres sopa de farinha, 2 colheres sopa de água e a meia colher chá de mel. Havia formado uma superfície mais firme, sem casca, e bastante líquido por baixo. E muitas bolhas. Umedeci o pano novamente.


4° dia – Apensa misture bem para oxigenar e tampe com o pano. Deixe descansar mais 24h.  –  A mistura foi ficando cada vez mais homogênea, com menos casca se formando e cada vez mais bolhas. Continuei umedecendo o pano.


5° dia – Alimente com 50g de farinha e 30ml de água. Misture bem, cubra com pano e deixe descansar mais 24h.  –  A aparência era bem caronquenta, mas a consistência era bem mole. A massa ficou bem mais firme que todas as outras vezes. Como o tempo estava úmido não umedeci o pano dessa vez.

 

6° dia – Jogue fora metade da mistura (pois é…). Alimente o restante com 75g de farinha e 30ml de água. Cubra com plástico filme e deixe descansar mais 24h.  – A mistura agora ficou bem espumosa e mais mole do que antes. O cheiro era meio azedo mas nada muito forte. Misturei bem antes de jogar fora a metade. Usei 10 colheres de sopa de farinha, e precisei de 5ml de água a mais do que a receita falava.

 

7° dia – Separe apenas 100g da mistura. O resto pode ser descartado ou doado como “semente” pra quem quiser começar seu próprio fermento. Misture com 200ml de água e 300g de farinha. Cubra com plástico filme e deixe descansar por 8h.  –  Minha mistura ficou bem mais dura do que deveria segundo o vídeo. Mas quando misturei havia bolhas, sinal de vida ali no meio, então resolvi continuar. Pra conseguir uma consistência parecida com a indicada precisei usar 300ml de água e 250g de farinha.

 

8° dia – Depois de descansar 8h transfira para a geladeira e deixe algumas horas para diminuir a fermentação. Depois dessas horinhas de geladeira o fermento já pode ser usado para fazer o pão, ou pode ser guardado, na geladeira mesmo, em um pote fechado com tampa.  –  Deixei o meu dormindo apenas 4h na geladeira. A minha massa ficou mais seca do que a indicada. Retirei o que usei pra fazer o pão e o resto transferi para o vidro da foto pra morar na prateleira da geladeira.



Agora que esse já bateu o recorde de maior post da história do Cozinha… O pão fica para o próximo post. Não desanimem com a quantidade de passos, são todos bem simples e fáceis de reproduzir. Qualquer dúvida é só perguntar, aqui nos comentários, na fanpage, no instagram ou no twitter (eu sou bem encontrável…)

 

 

Salvar

Suco cítrico de morango

Bora misturar drink e drops de novo? Esse suco é tão bobo que não tem receita, mas fica tão gostoso que aconselho fortemente todo mundo a experimentar!
É só bater morangos com laranja. Não, não tem quantidades exatas. Eu comecei com uma xícara de morangos e fui colocando as laranjas aos poucos até ficar um gosto bom, mais ou menos umas 3. Pra quem preferir um suco mais doce vale acrescentar açúcar ou mel, mas o meu eu deixei sem e gostei.

Ah, e eu não espremi as laranjas! Pra deixar uma textura mais consistente eu descasquei e piquei, apenas tendo o cuidado de tirar as sementes antes de “jogar” no liquidificador. Vai por mim, fica bem melhor que laranja espremida e coada…

—————————
Em 2014: Doce de abacaxi

Salvar

Soda Bread – o pão para dias frios

Sabe aquela sensação de tirar o pão quentinho do forno, cortar uma fatia e passar manteiga? Agora acrescenta o fato de que não precisou ficar esperando crescer…

Já tinha ouvido falar algumas vezes nesse tal de Soda Bread, mas nunca tinha animado de experimentar. Isso até o céu resolver cair em forma de temporal bem no fim de semana que eu tava planejando fazer pão… Fui atrás de uma receita que não precisasse de deixar a massa crescendo em temperatura amena e aí lembrei do soda bread.
Esse pão tem esse nome porque leva bicarbonato de sódio (baking soda em inglês) no lugar do fermento. Isso mesmo, essa receita não leva fermento nem biológico nem de bolo. E por isso mesmo o pão não fica descansando antes de ir pro forno. É só sovar, modelar e pronto!

E também assa bem rapidinho. A quantidade da receita abaixo (metade da original) precisou de 20minutos de forno só. Mas também rendeu apenas um pãozinho pequeno, de uns 15cm de diâmetro. Se for fazer pra família toda recomendo pelo menos o dobro.
E também recomendo seguir o passo a passo da gambiarra pro forno pra garantir a massa crocante… 😉
Ah, milagrosamente não fiz nenhuma alteração nessa receita, apenas traduzi do inglês.

Soda Bread (pão com bicarbonato?!) – original aqui

210ml de buttermilk* –  também chamada de leitelho
2 xícaras de farinha de trigo – usei apenas branca
1 colher chá de bicarbonato
1/2 colher chá de sal

* para fazer o buttermilk misturei 190ml de leite desnatado com 20 ml de vinagre e deixei descansar por meia hora. Pode ser feito com leite integral, o desnatado é mais uma preferência minha.

Aqueça o forno a 200° e prepare as formas. Escolha duas formas de tamanho igual ou bem aproximado, unte e enfarinhe uma delas e reserve.
Em uma vasilha misture os ingredientes secos e vá acrescentando o buttermilk aos poucos. Quando a massa tiver virado uma bola grudenta vire em uma superfície enfarinhada e sove até ficar uma massa lisa e que não grude mais nas mãos. Formate um disco meio achatado e transfira para a forma enfarinhada. Com uma faca faça um corte m formato de cruz no meio da massa. Tampe com a segunda forma, virada de cabeça pra baixo. Isso vai garantir que nos primeiros minutos de forno o vapor da massa fique ao redor dela e é isso que vai garantir uma casquinha crocante no final.
Deixe no forno coberto assim por 15-20min, se for fazer receita dobrada deixe uns 30min. Depois desse tempo retire a forma de cima e deixe no forno até dourar ao seu gosto.

—————————
Em 2014: Pankoks, ou mini panquecas

Salvar

Bolo de chocolate (quase) sem gordura

Bolo de chocolate, simples, gostoso e fofinho, e inacreditavelmente sem nenhuma adição e gordura nos ingredientes…

Esse é, e não é, mais um simples bolo de chocolate. Desses pra tomar com café de manhã sabe? Sem recheios e coberturas, embora aceite bem, só aquela massa fofinha e farelenta de chocolate. O que eu achei o mais incrível foi o fato de a textura ficar tão boa sem a receita levar nenhuma gordura entre os ingredientes. Não dá pra dizer que é 0% de gordura porque sempre tem a gordura embutida dos outros ingredientes, é só ler os rótulos para achar. Mas essa receita não leva nem manteiga nem óleo, e o leite usado foi o desnatado que tem zero de gordura.

Aliás, essa foi uma mudança que eu fiz. No papelinho onde a receita tava anotada só falava leite, mas resolvi experimentar o desnatado e deu tudo certo! E sim, essa é mais uma receita que estava perdida em um papelinho sem nome de origem nem nada… E tio Google não ajudou muito também. Então já sabem né? Se essa receita é sua, ou se você sabe de onde vem, por favor me conta ali nos comentários pra eu poder dar os devidos créditos! (Tô querendo muito agradecer quem inventou essa…)

Bolo de chocolate (quase) sem gordura – original desconhecida

1/2 xícara de leite desnatado
1 colher sopa de limão
3 ovos
1 colher chá de fermento em pó
1 xícara de açúcar
1 xícara de chocolate em pó – 50%
1 1/2 xícara de farinha de trigo

Bata todos os ingredientes, menos o fermento, no liquidificador até ficar homogêneo. Acrescente o fermento e bata ligeiramente apenas para misturar.
Transfira para uma forma untada e enfarinhada* e leve ao forno a 200° até assar completamente.

*Quando vou desenformar o bolo e ele é de chocolate eu uso chocolate em pó no lugar da farinha para cobrir a forma, pra não ficar aquela camada branca feiosa…

 

Salvar