Torta de maçã com castanhas do Pará

Inverno me lembra tortas quentes, e a torta quente soberana pra mim é a de maçã:

Essa quase ia sendo a clássica da clássica, com recheio mega simples de maçã com açúcar, sem nem mesmo uma canela. Mas aí olhei pra um potinho com umas castanhas do Pará dando sopa na cozinha…

Elas não são essenciais pra que a torta dê certo, se não tiver nenhuma castanha em casa a torta de maçã simples é uma delícia também*. Mas elas fazem uma diferença quando adicionadas na massa! Eu piquei as castanhas com uma faca fazendo uma farinha grosseira, e elas praticamente sumiram na massa, deixando apenas o sabor e não mexendo muito na textura. Da próxima vez pretendo, e já deixo a dica aqui, deixar uns pedacinhos maiores de castanha pra poder senti-los na massa. Uma outra ideia é adicionar pedacinhos no recheio pra dar uma crocância a mais.

Uma última dica:aquelas maçãs argentinas lindas parecendo a da branca de neve tem gosto de isopor! Pra fazer esse tipo de prato as mais ácidas são sempre melhores pois ressaltam mais o sabor, então prefira gala, fuji ou as verdes.
E claro, não esqueça o sorvete pra acompanhar!

*se não for usar as castanhas aumente a farinha para 3 xícaras.

Torta de maçã com castanhas do Pará
serve uma torta de 40cm

Massa:
1/4 xícara de castanhas do Pará trituradas
2 3/4 xícaras de farinha de trigo
1 pitada de sal
100g de manteiga sem sal gelada
1 ovo
cerca de 10 colheres sopa de água bem gelada

Recheio:
6 maçãs – gala ou fuji
4 colheres sopa de suco de limão*
1 xícara de açúcar refinado
2 colheres sopa de amido de milho

*para um recheio mais ácido use um limão mais forte como o capeta, para um recheio menos ácido prefira um limão mais suave como o siciliano

Montagem:
gema
açúcar cristal

Para a massa misture a farinha com as castanhas e o sal. Corte a manteiga em cubinhos e misture com os secos, formando uma farofa. Não desmanche a manteiga totalmente, os pedacinho que ficam garantem a crocância.
Adicione o ovo e vá acrescentando a água aos poucos enquanto mistura. Talvez não precise de tudo antes da massa fica coesa. Embrulhe em filme plástico e leve à geladeira por pelo menos 1hora, a noite toda se quiser adiantar o serviço no dia anterior, ou o congelador se quiser guardar pra outro dia.

Enquanto a massa gela prepare o recheio:
Não é necessário descascar as maçãs porque no forno a casca fica bem macia, mas se você preferir descasque. Pique as maçãs em cubinhos e cubra com o suco de limão. Misture o açúcar com o amido de milho e cubra as maçãs com essa mistura.
Abra a massa em uma superfície levemente enfarinhada até que ela fique fina ao seu gosto. Cubra o fundo e as laterais da forma e pressione com os dedos para impedir que fiquem bolhas.

Adicione o recheio e cubra do jeito que preferir. Aí vale só cobrir com um disco de massa simples, com treliças de massa como eu fiz ou o que a imaginação mandar. Pra decoração também vale tudo. Apenas lembre de deixar rasgos, espaços ou furos na cobertura para que o vapor do recheio cozido possa sair e não destruir a torta. Volte a torta para a geladeira por mais 30min para firmar a massa novamente. Pincele a massa com gema e polvilhe com o açúcar cristal e leve ao forno a 230° até que doure.
Sirva ainda quentinha, de preferência com uma bola de sorvete.

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Em 2015: pãezinhos suecos

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Pão natural com fubá e bacon

Bacon! No pão caseiro! Agora que chamei a atenção do mundo, ó que bonito que ficou:

Essa receita é uma leve adaptação do meu pão natural de toda semana: além do bacon misturado na massa também coloquei um pouco de fubá no lugar da farinha. Existem pães feitos com diversas farinhas misturadas: trigo, arroz, milho, centeio, etc, etc… E tanto qual é farinha usada quanto a proporção de cada uma resulta numa textura diferente. Por isso tudo comecei colocando só um pouco de fubá, e a textura acabou ficando bem parecida com o pão feito totalmente com farinha branca. E o sabor mudou apenas ligeiramente também.

O bacon sim, fez toda a diferença! Usei um que já vem picado e é praticamente só carne, mas isso varia de acordo com o gosto. Só que independente do tipo escolhido tem que fritar, escorrer o excesso de gordura e deixar esfriar antes de colocar na massa. E é bom também não deixar o bacon queimar muito na panela, justamente porque ele ainda vai ao forno.

Por último, dessa vez testei 3 formas de assar: panela de pedra tampada, panela de alumínio tampada, forma de bolo inglês sem tampa. As panelas tampadas ajudam a formar uma casquinha mais crocante, mas tirando isso não vi nenhuma diferença entre os pães. E no dia seguinte quando a casca não estava mais crocante os 3 estavam bem parecidos. Então use o que tiver!

Pão natural com fubá e bacon

1 1/2 xícara de fermento natural (Levain)
1 xícara de água
Máximo de 3 xícaras de farinha de trigo
1 xícara de fubá
200g de bacon já frito e em cubinhos
1/2 colher chá de sal
azeite para untar

Misture o fermento e a água até dissolver bem. Acrescente o fubá e misture até incorporar totalmente. Então vá acrescentando a farinha e sovando a massa. Quando conseguir uma bola de massa lisa e elástica transfira para uma vasilha untada com azeite e deixe descansar por cerca de 2 horas.

Passado o tempo abra ligeiramente a massa e salpique o sal por cima. Vá sovando a massa novamente e acrescentando o bacon até que ele esteja distribuído por toda a massa e ela seja novamente uma bola elástica e lisa. Agora são duas possibilidades:
Para um pão mais denso e pesado: volte a massa para a vasilha, untada novamente com azeite, e deixe crescer por cerca de 4h. Então modele a massa e passe para uma panela ou forma untada e coberta com fubá, e cubra a massa levemente com fubá também. E leve a panela tampada ao forno a 250° até esteja cozido e dourado.

Para um pão mais aerado e leve: transfira a massa já para a panela/forma untada e com fubá e deixe crescer as mesmas 4h. Assim a massa não perderá as bolhas de ar formadas durante o crescimento. Passado o tempo cubra a massa levemente com fubá e leve ao forno, a panela também tampada, também a 250°.

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Bolo zebrado – drops

Sabe aqueles bolos listrados? Parecendo uma zebra? É facinho de fazer!
bolo zebradoEu achava que era bem complicado fazer esse tipo de bolo que já sai do forno todo decorado, mas a verdade é que é bem tranquilo. O truque é conseguir duas massas de consistências bem similares.

Você pode usar a mesma receita só colorida de duas cores diferentes, e aí é moleza porque é só dividir em duas e usar corantes alimentícios; ou também pode usar a mesma receita mas saborizada em duas diferente, por exemplo um bolo de baunilha saborizado com chocolate. Nesse caso é bom prestar atenção que acrescentando o chocolate em pó a consistência muda e aí tem que colocar mais líquido, e então a quantidade de massa no total aumenta. Tem que ter mais cuidado mas também é super possível de fazer.
A terceira alternativa é a que eu usei nesse das fotos: duas receitas diferentes com consistências similares. No caso eu usei 1/2 receita do bolo de chocolate dos deuses e 1 receita do bolo de laranja. Ambos são bem parecidos, tanto nos ingredientes quanto nas proporções.

Com as massas prontas aí é só ter paciência: coloque uma colherada de massa de chocolate no centro da forma toda. Logo em cima coloque uma colherada da massa de laranja, também ao longo de toda a forma. E vá repetindo, intercalando as massas, até usar tudo. Daí é só levar ao forno até dourar.
bolo zebrado———————————
Em 2015: canjica doce com amendoim

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Banana Flambada

Bananas flambadas! O que significa que: eu conseguir flambar!! Sem por fogo na casa toda!!!
banana flambada cozinharoman ptA receita é rapidinha, fácil e fica uma delícia. O tipo de coisa que é bom saber pra quando precisa/quer improvisar uma sobremesa em cima da hora.
Eu achei que nunca ia conseguir flambar alguma coisa já que de todas as tentativas ou eu nada pegou fogo ou eu fiquei com muito medo e desisti. Mas dessa vez foi bem tranquilo e deu tudo certo e o resultado ficou ótimo. Então essa receita passou na frente da fila de posts porque eu queria muuito contar como pode ser simples!

O truque que funcionou pra mim foi usar uma colher pra fazer o caldo pegar fogo e só então passar a colher pra frigideira e assim flambar todo o resto. Sem medo de derrubar tudo sobre a chama (já aconteceu), sem medo de um fogaréu no fogão. É sempre bom lembrar de alguns pontos importantes também: nada de dividir a atenção, se você vai flambar alguma coisa essa é a única coisa que você vai fazer no momento; e trate de tirar essa garrafa de conhaque de perto do fogão! Não queremos acidentes, certo?

A receita e o truque vieram do Panelinha (amor antigo) e eu adaptei minimamente quantidades e tempos. A única mudança grande é que a original usa rum e eu preferi conhaque. Aí cada um escolhe o seu favorito. Assim como os acompanhamentos, que aqui foram sorvete de flocos (o que tinha) e farofinha de amendoim (combinou muito bem).

E eu preciso confessar, eu não consigo olhar pra foto e não ver uma carinha com olhos de sorvete… Mas né, eu tava tão doida pra postar isso aqui que fotos mais sofisticadas ficarão para um futuro próximo… 😛

Bananas flambadas – original aqui

2 bananas cortadas ao meio
20g de manteiga sem sal
1 colher sopa de açúcar
suco de meia laranja – cerca de 4 colheres sopa
4 colheres sopa de conhaque

Em uma frigideira grande derreta a manteiga. Acrescente o açúcar e o suco de laranja e por cima as bananas. Deixe em fogo alto por uns 2 minutos, ou até as bananas estarem cozidas. Acrescente o conhaque e é hora de flambar. O jeito mais rápido é inclinar a frigideira sobre a chama do fogão até o líquido tocar a chama e tudo entro da frigideira pegar fogo; aí você volta a frigideira pro lugar e espera o fogo apagar. O jeito mais seguro é com uma colher (de cabo longo de preferência) você pegar um pouco do caldo da frigideira. Tirá-la do fogo e usar a colher pra colocar fogo no caldo, daí você volta a colher pra frigideira e então volta a frigideira pro lugar, e aí espera o fogo todo apagar.

Independente do método escolhido é bom lembrar de deixar a garrafa de conhaque bem longe do fogão, por segurança. Depois que o fogo apagar espere até a banana dourar e sirva imediatamente. De preferência com sorvete.

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Em 2015: Cookies com gotas de chocolate

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Rolinhos de amendoim (ou paçoca)

Sabe aqueles pãezinhos enrolados com canela? Agora imagina com amendoim!

Eu adoro um pão recheado, vide as tranças aqui do Cozinha. E gosto muito dos rolls, que são esses rocamboles de massa cortados em fatias grossas e muito bem recheados. A primeira vez que eles apareceram por aqui foram como Cinnamon Rolls sem canela, mas a verdade é que dá pra adaptar essa receita pra quase tudo! E hoje massa e recheio foram adaptados.

O recheio aproveitou a quantidade de amendoim que apareceu aqui em cada por conta do #CozinhaJunina, mas a verdade é que dá pra usar até paçoca esfarelada (ou não prensada se você usar essa receita). Já a massa foi adaptada pra receber tanto o fermento natural cultivado aqui em casa, quanto o iogurte natural daqui também. Mas isso não quer dizer que só da pra fazer com os dois viu? O iogurte natural pode ser aquele de potinho do supermercado numa boa, só é legal olhar o rótulo pra ter certeza que é iogurte e não leite com amido de milho. Pois é, existe esse tipo de bizarrice….

Já o fermento pode ser substituído pelo fermento biológico seco, aquele de pacotinho, e todas as mudanças no tempo de descanso e nas quantidades tão explicadinhas na receita abaixo. E se você quiser tentar fazer o fermento em casa também, tem o passo a passo aqui. 😉

Rolinhos de Amendoim

2 ovos
100g de fermento natural*
4 colheres sopa de óleo
1/2 xícara de água morna
1/2 xícara de iogurte natural
3/4 xícara de açúcar cristal
cerca de 4 xícaras de farinha de trigo**

* ou 1 colher sopa de fermento biológico seco
**se for usar o fermento seco vai precisar de menos farinha

3/4 xícara de amendoim torrado e triturado
1/2 xícara de açúcar refinado
30g de manteiga sem sal amolecida

1 gema + 1 colher sopa de café

Bata os ovos com o óleo até misturar. Acrescente o fermento, a água, o açúcar e o iogurte e misture bem. Vá acrescentando a farinha aos poucos e sovando a massa assim que possível. Quanto mais sovar a massa mais macia ela ficará depois. Quando conseguir uma bola lisa e coesa de massa deixe em uma vasilha enfarinha e coberta com um pano úmido, descansado por cerca de 2h. Se estiver usando o fermento seco pode reduzir esse tempo para apenas 30minutos.

Passado o tempo de descanso abra a massa em uma superfície enfarinhada até obter um retângulo de cerca de 0,5 de espessura. Pincele toda a superfície da massa com a manteiga e cubra com o amendoim e o açúcar. Enrole formando um rocambole e corte fatias grossas. Transfira os rolinhos, agora de pé, para a assadeira em que serão assados. Ela deve estar forrada com silicone ou untada e enfarinhada. Você pode deixá-los próximos para formar uma espécie de rosca, ou separados pra que fiquem individuais. Deixe descansar mais 40minutos (10min se for o fermento seco), e então pincele com 1 gema batida com o café. Se quiser também pode polvilhar mais um pouco de amendoim por cima de cada rolinho nesse momento. Leve ao forno a 200° até que dourem.

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Choconhaque

Choconhaque!! Aquela mistura linda de chocolate quente com conhaque que é pra aquecer ainda mais!
choconhaque cozinharoman ptEssa receita pode não ter muito segredo porque é só um chocolate quente acrescido de álcool; ou pode ter muuitos segredos porque cada um faz o chocolate do seu jeito né?
A de hoje é uma fórmula básica, fácil de lembrar e que resulta num chocolate mega cremoso, quase que um mingau pra beber! E é boa pra quem vai fazer em grandes quantidades já que

1 – as medidas são simples de multiplicar pra aumentar a receita
2 – são poucos ingredientes, o que facilita na hora de comprar e de preparar aquele caldeirão pra festa toda!

Também fica um pouquinho mais barato do que a nossa mistura básica de chocolate quente porque não leva leite em pó, nem chocolate em barra. Mas claro né, tá afim de acrescentar chocolate meio amargo pra ficar mais forte? Vai com fé que fica uma delícia!
Outra coisa que dá pra mudar é a quantidade de amido de milho, a receita indica 3 a 5 colheres porque é ele que vai determinar a textura final da bebida. Com 5 colheres fica beeem cremoso, dá até pra comer de colher! Eu prefiro assim, mas se você quiser uma coisa um pouco mais líquida é só colocar as 3 colheres apenas.

PS: nas fotos esse choconhaque foi servido com espuma de leite, feita em uma cafeteira semi-automática; se você não tiver uma disponível vale fazer a espuma manualmente (aprenda aqui) ou usar chantilly no lugar, fica uma delícia também! E claro, uma canela em pó pra compor…rs

Choconhaque

3-5 colheres sopa de amido de milho
5 colheres sopa de chocolate em pó
5 colheres sopa de açúcar
500ml de leite integral
100ml de conhaque
1 pedaço de canela – opcional

Misture todos os secos e acrescente o leite dissolvendo tudo. Junte a canela e leve ao fogo e quando engrossar acrescente o conhaque. Para um drink mais forte desligue assim que o conhaque se misturar ao chocolate. Para um drink mais suave deixe ferver depois de acrescentar o conhaque.

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Em 2015: Torta de chocolate da Minny

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Caldo de Abóbora com pipoca

Hoje tem caldo de abóbora com acompanhamento especial no Cozinha!

Caldo normalmente não tem muito segredo né? Sopinha cremosa, bem quentinha, boa pra noites frias… Nas festas juninas é bem comum a gente encontrar cumbucas de caldo de feijão, caldo verde, canjiquinha amarela, mas o de hoje quase nunca. O que é uma pena porque ele é uma ótima opção, muito fácil de fazer, e que pode ou não levar carne.
Falo isso porque quem quiser pode acrescentar carne seca desfiada ou mesmo pedacinhos de linguiça que combinam muito bem com a abóbora. Mas pra quem não quiser colocar carne, o caldo sozinho já é uma delícia: levemente adocicado pela abóbora mas com uma picância bem suave por conta do gengibre e da páprica.

E pra compartilhar dicas boas o acompanhamento desse caldo é ligeiramente inusitado: pipoca! Ela entra no lugar dos torresmos ou os countrons que acrescentam textura aos caldos. Como o de hoje já é bem temperado eu deixei usei uma pipoca simples, só com sal mesmo. Mas uma opção é combinar os temperos dos dois, por exemplo fazendo um caldo mais perfumado e deixando a páprica para a pipoca. Por aqui já apareceu dica pra deixar a pipoca bem temperada, lembram?

Caldo de abóbora com pipoca

1 cebola média
6 xícaras de abóbora descascada em cubos*
2 xícaras de batata inglesa descascada em cubos
2 xícaras de água quente
azeite
Sal
Páprica doce
Gengibre em pó
Pipoca a vontade pra servir

*vale a abóbora da sua preferência, nesse aqui usei a abóbora de pescoço

Pique a cebola em cubinhos e leve para uma panela grande com o azeite. Quando a cebola estiver dourada junte os cubos de abóbora e batata e refogue rapidamente. Acrescente a água já quente e deixe cozinhar até que tudo esteja bem macio. Bata essa “sopa” no liquidificador, ou no processador, até ficar um creme bem liso. Volte para a panela e tempere com o sal, a páprica doce e o gengibre em pó. Deixe reduzir até adquirir a consistência desejada e acerte o tempero. Sirva com a pipoca.

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Em 2015: Pão de batata baroa

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Bolo de paçoca

Bolo de Paçoca! Gourmetização ou uma boa opção pra aniversários juninos?

A verdade é que é um pouco dos dois. O bolo de paçoca apareceu nessa onda de gourmetizações e receitas com novos formatos e novas misturas. Mas nada disso impede que algumas dessas receitas sejam boas ideias, e esse é o caso desse tal Bolo de Paçoca.

A maioria das receitas que vejo são bolos simples ou de amendoim cobertos com doce de leite e paçoca esfarelada. Só que pra mim pra chamar bolo de paçoca tem que ter paçoca na massa. E esse tem! A massa eu encontrei lá no ICKFD, e de cara já peguei confiança, não só pelo site que eu realmente confio, mas porque ela lembra muito a receita de bolo de fubá daqui de casa, que eu adoro. Fiz apenas duas pequenas mudanças:

-a quantidade de manteiga, que eu nem tenho certeza se mudei ou não porque nunca tenho certeza da conversão colheres/gramas
-e a paçoca que eu usei a minha caseira mesmo, e como ia esfarelar pra usar no bolo nem prensei, apenas misturei os ingredientes. Vão por mim, o gosto é o mesmo e sai bem mais em conta. Como usei a caseira coloquei a medida em colheres de sopa dela não prensada, mas se for usar a comprada pronta a receita original pede 5 paçocas.

Pra cobertura eu não queria usar o doce de leite puro, com medo de ficar muito enjoativo, então usei o mesmo truque do bolo de 1 ano do Cozinha: misturei um pouco de creme de leite. Mas atenção que tem que ser sem soro pro creme não ficar muito mole e tudo desmoronar! Quanto mais mole mais chances do seu bolo ficar meio torto, meio descambando pro lado. (se seu bolo for ficar exposto vale usar gelatina, no link do aniversário tem as medidas direitinho)

Mais uma dica: se quiser que o bolo fique parecendo mesmo uma paçoca de rolha gigante aperte ligeiramente a paçoca esfarelada sobre a cobertura, assim a textura fica mais parecida.

Bolo de Paçoca

Massa – original aqui

2 ovos grandes
3/4 xícara de açúcar refinado
50g de manteiga
2 colheres chá de essência de baunilha
2 xícaras de chá de farinha de trigo
1 xícara de chá de leite integral
2 colheres chá de fermento em pó
10 colheres sopa de paçoca não prensada – essa aqui

Bata os ovos com o açúcar até formar um creme fofo. Adicione a manteiga e a baunilha e bata até ficar homogêneo. Vá acrescentando a farinha e o leite, intercalando um pouco de cada um, até incorporar tudo. Por fim adicione o fermento e a paçoca e misture tudo. Asse em duas formas untadas e com fundo protegido com papel manteiga untado e em forno aquecido a 180°. Caso não vá desenformar o bolo ignore o papel manteiga.

Recheio e cobertura:

500g de doce de leite
cerca de 4 colheres sopa de creme de leite sem soro
1 receita de paçoca não prensada – essa mesma daqui

Misture o doce de leite com o creme de leite aos poucos, use o creme de leite pra dosar a textura do recheio. Reserve a paçoca pra cobrir o bolo.

Montagem:

Nivele ambos os bolos e corte cada um no meio. Molhe cada disco de bolo com o que quiser, eu usei xarope simples de açúcar. Empilhe os bolos intercalando com camadas do creme de doce de leite, mas não faça camadas muito grossas de recheio pra não ficar muito instável. Cubra tudo com uma camada fina de creme e leve para a geladeira por algumas horas, ou congelador por 1h. Cubra decentemente agora, com uma camada mais generosa de creme e depois cubra tudo com a paçoca triturada. Pra minimizar a bagunça eu coloquei o prato do bolo dentro de uma assadeira grande na hora de cobrir com a paçoca.

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Pipoca temperada – drops

Petisco mais comum do mundo em festas juninas, o drops de hoje é pipoca! Mas com dica especial!

Pipoca não tem muito segredo né? Milho e uma gordura na panela quente e pronto. Só que eu sempre tive um problema: várias pipocas sem sal e um punhado de sal caído no fundo da vasilha. Não sei o que sempre fiz de errado, mas a vida inteira tive problema com sal não grudando na pipoca. E aí descobri o truque do drops de hoje! E pronto, tempero grudadinho na pipoca! E quer data melhor que São João pra ensinar por aqui?

Eu não mudei praticamente nada da ideia original (que veio lá do Panelinha), só a quantidade de temperos. Esse é um ponto importante, como o tempero gruda mesmo não dá pra exagerar pra não ficar salgada (ou picante) demais. As quantidades abaixo e os temperos anotados são apenas sugestões, para uma pipoca levemente picante. Mas dá pra usar seus temperos favoritos ou apenas sal mesmo.

Pipoca temperada – original aqui

1/2 xícara de milho pra pipoca
1 colher sopa de óleo
25g de manteiga sem sal
1/2 colher chá de sal
1/4 colher chá de páprica picante
1/4 colher chá de curry

Estoure o milho de pipoca no óleo e transfira para uma vasilha grande.
Derreta a manteiga e misture os temperos. Derrame a manteiga temperada sobre a pipoca espalhando bem e misture até todas as pipocas estarem temperadas. Sirva em seguida.

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Em 2015: Bolo de maçã com aveia

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Arroz doce com chocolate e laranja

Hoje tem o arroz doce que é super tradicional, mas com um toque diferente: chocolate branco!

O arroz doce já é aquele doce reconfortante, mas o chocolate dá toda riqueza na textura que faz muita diferença! Eu sei que riqueza na textura parece muita firula prum doce, mas é isso mesmo, com o chocolate ele fica bem mais aveludado. Fora que dá pra sentir o sabor do chocolate, então use seu favorito!

A casca de laranja também dá um perfume que, pra mim, sempre combina bem com o chocolate. Se você não é muito fã do perfume da laranja (se for o caso se apresente por favor) dá pra substituir pela tradicional canela, fica gostoso também, prometo. Em ambos os casos dá pra dosar o quão forte você quer o sabor, retirando a casca (de laranja ou canela) antes do doce ficar pronto, ou deixando mais tempo. É só ir provando pra ver quando é a hora de tirar.

Por último, o ponto. Esse doce precisa ficar um pouco mais mole do que o arroz doce tradicional. É que o tradicional já endurece bastante na hora que esfria, com o chocolate ele endurece ainda mais. Então, pra manter a textura de doce depois que sair da panela, é bom ele estar parecendo um mingau quando desligar o fogo. Nas fotos dá pra perceber a diferença, é que ele foi da panela pro prato ser fotografado!

Arroz doce com chocolate e laranja

1/2 xícara de arroz japonês*
2 xícaras de água
2 xícaras de leite gordo**
3/4 xícara de açúcar cristal
casca de 1/4 de laranja
100g de chocolate branco

* o arroz pra culinária japonês fica mais macio, se for usar o agulha comum use mais água para garantir o cozimento
**se você só encontrar o leite de caixinha não tem problema, mas não use desnatado pra não ficar aguado

Em uma panela alta cozinhe o arroz na água até ficar beeem macio. Quando o arroz estiver macio e a água secando acrescente o leite, o açúcar e a casca de laranja. Deixe cozinhando em fogo baixo, até começar a engrossar, mexendo de vez em quando pra não grudar no fundo.  Quando o doce não estiver mais líquido baixe o fogo e acrescente o chocolate, já picado. Assim que o chocolate derreter desligue o fogo.

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Em 2015: Verrine Bicolor

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