Bolo baiano, sem glúten nem porquê

Bolo Baiano que não tem glúten, não precisa ter lactose e não tem porquê ter esse nome também, mas que continua gostoso mesmo assim!

bolo baiano

Começando com o nome. Eu não tenho ideia de onde essa receita veio, se ela devia ser desse jeito mesmo, ou do motivo do nome. Quando a gente procura por bolo baiano pela internet aparece todo tipo de receita. É bem verdade que 99% delas usam leite de coco, como essa também usa. Mas não acho isso motivo o bastante. E no restante elas variam absurdamente. Muitas tem essa textura mais diferente, algumas são o que eu chamo de Cuscuz de Tapioca (que de cuscuz não tem nada mas é uma delícia), mas nenhuma parece com esse bolo baiano de hoje.

Eu mantive o nome porque ainda quero investigar mais de onde essa receita pode ter vindo. Se um dia descobrir, conto aqui. Mas falando da receita em si.

Esse não é um bolo de café da manhã, como eu chamo bolos de textura mais tradicional, fofinha, mais sequinha… sabe? A textura dele é mais de goma, lembrando uma tapioca. O que faz sentido já que ele é feito apenas com amido, no caso, de milho. É um caso parecido com meu Bolo de Capim Limão, só que mais extremo já que a versão de Capim Limão tem porções iguais de farinha e amido. Falo tudo isso pra que ninguém faça essa receita esperando um bolo fofinho.

Mas ainda assim sugiro que experimente. Esse bolo baiano deixa na boca a mesma sensação de “quero mais” que os sequilhos deixam. Sensação típica, e facilmente reconhecível, justamente do amido de milho. E claro, depois de falar tanto desse aspecto, é sempre bom lembrar, essa é uma receita sem glúten. E isso acabou interferindo no preparo da forma.

fatia de bolo baiano

Normalmente minha regra pra formas que precisam ser enfarinhadas é usar a mesma gordura usada na receita. Só por uma questão de praticidade. Por isso essa foi untada com manteiga, mas no próprio passo a passo abaixo deixo claro que poderia ser óleo. Seguindo essa mesma lógica, achei melhor ‘enfarinhar’ a forma com amido de milho no lugar da farinha. Afinal, se alguém vai ter a preocupação de não usar glúten na receita, talvez também não queira na forma.

Tudo isso pra contar que sim, dá pra ‘enfarinhar’ forma com amido de milho sem problema. O processo em si é um pouco mais chatinho já que ele não é tão solto quanto a farinha. Mas o bolo desenforma que é uma beleza.

Por fim, já que o assunto são restrições… Esse bolo pode ser feito sem lactose. Como aqui a manteiga não é batida pra incorporar ar, ela pode ser substituída por óleo sem problemas. Outra opção é usar Ghee, manteiga clarificada ou manteiga noisette coada. Todas essas opções não têm mais a lactose e funcionam bem nesse bolo. Aliás, imagino que a noisette deve dar um perfume a mais que deve ficar muito bom. Assim que experimentar venho contar aqui também!

Um adendo final: eu não citei a manteiga de garrafa nas opções acima porque ela não é coada e portanto pode ter traços de lactose (assim como a noisette não coada). 

foto do pedaço no prato, já partido e com um garfo do lado

Bolo Baiano

Ingredientes
  

  • 1 xícara amido de milho
  • 1 colher sopa fermento químico
  • 200 ml leite de coco
  • 25 g manteiga derretida
  • 3 ovos
  • 2 xícaras açúcar refinado

Instruções
 

  • Ligue o forno a 200C para ir aquecendo.
    Unte uma forma de 20cm com óleo ou manteiga e cubra com uma camada fina de amido de milho
  • Misture o fermento com o amido de milho e reserve.
    Misture a manteiga com o leite de coco e reserve.
  • Bata os ovos até começar a espumar. Junte o açúcar e continue batendo até a mistura ficar lisa e cremosa.
  • Adicione o amido aos poucos, batendo delicadamente para incorporar. Então junte o leite de coco e misture ate a massa ficar homogênea.
  • Transfira para a forma preparada e leve ao forno por cerca de 40min, até assar completamente e passar no teste do palito.
  • Espere esfriar antes de desenformar e servir.

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