Quindim coletivo, ou Mini Quindão

Quindim! Eu amo! Seja na porção individual ou assado na forma grande pra família toda, seja como sobremesa ou um agrado no meio da tarde, o quindim está entre meus doces favoritos da vida.
quindão

Embora a versão mais conhecida seja a porção individual, servida na forminha de papel, existem muitas receitas de quindão: versão assada inteira na forma de pudim. Essa é uma dessas, só que pequena. É maior que um quindim individual, então serve toda a família. Mas não consigo chamar esse quindim de quindão porque vamos combinar: não é tão grande assim…

Aqui pra casa, com pouca gente, foi na medida. Eu só teria feito numa forma um pouquinho menor (menos de 20cm) pra ele não ficar tão baixinho. Mas se por aí a família for grande não hesite em dobrar a receita; o resultado vai ser quindim pra todo mundo!

Agora os detalhes da receita. Eu achei que ficou cinzento demais e amarelo de menos. Isso tem dois culpados: ovos e coco.

Os ovos que usei não eram caipiras e, portanto, não tinham gemas tão amarelinhas assim. Sempre que puder escolha ovos de galinhas de fundo de quintal: melhor pras galinhas, pro mundo e pro seu quindim. Mas se não tiver não precisa deixar a receita de lado, ela fica gostosa mesmo não sendo tão amarela.

O coco já altera sabor e textura além da aparência. A cor mais acinzentada é por conta da casca do coco. Eu usei coco ralado em casa e não descasquei, então aquela partezinha marrom acabou escurecendo o quindim. Além disso ele ficou um pouco maior que o coco ralado industrializado. E além disso a camada de coco ficou bem generosa, mais que nos quindins de padaria. Conclusão: use coco sem casca pra cor ficar mais bonita. Se não gosta muito de mastigar o coco rale bem fino ou use industrializado. E, se não gosta de uma camada muito grossa de coco, diminua a quantidade da receita abaixo para apenas 1/2 xícara.
quindim

Por último, não faço ideia de onde essa receita veio… Se você souber, ou se ela for sua, por favor deixe nos comentários para que eu possa dar os devidos créditos!

Quindim coletivo, ou Mini Quindão

1 xícara de açúcar + 1 xícara de água
25g de manteiga sem sal
1 colher chá de essência de baunilha
3 ovos
3 gemas
1 xícara de coco ralado*
manteiga e açúcar cristal para a forma

* Pra todos os detalhes sobre o coco é só ler o textão ali de cima 😉

Comece preparando a forma e o banho-maria: Unte uma forma de pudim pequeno com manteiga e cubra com açúcar cristal. Para o banho maria escolha um refratário que tenha pelo menos mais da metade da altura da forma e no qual ela caiba. Encha até metade com água e deixe aquecendo no forno a 180°.

Caso você tenha excelência em preparar caldas secas ignore a água da receita e faça uma calda ponto fio grosso com o açúcar. Esse infelizmente não é meu caso. Caso não seja o seu também siga em frente:
Leve açúcar e água ao fogo e deixe ferver até que as bolhas da superfície comecem a ficar mais lentas e a calda engrosse. Para ver o ponto exato molhe a colher na calda e a erga: A calda deve escorrer da colher e na última gota formar um fio consistente.
Tire a calda do fogo e acrescente a manteiga e a baunilha. Misture bem, mesmo depois que a manteiga já estiver toda dissolvida, continue mexendo rapidamente.

Quando essa mistura não estiver mais borbulhando de quente comece a acrescentar os ovos e as gemas. Adicione um de cada vez e sempre batendo a mistura para impedir que virem ovos mexidos.
Quando estiver homogêneo acrescente o coco e misture bem. Transfira para a forma já preparada e cubra com papel alumínio. Leve ao banho maria por cerca de 40min, ou até que você note que cozinhou. Basta sacudir a forma (com muito cuidado pra não derramar água quente em você) e ver se não está mais líquido.
Deixe esfriar e leve para a geladeira por pelo menos umas 2h antes de desenformar.
fatia de quindim

——————————
Em 2015: Daiquiri da casa

Salvar

Salvar

Black Russian versus White Russian

White Russian, a primeira vez que ouvi falar nele foi em O Grande Lebowski. E Black Russian, a primeira vez que vi esse drink foi quando pesquisava sobre o primeiro.
White Russian e Black Russian

Nem um poucos russos, esses drinks recebem esses nomes devido a Vodka ser o principal ingrediente alcoólico. O Kahlúa, que eu uso caseiro, acrescenta o sabor. E agora, acredite em mim, porque eu tenho muita resistência com café que não seja com sorvete. Mas o Black Russian  parece café gelado, e isso é muito bom. Mesmo!

O White Russian parece café com leite gelado. E de novo, isso é muito bom! Eu sei que parece que não. E eu tenho dificuldade pra explicar. Mas basta encontrar o equilíbrio da vodka e pronto, fica uma delícia. Agora, esse equilíbrio vai variar de pessoa pra pessoa.

A(O?) IBA (associação internacional de bartenders) diz que ambos são feitos com 5 partes de vodka pra 2 de Kahlúa. Vodka demais pra mim. Eu gosto de uma parte de cada. Também fez sucesso por aqui 2 partes de vodka para uma do licor. Mas aí é contigo. Comece com 1 pra 1 e vá provando e alterando conforme o seu gosto.

Dica: o creme de leite fresco costuma ser mais denso que o e caixinha, pense nisso na hora de escolher.

Dica extra lá do Dr. Drinks: Se ainda assim achar o creme e caixinha muito grosso, vale misturar com um pouco de leite, para diluir, antes de acrescentar no drink.
White Russian e Black Russian

Black Russian

1 dose de Kahlúa – receita aqui
1-2 doses de Vodka
Gelo

Encha um copo de gelo, cubra com a vodka e então com o licor Kahlúa, assim a vodka não fica flutuando acima do licor. Misture na hora de beber.

White Russian

1 Black Russian
2 colheres de creme de leite

Sirva o Black Russian e então complete com o creme de leite. Misture aos poucos na hora de beber.

——————————
Em 2015: Bolo de Capim Limão
Em 2016: Leite Frito

Salvar

Salvar

Salvar

Scones de chocolate, triplamente de chocolate

Scones de chocolate! Mas o que seriam scones? Eles são uma espécie de bolinho inglês. Típico de certos chás, por lá são o que ele chamam de quick bread (pão rápido). Isso porque a massa lembra a de pão, mas ele é feito com fermento em pó; aquele que a gente usa pra bolo. Normalmente eles não são muito doces, e esse segue a regra, e podem ser cobertos com uma calda simples. Só que esse ganha uma cobertura de chocolate que pode ficar bem docinha se você usar chocolate ao leite! Então dá pra agradar paladares variados sem problema.
scones de chocolate

Não mudei muita coisa da receita original, apenas coisas que não atrapalhassem nem a receita, nem minha rotina. Na falta de cacau puro usei o chocolate em pó 50% de sempre, mas tem medidas pra ambas as opções na receita abaixo. As gotas de chocolate viraram chocolate picado, e funcionou bem já que ele não fica muito aparente no resultado final. Tanto esse chocolate quanto o da cobertura deveriam ser meio amargos. Mas ainda na ideia de aproveitar o que tinha na despensa usei um blend (misturado de ao leite e meio amargo) e deu tudo certo.

O que aprendemos com isso? Se quiser scones de chocolate mais doces use chocolate ao leite. Se quiser scones de chocolate menos doces use meio amargo. E assim todo mundo fica feliz, cada pessoa com seu scone do jeito que preferir. O mesmo vale pra cobertura. Dá pra fazer sem, com mais creme pra ficar mais macia ou menos creme pra ficar durinha quando secar; adapte ao seu gosto.
scones de chocolate

Um último detalhe: não se assuste com a farinha integral. Nem dá pra notar ela ali. Sério. Acredita em mim. Se não tiver e quiser fazer assim mesmo não tem problema é só trocar por farinha branca. E ficar de olho na quantidade de leite; talvez você vá precisar de menos. Mas olha, se for possível, faz um esforço vai… A farinha integral realmente não muda nem gosto nem textura, e é um jeito de ingerir mais fibras, né?

Scones de chocolate – original aqui

2 xícaras de farinha de trigo branca
2/3 xícara de farinha de trigo integral – usei fina
2/3 xícara de chocolate em pó*
1 colher chá de café instantâneo
4 colheres sopa de açúcar refinado
1 colher sopa de fermento em pó
1/2 colher sopa de bicarbonato
3/4 colher chá de sal**
75g de manteiga sem sal em cubos
1 1/2 xícara de chocolate picado ou em gotas
1 colher chá de baunilha
1 ovo grande
cerca de 3/4 xícara de leite

*se for usar cacau é metade dessa quantidade de cacau e metade de açúcar, além do restante do açúcar na receita.
**essa quantidade deixa um leve salgadinho no sabor final. Se não gostar desse detalhe use apenas 1/4 de colher de chá

Cobertura:
125g de chocolate
3-4 colheres sopa de creme de leite

Junte todos os ingrediente secos em uma vasilha e misture bem. Junte a manteiga e amasse com um garfo, como se fosse fazer a massa de uma torta. A manteiga não precisa sumir completamente. Junte o chocolate e misture até estar todo coberto pela mistura seca.

Em outra vasilha misture os demais ingredientes. Acrescente na primeira vasilha e misture tudo bem. A massa fica mais mole do que massa de pão e mais firme do que massa de bolo. Parece massa de pão de queijo: dá pra modelar mas é molenga e gruda nas mãos.

Aqueça o forno a 200°. Prepare uma assadeira com papel manteiga untado e coberto com chocolate em pó (ou cacau). Divida a massa em duas e forme dois discos de 2cm de altura na assadeira. Divida cada disco em 6 partes, como uma pizza. Se a faca estiver grudando muito passe ela no chocolate ou na farinha entre cada corte. Leve para assar até que o palito saia limpo, mas lembra que tem uns pedaços de chocolate que podem sujar ele…

Espere os scones amornarem enquanto faz a cobertura: Junte o chocolate e o creme em uma panelinha e leve ao fogo baixo, mexendo até que fique homogêneo. Separe os scones e espalhe a cobertura sobre eles. Se quiser uma firula salpique umas miçangas coloridas.
Scone de chocolate mordido

———————————
Em 2015: Peras quase Belle Helene

Salvar

Salvar

Salvar

Salvar

Salvar

Gnudi simples, ou nhoque de ricota

Gnudi, quem conhece? Gnudi é uma corruptela de nudi, nu em italiano, porque esse prato pode ser considerado um ravióli pelado. Ou seja, apenas o recheio, nu, sem a cobertura da massa. Ele também pode ser chamado de nhoque de ricota por motivos de tudo quanto é bolinha cozida = nhoque.
Gnudi de ricota com molho de tomate

A maioria das receitas de Gnudi que encontrei são de ricota com espinafre, e eu imagino que seja uma combinação muito boa. Só que eu não tinha espinafre à mão, e achei essa sem espinafre. E fica muito bom também viu! Então pra quem não é fã de espinafre, fique a vontade que dá pra fazer sem. Também dá pra colocar outras ervas, como cebolinha ou manjericão para dar mais um camada de sabor.

O bom da comida salgada é que dá pra inventar na hora dos temperos!

E nessa de inventar eu acabo modificando um pouco a receita né? Mas essa nem precisou muito. Eu tive que acrescentar sal, talvez porque o meu parmesão não fosse tão salgado. E é sempre bom lembrar: quando cozinhando com queijos salgados, como o parmesão, coloque o sal apenas depois do queijo e prove antes.

E também não precisei drenar a ricota. A receita original pede que a ricota seja drenada por um bom tempo, mas a minha não soltou nenhuma gota de soro. Acho que isso vai depender do tipo de ricota usada. O nome do queijo pode ser o mesmo, mas o país de origem influencia muito; e aqui no Brasil as ricotas costumam ser mais secas mesmo.
Se quando amassar a sua começar a soltar muito líquido, transfira para o escorredor de macarrão e deixe na geladeira, com um prato embaixo, por cerca de 30min. E daí siga com a receita normalmente.

Por último: o molho! Eu usei molho de tomate caseiro, mas você também pode servir com manteiga e sálvia, como sugerido no original, ou o molho que preferir. Até sem molho, e aí vira um ótimo petisco.

Gnudi Simples – original aqui

350g de ricota
25g parmesão ralado
1 gema
noz moscada a vontade
sal a vontade
farinha de trigo suficiente para empanar

Amasse a ricota o mais fino que conseguir, se preferir passe pelo processador. Misture a ricota com o parmesão, a gema e a noz moscada. Quando a mistura estiver homogênea prove e acerte o sal. Leve a massa para a geladeira por pelo menos 30min, para ficar mais fácil modelar.
Faça bolinhas com a massa e passe cada uma em farinha de trigo. Transfira cada bolinha para uma assadeira/travessa enfarinhada, cubra com papel manteiga e leve para a geladeira por 24h.
Na hora de servir é só passar cada um por água fervente. Depois que boiarem conte uns 30segundos (não precisa ser exato, é só dar um tempinho) e retire. Sirva com molho de tomate e ervas ou o da sua preferência.

———————————
Em 2015: Vitamina de morango com coco

 

Salvar

Salvar

Salvar

Torta vulcânica da Simone Izumi, finalmente!

Torta Vulcânica de chocolate da Simone Izumi, essa receita tá anotada no meu caderno tem uma pá de anos já! E finalmente eu fiz! E eu me arrependo muito, mas muito mesmo, de não ter feito antes.

(não cometa o mesmo erro que eu, termine de ler esse texto e vá separar os ingredientes)

E antes que o nome te engane, como me enganou: ela não fica molinha por dentro, como um petit gâteau. Ela até parece um vulcãozinho (torta vulcânica né), mas a cobertura vira uma casquinha crocante.
torta vulcânica de chocolate

A massa é daquelas crocantes, não muito doces, com o sabor do chocolate equilibrado pelo do café. Aliás, única provável mudança que fiz na receita: na original está escrito colher de sobremesa de café expresso, eu usei o solúvel que tinha na despensa e medi com colheres de chá padrão. Mas vamos combinar que isso nem altera a receita num nível perceptível né?

O recheio cremoso de chocolate, e a incrível cobertura de Ovomaltine continuam as mesmas e não tem porque mexer. Aliás, não mexa. Eu fiquei tentada a usar mais Ovomaltine na cobertura, porque, sim, sou gulosa. Então testei em metade da torta. Não rola, a casquinha fica mais espessa do que o agradável e ainda fica mais difícil de partir. Fique com a meia xícara da receita abaixo, vai formar uma casquinha fina na medida pra acrescentar crocância a torta.
torta vulcânica de chocolate

Torta Vulcânica de chocolate – original aqui

2 xícaras de farinha de trigo
3 colheres sopa de açúcar refinado
3 colheres sopa de chocolate 50%*
2 colheres chá de café solúvel
150g de manteiga sem sal gelada em cubos
um pingo de água gelada

Misture a farinha com o açúcar, o café e o chocolate. Junte a manteiga e  trabalhe a massa com as pontas dos dedos. Sabe o gesto de contar dinheiro? Esse mesmo.
Quando a massa estiver parecendo uma areia molhada acrescente água gelada aos poucos, uma colher de cada vez, e vá apertando até formar uma massa coesa.
Forre uma forma de torta com cerca de 22cm apertando a massa com os dedos ou um copo. Fure o fundo da massa e leve ao forno, já aquecido a 180°, por cerca de 25min, ou até que seque.
Pode ser que a massa infle no forno, mas ela costuma murchar depois. Caso isso não aconteça fure novamente com um garfo que ela murcha.

100g de manteiga sem sal
150g de chocolate*
1 xícara de açúcar
1 1/2 colher sopa de mel
1 pitada de sal
4 ovos
1/2 xícara de leite
1/2 xícara de ovomaltine

Derreta a manteiga com o chocolate e reserve para amornar. Bata os ovos com o leite, o açúcar, o sal e o mel até que espumem. Junte a manteiga com o chocolate enquanto continua batendo essa mistura. Quando estiver homogênea transfira para a forma com a massa assada.
Cubra com o ovomaltine; resista a tentação de colocar mais ovomaltine, essa quantidade é o suficiente, acredite. Leve ao forno, também aquecido a 180°, por cerca de 40min, ou até que o recheio não esteja mais líquido. Desenforme e sirva apenas gelada.
torta vulcânica de chocolate

——————————
Em 2016: Bolo de Iogurte

Salvar

Salvar

Salvar

Muffins de limão com sementes de papoula

Muffins de limão com sementes de papoula! E não, essa receita não é a mesma do bolo de limão com sementes de papoula.
Muffins de limão com sementes de papoula

Já eu pra perceber que essa combinação é famosa né? E a fama toda é justificada pelo equilíbrio dos sabores. As sementes de papoula tem o sabor muito suave e um bolo com sabor muito forte poderia acabar apagando as coitadas do resultado final. É claro que dá pra fazer um bolo de limão mega ácido cujo sabor vai apagar todo o resto, mas normalmente essa não é a intenção né? Um leve aroma de limão já costuma deixar o bolo uma delícia, e sem brigar com os outros ingredientes.

Então o que esses muffins de limão tem de especial? Eles levam fubá!!! Eu tenho certa dificuldade em imaginar o fubá fora do angu ou da broa, mas foi uma surpresa muito boa. Ele dá mais sustância pra massa e não interfere no sabor (ponto pra ele). Ou seja, se você quer é fazer um bolinho fofinho, aconselho o bolo de limão dividido em forminhas de cupcake. O muffin de hoje é pra quem quer se alimentar com ele. Sabe quando a gente tá com pressa de manhã? Pega uma fruta, pega um muffin e pronto; dá até pra transformar num café em trânsito.

(confesso que ele também ficou ótimo pro lanche da tarde da preguiça)

Mudanças na receita? Dessa vez só o limão. A original é feita com limão siciliano como é costume em receitas estrangeiras. E eu fiz com o limão Taiti, como é costume aqui em casa. Dá certo, e fica gostoso. Mas sinta-se livre pra usar o seu favorito.
Muffins de limão com sementes de papoula

Muffins de limão com sementes de papoula – original aqui

2 xícaras de farinha de trigo
1 xícara de açúcar
5 colheres sopa de fubá
raspas de 1 limão
3 colheres sopa de semente de papoula
2 colheres chá de fermento em pó
1/2 colher chá de sal
2 ovos
75g de manteiga sem sal
1 colher chá de essência de baunilha
1 colher chá de extrato de limão*
3/4 xícara de leite
1/4 xícara de suco de limão

Glacê:
1 xícara de açúcar de confeiteiro
1 colher sopa de limão
2 colheres sopa de leite

* Não é essencial pra receita, mas se quiser dá pra fazer o extrato em casa mesmo: junta raspas de limão e vodka num vidrinho fechado e guarda num armário escuro por umas 2 semanas pelo menos. Pronto, extrato de limão feito.

Derreta a manteiga e reserve para amornar.
Misture, em uma vasilha, a farinha, o açúcar, o fubá, as raspas de limão, as sementes de papoula, o fermento e o sal. Adicione os demais ingredientes e misture tudo até ficar homogêneo.
Divida a massa em 12 forminhas de cupcake e leve para assar em forno aquecido a 200º até que dourem.
Depois de frio cubra com o glacê e, se quiser, decore com mais alguma sementes de papoula.

Salvar

Salvar

Pão de chocolate, simples assim

Pão de chocolate que não é um pão recheado com chocolate, não é um pão coberto com chocolate, não é um pseudo-panetone pão com gotas de chocolate. É a massa do pão que é de chocolate mesmo!!
pão de chocolate, trançado com 4 pontas

A receita é minha, fruto de um monte de testes que tenho feito com o fermento natural, e o resultado me surpreendeu bastante. A ideia veio de um pão de chocolate comprado em padaria que só tinha chocolate na cor e no nome. Sabor de nada. Fiquei pensando se não daria pra fazer um pão que realmente tivesse sabor de chocolate. O resultado é esse pão mega macio, com sabor suave de bolo de chocolate e textura que me lembra um brioche mais pesado. Com uma surpresa: recém saído do forno ele tem a massa meio úmida, parecendo que embatumada em excesso. Mas assim que esfriar a massa termina e secar mas mantém a maciez. Muito bom!

Os ingredientes são bem simples de encontrar, talvez com exceção da nata, mas ainda assim valem algumas notas:

O fermento que usei foi o levain, fermento natural que cultivo em casa. Se você quiser usar o fermento biológico fresco use 30g, se preferir o biológico seco (aquele do pacotinho) use 10g. Esses fermentos crescem a massa muito mais rápido que o levain, então seu pão vai ficar pronto bem mais rápido. A má notícia é que eu não consigo calcular exatamente quando. Espere a massa dobrar de volume no primeiro crescimento, e dê pelo menos uns 40min pra ela no segundo.

A nata pode ser complicada pra maioria das pessoas encontrarem. Se você não tiver o hábito de, cada vez que alguém ferver leite, congelar cada bocadinho de nata que surge  (pra fazer rosquinhas), vale usar outro tipo de gordura. O creme de leite fresco pode ser usado na mesma quantidade mas talvez você precise usar mais farinha para conseguir modelar a massa. Tente não usar muito mais farinha para que o pão não fique muito pesado. Também dá pra usar manteiga, com a mesma quantidade a textura da massa não deve mudar muito, embora o sabor não fique tão rico. (vai continuar gostoso no entanto, prometo!)

Por último o chocolate. Eu uso um chocolate 50% que é apenas cacau e açúcar misturados. Se você não tem certeza do que tem o seu chocolate em pó e prefere usar cacau não tem problema. Das 4 colheres de chocolate transforme duas em cacau e duas em açúcar e pronto. Se você quiser usar achocolatado eu não me responsabilizo por quão doce o seu pão vai ficar. Mas ó, o pão é seu não é? Use o que te deixar feliz!
pão de chocolate, trançado com 4 pontas

Pão de chocolate

150g de fermento natural
75g nata
8 colheres sopa de açúcar
1 ovo
4 colheres sopa de chocolate em pó 50%
4 colheres sopa de água gelada
cerca de 2 1/2 xícaras de farinha de trigo

*** tem um monte de poréns e dicas e substituições pros ingredientes. Era tanta coisa que deixei no texto acima invés de colocar aqui***

Misture todos os ingredientes, exceto a farinha, até ficar homogêneo. Vá acrescentando a farinha e amassando bem. Sove a massa até ela ficar macia e a farinha acabar.
Deixe a massa descansar em uma vasilha fechada por cerca de 6-8h.

Prepare a forma em que for assar forrando com papel manteiga e untando o papel manteiga. Usando bem pouca farinha para que a massa não grude (nem em você nem na bancada) divida a massa e trance. Ou modele como você quiser.
Transfira o pão para a forma preparada e tampe. Aqui vale tampa, filme plástico, até sacola plástica pregada com fita crepe. O importante é tampar para que a massa não resseque. Deixe descansar mais 10-12h.

Enquanto o forno aquece cubra o pão com açúcar cristal. Asse no forno aquecido a 230°. Fica complicado falar dourar porque a massa já é escura, mas por aqui, trançado demorou cerca de 30min. Se tiver um termômetro pra conferir é por volta dos 92° que el tá pronto. Também vale conferir com um palito igual bolo.
pão de chocolate, trançado com 4 pontas

—————————–

Em 2016: Massa Sablé

Salvar

Salvar

Salvar

Salvar

Salvar

Salvar

Sorvete de Pina Colada, abacaxi com coco com rum

Sorvete de Pina Colada, é coco com abacaxi (amamos!) com rum (amamos também!) feito pra tomar na casquinha ou amontoar um monte num potão!
sorvete de pina colada na casquinha

Vamos as principais vantagens do sorvete caseiro, mesmo que você não tenha sorveteira:

– você sabe tudo que tem ali dentro. Isso quer dizer um sorvete de pina colada, ou qualquer outro sabor, sem acidulantes, conservantes, aromatizantes e por aí vai. Se qualquer desses ingredientes entrarem na receita é porque você quis. Com ou sem dieta, saber tudo quanto é ingrediente que vai na comida é sempre uma boa ideia, e quanto menos nomes complicados nessa lista melhor ainda!

– você pode inventar como quiser! Troque sabores, acrescente algum tempero, pedacinho de chocolate, hortelã, algum licor… O que a imaginação mandar e pronto, seu sorvete ficou único!

Essa receita sofreu muitas alterações desde a original até a que aparece aqui, inclusive no nome; Sorvete de Pina Colada é ideia minha, a original chama sorvete de coco com abacaxi.

O abacaxi em lata virou in natura já que por aqui só encontramos abacaxi em calda. O creme de coco, que não encontramos por aqui também, virou um leite de coco caseiro mega concentrado, quase um creme mesmo. Leite de coco em pó? Tirei. O leite em pó continua que ajuda a dar mais sustância pra massa. Aliás já fica a primeira dica: tem leite em pó sem lactose? Então pronto, sorvete sem lactose pra quem não pode!

Podia ter mais rum? Podia. Com apenas duas colheres o sabor não aparece, e ele contribui só com a textura. Então já fica a segunda dica: o sorvete é só pra adultos? Pode dobrar a quantidade de rum; com 4 colheres ele vai ficar mais cremoso e com sabor de drink!

Última dica porque o post já tá longo: não caia na preguiça de usar leite de coco de garrafinha. Ele é muito ralo e você teria que ficar cozinhando ele toda vida pra reduzir e conseguir a textura. Pelo trabalho vale mais a pena fazer o leite/creme em casa mesmo. E já que deixou a preguiça de lado, ignora o coco ralado de pacotinho também vai… O coco fresco dá muuuito mais sabor e com um martelo fica facinho de abrir. Sério gente, eu não tinha ideia o quão mais fácil é quebrar o coco com um martelo. Segura ele bem firme e capricha na mira e pronto!
sorvete de pina colada na casquinha

Sorvete de Pina Colada – original aqui

2 1/2 xícaras de abacaxi em cubos
3 xícaras de coco ralado
1 1/2 xícara de água quente
1/2 xícara de açúcar
4 colheres sopa de leite em pó
2 gemas grandes
1 colher chá de essência de baunilha
2 colheres sopa de rum

Leve o abacaxi para uma panela em fogo médio e deixe cozinhar por cerca de 10min. Reserve. Bata o coco com a água e filtre em um pano (ou coador). Reserve também.

Em uma panela junte o açúcar, o leite em pó e metade do leite de coco e esquente; enquanto isso bata as gemas até formarem um creme claro. Tempere esse creme com a mistura quente, bem aos poucos pra não cozinhar. Volte essa mistura ao fogo e cozinhe, mexendo sempre, até que comece a engrossar. Retire do fogo e junte o restante do leite de coco e a baunilha e misture bem. Bata essa mistura com o abacaxi e rum no liquidificador até ficar homogêneo.

Leve ao congelador até começar a congelar e então bata na batedeira ou no processador até ficar homogêneo. Volte ao congelador até congelar completamente e então bata novamente. Siga com essa rotina até ficar cremoso.

PS1: Se você tiver uma sorveteira é bater no liquidificador e ir direto pra sorveteira.

PS2: Para fazer as casquinhas eu derreti um pouco de chocolate branco, passei na borda e cobri com coco ralado bem fininho. Você ainda pode trocar ambos pra algo que contraste com o sorvete caso prefira.

——————————

Em 2015: Pepilancia Twist

Salvar

Salvar

Salvar

Kahlua caseiro, também conhecido como licor de café

Kahlua caseiro é basicamente a versão artesanal de um licor de café com rum originalmente feito no México chamado (adivinha só) Kahlúa.

O sabor do café é suave e não amarga; como bom licor ele é bem doce mas não enjoativo; e o rum branco não adiciona sabor marcante, só no final você sente que tem algo alcoólico. O licor tem diversos usos, desde drinks como White Russian e Touro Bravo, até saborizar trufas e bolos e sorvetes e tudo que você quiser. Mas a verdade é que sozinho com uma pedra de gelo ele já fica ótimo. Pra quem gosta de café após a refeição ele pode ser uma boa opção em tempos de calor.
kahlua caseiro

Alguns pontos valem ser observados antes de passar a receita:

– O café: O sabor vai variar intensamente conforme o café, tanto o pó usado quanto o jeito de fazer. Eu fiz o café de sempre daqui de casa, pó de supermercado e coado no filtro de papel. Pessoas mais exigentes com o café podem querer investir mais nessa parte. O mesmo vale para as medidas que usei de pó e água. As da receita são apenas sugestões e o melhor seria você preparar o café do jeito que já tem costume.

– A baunilha: Eu uso essência por 3 motivos: preço, acessibilidade e rapidez. Eu não tenho acesso a fava por aqui, o que acaba encarecendo. Mas se você puder usa-la, sugiro que o faça. Nesse caso prepare o licor e deixe maturando com a fava embebida nele por 2-3 semanas, e então coe. Se você não tem acesso não se preocupe, com extrato ou essência ainda fica uma delícia.

– O Rum: usei a mesma regra que uso toda bebida alcoólica que não é base de receita: nem a mais cara e top do mercado, nem a mais furreca barata que encontrar; uso as que posso pagar e tenho costume de usar nos meus drinks.

Agora vai lá, passa um café e guenta que já já tem receitas com sabor café por aqui…. 😉

Kahlua caseiro – original aqui

1 1/4 xícara de café forte*
2 xícaras de açúcar
1 xícara + 2 colheres sopa de rum – usei o branco
3 colheres sopa de essência de baunilha

* faça o café conforme o seu gosto; eu usei 1 1/4 xícaras de água quente para 6 colheres sopa de pó e coei, como é o costume por aqui.

Passe o café e, com ele ainda quente, misture o açúcar. Quando o açúcar dissolver misture o rum e a baunilha. Guarde em uma garrafa tampada e na geladeira e assim ele dura alguns meses.

—————————–
Em 2015: Biscoito de fubá com limão
Em 2016: Bolo de baunilha

Salvar

Salvar

Salvar

Pesto, de patê a molho e mais variações

Pesto é um molho italiano feito, normalmente, com folhas de erva aromática (usualmente manjericão), castanha (tradicionalmente pinoli), queijo (italianamente pecorino) e temperos.
pesto em patê e biscoitos

Como adoramos fazer aqui no Brasil, essa receita já foi modificada inúmeras vezes e, hoje, encontramos pesto até de salsinha com nozes. Os sabores mudam drasticamente conforme mudam tanto a erva, quanto o queijo, quanto a castanha; e também os temperos claro. Mas acho que ficar discutindo se isso ou aquilo é ou não pesto dá na mesma que discutir se brigadeiro de capim-limão é brigadeiro ou não. A receita ficou gostosa? Cumpriu o dever de alimentar e deixar feliz? Então pronto né?

Por aqui o pesto manteve o manjericão italiano, trocou ligeiramente o queijo pra parmesão e abrasileirou completamente com a castanha de caju. E também mudei um pouco a textura. Normalmente o pesto é feito mais mole, como um molho, bom pra comer com macarrão. Eu fiz bem mais firme, na consistência de um patê, que era justamente o uso que eu tinha em mente no dia.

Também dá pra fazer uma textura meio termo e usar como recheio de pão trançado. 😉

Quer usar essa receita mas como molho? Sem problema! Adicione um pouco mais de azeite, e se quiser limão, até atingir a consistência preferida e pronto. O mesmo vale pra quem quiser trocar o queijo… Ou a castanha… Ou acrescentar uma salsinha..
Enfim como sempre por aqui: a base tá aí, agora é ó deixar sua imaginação comandar!

Pesto

3/4 xícara de parmesão ralado
1 xícara de manjericão*
3 colheres sopa de azeite
1 colher chá de sal
4 colheres sopa de castanha de caju picada
1 colher sopa de suco de limão

*Para medir o manjericão aperte bem as folhas na xícara

É só bater tudo no liquidificador; se achar que ficou muito firme acrescente um fio de azeite aos poucos.
Para um pesto rústico pique tudo com uma faca bem afiada até o tamanho desejado.

——————————-
Em 2016: Bicho de pé (aquele docinho de gelatina, sabe?)

Salvar

Salvar

Salvar

Salvar