Chips de parmesão, o drops mais fácil de todos

Chips de parmesão, fininho e crocante, bom pra acompanhar uma cerveja ou um drink (ou um suco vai) e feito com apenas um ingrediente!
chips de parmesão

Tá, você pode usar temperos junto do parmesão Eu usei orégano, a receita original usava páprica, e você pode adicionar o tempero que quiser! Até porque, parmesão meio que combina com tudo né?

Mas se não tiver ideia de usar nenhum, tudo bem também. O parmesão sozinho já fica uma delícia!

E é meio que isso mesmo, rala o parmesão, modela, tempera e assa. Moleza né? Tô até sem assunto… Então vamos direto pras dicas e pra receita.
chips de parmesão

Dica 1: eu gostei de usar um cortador de biscoito pra moldar os chips de parmesão. Mas vale usar qualquer molde que quiser, inclusive molde nenhum. É só fazer um montinho baixo e pronto.

Dica 2: unte o papel manteiga. Isso tá na receita mas eu preciso enfatizar: UNTE O PAPEL MANTEIGA. Eu sei que parmesão tem bastante gordura, sei que papel manteiga não deveria grudar nas coisas. Mas gruda. Então taca óleo no papel! E também não rola de reaproveitar o papel pra uma nova leva sem untar de novo. Mas a parte boa: dá pra usar tapetes de silicone! 😀

Chips de parmesão – original aqui

parmesão ralado
temperos a gosto – usei orégano

Rale o parmesão no ralo médio para chips mais delicados, ou no ralo grosso para chips mais consistentes. Se for usar um tempero em pó, como páprica misture agora no parmesão.
Prepare uma assadeira com papel manteiga untado. Sim, precisa untar o papel manteiga. Espalhe os montinhos de parmesão pela assadeira. Eu usei duas colheres e sopa pra cada chip, e usei um cortador de biscoito para que ficassem redondinhos. Mas nada disso é realmente necessário. Se for usar um tempero que não seja em pó, como orégano, polvilhe por cima do parmesão nesse momento.
Leve ao forno, já aquecido a 200C, por cerca de 10min, ou até que dourem. Eles são mais gostoso logo em seguida, mas se for guardar a melhor opção é na geladeira, em um pote bem vedado.
chips de parmesão

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Pizza Sourdough – massas de fermento vivo

Pizza Sourdough de muçarela é só um pizza de queijo, feita com massa caseira. Com fermento natural. Mais fácil do que tá parecendo….
pizza sourdough

Eu descobri, meio que tarde demais, que a massa de pizza sourdough é uma das receitas mais fáceis de fazer com o levain. E por isso mesmo ideal pra quem tá começando a mexer com fermentação natural. Ao contrário do pão, que esperamos que cresça lindamente formando alvéolos incríveis, a massa de pizza não tem que inflar. Na verdade a gente não quer que ela infle de jeito nenhum!

Tudo que precisa é tempo, o fermento vivo é meio lentinho, e vontade de comer pizza. Sério. Dá pra fazer em pedras próprias e dá pra fazer em formas de alumínio como a da foto. Na verdade o primeiro teste da receita foi feito em uma assadeira retangular, também de alumínio, que deve ter a minha idade… E deu tudo certo. O forno precisa atingir o mínimo de 230C, mas isso a maioria dos fornos caseiros consegue sem esforço. E é só isso mesmo. O recheio pode variar, a espessura da massa pode variar… tá tranquilo.

O resultado pode ser uma massa fininha e crocante ou mais gordinha e macia, isso só vai depender da quantidade de massa que você usar. Os ingredientes abaixo são o suficiente para uma pizza de 35cm de massa fina. Então é só aumentar ou diminuir conforme o seu gosto.
pizza sourdough

Pizza Sourdough – original aqui

1/2 xícara de fermento natural
1/2 xícara de água
1 1/2 xícara de farinha de trigo
1 colher chá de sal

Misture o fermento com a água e meia xícara de farinha e deixe descansar em uma vasilha tampada por 12 horas.
Junte o restante da farinha e amasse até que incorpore totalmente na massa. Deixe descansar mais 30minutos.
Finalmente junte o sal e sove a massa até que fique coesa. Deixe descansando até que dobre de tamanho. Nesse ponto a massa já está pronta para ir ao forno. Se você só quiser fazer sua pizza mais tarde pode deixa-la na geladeira (na vasilha tampada) por umas 2-3h.
Dependendo da forma/pedra usada você pode não precisar untar, na dúvida unte com óleo. Estique a massa com as pontas dos dedos até cobrir o fundo da forma. Deixe descansando mais uns 30min, para garantir que a massa não vai encolher. Recheie como preferir (usei molho de tomate, muçarela e orégano, só) e asse em forno aquecido a 230C.

pizza sourdough

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Em 2015: Chocolate quente básico

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Rolinhos Folhados pra fazer ainda hoje!

Rolinhos folhados! Sabe os cinnamon rolls? Agora imagina com massa folhada!
rolinhos folhados

A ideia apareceu assistindo um vídeo da Dani Noce chamado muffin croissant, e já digo que esse nome fez eu me apaixonar instantaneamente… Assim como o recheio de doce de leite. Mas fiquei imaginando o tal “bolinho” menor, mais parecido com o cinnamon roll. E aí claro que já imaginei com o recheio de açúcar com canela. E aí pronto, dezenas de recheios passeando pela minha mente. E como resolvi faze-los menores eles acabaram ficando mais parecidos com os rolls do que com os muffins, portanto: rolinhos folhados.
rolinhos folhados com canela

Pra esse primeiro teste eu escolhi só 3 recheios: ganache de chocolate, manteiga temperada com açúcar e canela, e um patê de maionese com queijo parmesão. Todos eles foram feitos sem medidas muito exatas. E ideia é aproveitar o que tem em casa. Sabe aquele chocolate que sobrou dos suspiros marmorizados? Ou aqueles sachês de maionese que vieram com a pizza e ninguém quis? Só tenha cuidado para que a textura do recheio não fique muito molenga já que não queremos recheio escorrendo pro fundo da forma.

Falando na forma: eu usei uma de cupcakes tradicionais. Vale usar aquelas forminhas de silicone individuais? Vale. Vale usar forma para mini cupcakes? Vale. Vale usar o que você tiver na cozinha!

rolinhos folhados de chocolate

Aliás, esse é o princípio do Cozinha gente: pegar aquelas receitas maravilhosas que a gente vê internet afora ou na cozinha das nossas avós e deixar possíveis pras nossas cozinhas não tão experientes assim.

E ainda tem dica sobre a massa. Conheça a sua massa! Fui testar uma massa comprada pronta, e congelada, que eu nunca tinha experimentado e me dei mal: o meio dos rolinhos não folhou. Então vale assar um rolinho antes de todos, pra ver se o forno precisa estar mais baixo (ou alto), se você nunca usou a massa escolhida. Ou vale fazer a massa em casa, na base do truque, usando essa receita aqui. Ou usar a massa que você já conhece e sabe que funciona bem.
rolinhos folhados de queijo

Uma última coisa: teoricamente nenhuma massa folhada vai grudar na forma, já que elas são cheias de manteiga. Só que alguns recheios podem grudar. Vide o delicioso rolinho de canela, cujo açúcar caramelizou na forma e, enquanto esfriava, grudou e destruiu o fundo do rolinho. Se for usar algum recheio com açúcar lembre de retirar o rolinho da forma assim que ele sair do forno!

Rolinhos folhados – original aqui

Massa folhada
Recheios a vontade

Ligue o forno a 180°C.
Abra a massa folhada e corte fatias com a mesma largura da altura da forma que será usada. Passe o recheio em cada tira e enrole. Se sua massa for pequena vale emendar duas tiras num rolinho só. Coloque cada rolinho em uma forma de cupcake, e leve ao forno já aquecido até que dourem.

Dica mor: não coloque sabores de recheio diferentes na mesma forma. Cada  um vai pedir tempos diferentes de forno e aí você complica a sua vida.
rolinhos folhados

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Queijo caseiro, feito com coalho

Leite e coalho e sal e pronto! Queijo caseiro gostoso e fresco pra voltar de férias com tudo!

Essa receita foi sendo aperfeiçoada ao longo do ano passado. E depois de misturar receitas da internet, conhecimento de antepassados e dicas diretamente de quem me fornece o leite… Eis o queijo!
queijo de coalho inteiro

Por aqui, acaba valendo a pena financeiramente porque o leite é barato (comparado a leite gordo em cidades grandes). Mas além dessa questão é o sabor e a certeza do que tem ali que contam mais. É realmente leite, coalho e sal e só. E em uma época em que a lista de ingredientes no queijo do mercado tá só crescendo, pra quem quer uma vida mais natural essa pode ser uma boa opção.

No quesito qualidade (leia sabor e textura) pra mim o caseiro também sai ganhando. Ele é mais fresco, e se tem uma coisa que detesto é queijo “fresco” que já passou alguns dias. E a textura é menos borrachuda. Já teve a sorte de encontrar um queijo minas fresco que dá pra partir com colher? É o caso desse! Se você não prensar dá até pra usar como patê…
queijo de coalho partido

E claro, sobra soro. Ele também pode ser aproveitado. Eu gosto da ideia de congelar em uma forma de gelo e usar pequenas porções em molhos e refogados. Ele deixa esses pratos mais nutritivos e não altera o gosto. Mas pra mais opções tem esse artigo que é bem variado!

Por último, o pano de coar. Eu não quis esperar o dia que comprasse um pano próprio pra finalmente fazer meu próprio queijo. Então usei o mesmo pano que tenho pra coar leite vegetal. É um quadrado de voal (verde que tava na promoção) com um elástico e um prendedor na ponta. Tudo encontrado em armarinho e fácil de fazer. Também dá pra comprar pronto pra quem quiser um acabamento mais bonitinho…rs

Queijo feito de coalho

2 litros de leite*
2ml de coalho**
1 colher sopa de sal

*O ideal é usar o leite gordo e cru, ou seja, aquele leite de fazenda que ainda não passou por nenhum tipo de esterilização, nem foi fervido. Se você não tem acesso prefira o leite de saquinho ao de caixinha. Se só tiver o de caixinha e ainda assim quiser tentar… Vai fundo!

** O coalho é vendido em uma garrafinha que costuma ficar junto dos fermentos. Segundo a lenda existe coalho de diversas marcas, mas eu só conheço a que aparece na foto. Diferentes marcas podem pedir diferentes quantidades por litro, se a sua pedir uma quantidade diferente da que eu usei talvez seja melhor seguir a indicação da embalagem.
colagem queijo de coalho passo 1

Aqueça o leite até que atinja 39°. Misture o coalho ao leite, tampe e deixe descansar por cerca de 40 min para que o leite comece a coagular. Passado o tempo corte o sólido formado passando uma faca por ele diversas vezes e em diferentes direções. Tampe novamente e deixe descansar mais 20min.
colagem queijo de coalho passo 2
Monte o descanso para filtrar o queijo. Eu uso um escorredor de macarrão com o pano de coar (para maiores informações veja o texto acima), e uma vasilha embaixo para receber o soro. Se o seu saco de filtrar for bem fechado você pode nem precisar do escorredor.
Com uma escumadeira “pesque” os pedaços de queijo da panela e transfira para o pano; evite simplesmente despejar o conteúdo da panela de uma vez, isso acaba estragando um pouco a textura do queijo.
colagem queijo de coalho passo 3

Aperte o pano para escorrer o restante do soro e já vai ficar parecendo mais com queijo mesmo. Transfira para uma vasilha ligeiramente untada para formatar. Aperte bem a massa na vasilha, com a ajuda de uma colher, e cubra com papel toalha. Deixe na geladeira por pelo menos duas horas.
Agora é só desenformar e aproveitar!
queijo de coalho escorrendo

As vezes o queijo solta um pouco de soro nas 24h seguintes, então eu adaptei uma “gambiarra” com meu cesto de cozinhar no vapor e um prato fundo pra evitar acidentes dentro da geladeira. 😉

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Em 2015: Pavê de sonho de valsa

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Propoleta de queijo coalho

Mais um petisco no estilo bolinho de queijo, dessa vez com queijo coalho!
propoleta de queijo coalho cozinharoman ptEssa receita tava anotada num papelinho já faz um tempo por aqui, e eu ficava buscando uma data legal pra experimentar. Até que deixei isso pra lá e fiz num dia de semana qualquer porque a vida é muito curta pra esperar data especial e é bom começar a por isso em prática logo…rs
A ideia é uma massa cozida, tipo de coxinha, envolvendo um pedaço de queijo e frita depois. Delícia né? E fica mesmo! E é bem fácil de fazer, tanto que fiz uma batelada e congelei um bocado pra ir fritando aos pouquinhos quando desse vontade de comer.
Eu usei queijo coalho porque era o que tinha na geladeira.

(Já repararam como essa frase aparece muito por aqui? Regra de ouro da casa: bora aproveitar o que tem na geladeira)

Vale fazer com outros queijos? Vale! A textura final vai depender disso, então mussarela vai ficar mais puxa por exemplo. Aí é só pensar no resultado final que você quer e escolher o queijo de acordo. A receita original usava queijo minas meia cura, e sim, eu quero tentar com ele na próxima vez.

Falando na receita original, ela tava anotada com o nome “propoleta de queijo do cozinhadibuteco” sem origem. E não encontro em lugar nenhum, nem de onde copiei a receita, nem quem criou. Então, por favor, se alguém aí souber quem fez, quem publicou, alguma pista, comenta pra eu poder dar os créditos direitinho! 🙂

propoleta de queijo coalho cozinharoman pt2Propoleta de queijo coalho – original do Festival Comida de Buteco

25g de manteiga sem sal
1 xícara de caldo
1 xícara de leite
sal e pimenta a gosto
farinha de trigo quanto baste
queijo coalho – usei uns 2 palitos
ovo e farinha de rosca pra empanar

Em uma panela junte a manteiga, o caldo e o leite e esquente até ficar homogêneo. Desligue o fogo e vá juntando a farinha e misturando muito bem pra tirar todas as pelotas.
Acrescente farinha até a massa ficar na consistência de uma pomada, já vai ser o suficiente pra modelar as propoletas. Prove a massa e acrescente sal e pimenta conforme o seu gosto.

Deixe esfriar o suficiente para conseguir modelar sem queimar as mãos, e enquanto isso corte cubinhos do queijo. Antes de começar a modelar unte as mãos com uma gota de gordura (vale óleo, manteiga, azeite…)

Pegue uma colherada de massa e abra na palma da mão; coloque o cubinho de queijo no meio da massa e feche formando uma bolinha. Repita ad infinitum. Propoletas todas montadas é só passar no ovo batido, na farinha de rosca e fritar!
Se quiser também pode passar no ovo, na farinha e congelar pra depois.

PS: tá vendo aqueles palitinhos nas fotos? É restinho de massa que sobrou quando o queijo acabou. Só enrolei numa tira e cortei os palitinhos e depois empanei e fritei normalmente. Não tem tanto charme quanto a propoleta completa mas é bem gostoso também.

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Em 2015: Bolo de fubá

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Queijadinha

Queijadinha! Pra quem não tá acostumado com doces típicos daqui: parece um muffin mega úmido de queijo e coco. Mas essa comparação pode ser considerada sacrilégio…
queijadinha cozinharoman ptTirando uma pseudo polêmica de lado logo no começo: tia wiki diz que queijadinha não tem queijo. Nas últimas duas décadas eu só vi queijadinha com queijo, então pra mim tem sim.
E seguindo essa linha eu conheço dois tipos de receita, as que eu chamo básicas e as que eu chamo grandes. As receitas básicas são aquelas com poucos ingredientes e modo de preparo mais fácil. Já as grandes tem uma lista de ingredientes maior e preparo (as vezes) um pouco mais complexo.

Claro, quando se trata de receitas típicas, eu prefiro as mais simples e com menos ingredientes. Acredito que seja bem mais provável serem elas as mais antigas. E a de hoje é assim: 4 ingredientes e modo de preparo do tipo mistura tudo e assa!
No entanto não consegui achar a origem já que a minha (pra variar) tava num papelzinho num caderno velho. A mais próxima que achei foi no Panelaterapia, que não é exatamente igual nas proporções mas é tipo irmã gêmea. Lá também aprendi que pra quem quer uma queijadinha densa pode assar em banho-maria, tentarei da próxima vez…
queijadinha cozinharoman pt2Queijadinha

50g de coco ralado
50g de queijo parmesão*
1 lata de leite condensado
2 ovos grandes

* eu sempre prefiro o parmesão ralado na hora porque não gosto nem um pouco do de pacotinho. Se você for usar o de pacotinho vá colocando aos poucos e teste o sabor porque ele é beeeem forte.

Misture tudo e transfira para forminhas de papel. Leve ao forno a 200° até que dourem bem.
Dica de forno: eu usei o forno pequeno que só tem a grade mais baixa e elas começaram a queimar embaixo antes de dourarem totalmente por cima, por isso coloque sempre na grade mais alta. 😉

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Bolinhas de Queijo

Bolinhas crocantes de puro queijo…
bolinhas de queijo cozinharoman ptNormalmente não confio muito em receitas que chegam através de vídeos rápidos em redes sociais. Preconceito idiota meu. Fui tentar essas bolinhas de queijo e levei um tapa mental de “aprende menina!”. E além de aprender ainda fiquei com um tira gosto bom pra caramba!
Mas realmente eu jurava que na hora de fritar as bolinhas se desmanchariam completamente, afinal são 90% queijo! O caso é que não desmancham. E eu nem mexi muito na receita… Mexi porque sou curiosa mesmo…
Na primeira tentativa usei parmesão e mussarela como a original, mas numa proporção diferente: meio a meio. Na segunda tentativa usei 1 1/4 xícara de queijo do reino e o restante de mussarela. Ambas as versões ficaram ótimas, então na receita coloquei apenas queijo, daí cada um usa o que quiser.
A maior diferença na verdade é a textura antes de fritar: a original usa farinha até desgrudar das mãos.Eu usei menos e untei as mãos para modelar a massa mais molenga, tipo massa de pão de queijo.
E é sempre bom lembrar: prove um  pouco da massa antes de fritar pra ver se está bom de sal.
bolinhas de queijo cozinharoman fb2Bolinhas de queijo – original aqui

2 xícaras de queijo ralado
2 ovos
1 colher chá de orégano
sal a gosto
1/3 xícara de farinha de trigo – mais ou menos
Farinha de rosca e óleo pra fritar

Misture todos os ingredientes e amasse até formar uma massa coesa. Forme as bolinhas e passe cada uma na farinha de rosca. Frite por imersão em óleo bem quente e sirva.

Bolo Red Velvet Sangrento – Halloween 2015

Final do mês é Dia das Bruxas e a partir de hoje é só receita inspirada. E pra começar com grande estilo o escolhido foi esse red velvet sangrento:
red velvet sangrento cozinharoman ptEu sempre vi o bolo red velvet associado ao dia dos namorados, normalmente em formato de coração ou com confeitos românticos. Mas gostei muito de algumas opções de decoração ligadas aos vampiros, e me apaixonei quando vi no Pinterest algumas inspirações dele com cobertura vermelha.
O red velvet é na verdade um bolo de chocolate que fica com a cor avermelhada por conta da reação do cacau com os ingredientes ácidos da receita. No entanto o mais comum hoje é usar corantes (artificiais ou naturais) para conseguir um vermelho mais forte. Isso que foi feito aqui. Além disso, pra variar, não encontrei cacau, e já estava cansada de querer fazer esse bolo e nunca ter cacau. Então fui de chocolate em pó 50% respeitando as proporções de açúcar (tá tudo bonitinho na receita abaixo). A receita escolhida pra sofrer essas alterações foi a da Dani Noce, que aliás fez uma versão vampiresca pro Halloween do ano passado.
red velvet sangrento cozinharoman pt2Já a cobertura escolhida foi a do naked red velvet da Raiza do Dulce Delight. (Pra quem não gosta de corantes artificiais ela usou corante caseiro de beterraba no bolo dela)
Na cobertura foram duas mudanças meio gigantes. Primeiro troquei o queijo de cabra, que é impossível aqui, por ricota. E com certeza o gosto não é o mesmo, mas gostei muito da combinação com ricota. A segunda mudança foi um desastre.
A receita é bem explícita quanto ao açúcar: tem que ser de confeiteiro. Não tinha, não tinha onde comprar, então bati o cristal no liquidificador e rezei. E minha reza não é boa não viu… Funcionar funcionou porque o bolo tá aí, de pé, bonitão e gostoso. Mas dá pra sentir a areia de açúcar no creme sabe? Então favor seguir a receita abaixo e usar o açúcar de confeiteiro pra dar tudo certo contigo!
E não esquece de postar uma foto do seu bolo e marcar o #cozinharoman nas redes sociais pra eu poder ver! Qualquer dúvida nessa que foi a maior receita já postada aqui, é só perguntar nos comentários!
red velvet sangrento cozinharoman pt4Bolo Red Velvet

Bolo – original aqui

1 1/4 xícara de açúcar cristal
2 2/3 xícara de farinha de trigo
9 colheres sopa de chocolate em pó – 50%
1 pitadinha de sal
1/2 colher chá de fermento em pó
3 ovos pequenos
160g de manteiga sem sal
130ml de água
200g de iogurte natural
1 1/2 colher chá de bicarbonato
2 1/2 colher sopa de vinagre branco – usei de arroz
1 1/3 colher sopa de essência de baunilha
corante vermelho

Essa receita é o suficiente para duas formas redondas de fundo removível de 20cm; se você só tiver uma forma (meu caso) dá pra fazer a receita inteira e tem truque mais abaixo pra hora de assar.
Comece preparando as formas: unte o fundo e as laterais com manteiga. Cubra o fundo com um disco de papel manteiga e unte o papel também. Depois enfarinhe tudo e reserve.
Peneire em uma vasilha todos os ingredientes secos, exceto o bicarbonato, e misture tudo muito bem.
Em uma panelinha leve ao fogo a água e a manteiga até que a manteiga tenha derretido completamente e reserve.
Em uma terceira vasilha dissolva o corante no iogurte até que esse fique com uma cor bem forte. Junte a baunilha e os ovos, um a um, mexendo a cada adição pra ficar bem homogêneo. Ainda misturando acrescente a água e a manteiga, cuidado com a temperatura para não cozinhar a coisa toda.
Depois que estiver tudo homogêneo acrescente essa mistura colorida aos ingredientes secos e misture delicadamente. Não bata a massa, misture apenas para incorporar tudo.
Se for usar duas formas misture o bicarbonato com o vinagre em uma tigelinha e junte na receita. Misture rapidamente, transfira para as formas e leve ao forno a 180°.
Se só tiver uma forma divida a massa em duas partes iguais. Misture metade do bicarbonato com metade do vinagre e misture em uma das partes da massa. Transfira essa parte para a forma e leve ao forno a 180°. A outra parte deve ser coberta com filme plástico (encostando nela) e levada a geladeira, isso vale apenas pelo tempo que a primeira parte leva pra assar. Quando o primeiro bolo estiver pronto desenforme, limpe a forma e prepare-a novamente. Misture o restante o bicarbonato com o vinagre e misture na massa refrigerada. Transfira para a forma e leve ao forno.
(é bom lembrar que dá pra fazer meia receita e depois mais meia receita, essa dica fica pra quando você acha que vai caber na forma e não cabe, sabe?)
Deixe ambos os bolos esfriarem bem antes de rechear.
red velvet sangrento cozinharomanRecheio/Cobertura – original aqui

200g de ricota fresca
200g de cream cheese
100g de manteiga sem sal
4 xícaras de açúcar de confeiteiro

Todos os ingredientes precisam estar em temperatura ambiente.
Amasse bem a ricota com o cream cheese até que vire um purê, se tiver um mixer/liquidificador bem potente vale usar.
Bata todos os ingredientes até que vire um creme fofo e homogêneo. A batedeira não é pré-requisito mas facilita muito a vida.
Use metade como recheio e leve a outra metade para a geladeira para ser usado mais tarde como cobertura.

Ganache vermelha

200g de chocolate branco
50ml de creme de leite de caixinha
corantes vermelho, amarelo e preto

Derreta o chocolate e misture o creme de leite até ficar homogêneo.
Vá acrescentando os corantes aos poucos e misturando sempre para testar a cor. No meu caso foi apenas uma pitada de amarelo e preto para uma colher de vermelho, mas isso varia de corante para corante. Use ainda em temperatura ambiente.

Montagem – inspirada aqui

Acerte os bolos para que fiquem nivelados. Forre a forma usada para assa-los com uma tira de acetato pouco mais alta que ela. Se não tiver a tira de acetato dá pra usar papel manteiga untado, não vai funcionar tão bem mas vai funcionar.
Coloque um bolo, o recheio (metade da receita) e o outro bolo e aperte ligeiramente, apenas para acertar. Essa receita de bolo não precisa ser molhada. Deixe algumas horas na geladeira, eu gosto de deixar a noite toda, para que o bolo se acerte.
Retire da forma, passe para o prato e desenrole o acetato. Cubra todo o bolo com a cobertura (outra metade da receita) e acerte com uma espátula. O topo não precisa estar perfeito, mas precisa estar nivelado. O mais importante é que as laterais estejam retas para a ganache escorrer. Leve de volta a geladeira por mais 3h para a cobertura firmar no lugar.
Prepare a ganache e coloque uma parte num saco de confeitar. O bico pode ser do tamanho que você preferir que as gotas escorridas fiquem. Com o saco de confeitar vá colocando a ganache na quina do bolo de modo que ela escorra pelas laterais. Cuidado para não colocar ganache demais e cobrir todo o bolo. Por fim cubra o restante do topo do bolo e leve de volta para a geladeira até a ganache acabar de endurecer.
red velvet sangrento cozinharoman pt2

Biscoito de queijo – receita de tia

Discos fininhos de massa crocante cobertos com queijo parmesão ralado, o de verdade não o de saquinho…
biscoito de queijo cozinharoman ptA receita veio de um caderno da minha mãe, onde estava anotada com o nome de uma tia minha na frente. Não, não é a mesma tia das rosquinhas de sal amoníaco, mas esse trem chama Cozinha Roman por um motivo né…rs
A massa não é nada leve, por assim dizer, já que leva manteiga e creme de leite. Não é pra fazer quando tem pouca gente em casa também, porque renderam mais de 100 biscoitos… Ou é né, vai do tamanho da sua fome…
Fiz duas alterações na receita, uma consequência da outra. A original leva margarina, que foi meio que abolida daqui de casa, então troquei por manteiga. Só que a manteiga tem muito mais gordura do que a margarina, então usei uma quantidade menor, apenas 100g. Só que com a quantidade de manteiga menor a massa acabou ficando seca demais para manipular. Então coloquei a coisa mais próxima de manteiga e creme de leite que encontrei na geladeira: leite. A quantidade de leite pode variar de acordo com todos os outros ingredientes, então coloque aos poucos e vá testando o ponto da massa.
No mais o que vai dar o sabor pra esse biscoito é o queijo, então evite o parmesão de saquinho que praticamente não tem sabor. Escolha um queijo gostoso, que você comeria puro, mesmo que não seja parmesão, só precisa ser curado.
biscoito de queijo cozinharoman pt2Biscoito de Queijo
Rende cerca de 140 biscoitos

5 xícaras de farinha de trigo
100g de manteiga sem sal gelada
1 colher chá de sal*
1 1/2 xícara de parmesão ralado
2 gemas
1 lata creme de leite sem soro
cerca de 6 colheres sopa de leite – caso necessário
Parmesão ralado para cobrir

*a quantidade de sal depende muito do queijo, então prove a massa enquanto faz pra ter certeza

Rale, ou pique em cubinhos, a manteiga e misture com a farinha, o sal e o queijo formando uma farofa. Junte a gema e o creme de leite e comece a misturar. Se a massa estiver muito seca vá acrescentando o leite aos poucos. Eu precisei de 6 colheres mas isso varia da farinha, do queijo e do tamanho da gema.
Forme uma massa coesa mas não sove. Cubra com filme plástico e leve para a geladeira por 30min.
Abra a massa bem fina, menos de 0,5 de preferência já que quanto mais fina mais crocante no final. Corte no formato desejado e cubra com mais queijo ralado. Leve ao forno a 200° até dourar. Demora cerca de 20-30minutos. E não precisa untar a forma.

Torta Croque Monsieur

Já ouviu falar no Croque Monsieur? É um misto quente muito do chique, com direito a cobertura de molho branco (ou bechamel) e mais queijo por cima. E pra comemorar a volta as atividades do Cozinha hoje tem torta de croque monsieur. Isso mesmo, sanduba em forma de torta!
Essa receita veio de mais um curso da Eduk (que continua não me patrocinando mas eu continuo achando uma boa ideia), dessa vez um curso de tortas salgadas com a Carole Crema. Já tinha feito essa receita mas não tinha conseguido boas fotos. Dessa vez também não consegui exatamente um primor de fotos. Mas já tava cansada de fazer a receita e não mostrar pra vocês. Fica mais uma pra lista do “quando conseguir fotos melhores venho aqui e dou um up”.
torta croque monseiur 1Não tenho muita certeza se mudei a receita ou não. É que não anotei como ela fez o molho branco, então por aqui usei uma receita básica de molho branco. A mesma que usei na lasanha a bolonhesa (outra receita que é tão boa e as fotos não fazem justiça). No mais, fiz igualzinho ela ensinou no curso, da primeira vez receita inteira e dessa vez meia receita. Meia receita foi o suficiente pra um lanche para 4 pessoas.
Um detalhe pra prestar atenção. Na receita aconselho usar um refratário alto. Leve isso a sério. Na primeira vez usei um pirex grande, mas baixo, e o trem borbulhou no forno, subiu e perdi metade do molho e da mussarela de cima. Além de ter ficado com o forno cheio de mussarela queimada. Pra qualquer receita que leve grandes quantidades de leite é sempre legal usar um vasilhame mais alto pra garantir. Levando isso em conta, daí fica fácil: é só colocar no forno e aproveitar!
torta croque monseiurTorta Croque Monsieur – original Carole Crema

Massa:
1 xícara de farinha de trigo
1/2 xícara de óleo
1 xícara de leite
1 colher chá de fermento químico
1 pitada de sal
2 ovos
1/2 xícara de parmesão ralado

Recheio:
Presunto
Mussarela

Cobertura:
2 xícaras de leite
1 1/2 colher sopa de manteiga
1 1/2 colher sopa de farinha de trigo
sal a gosto
noz moscada a gosto

Para fazer a massa é só bater tudo no liquidificador, mas deixando o fermento por último, pra quando a massa já estiver homogênea. Escolha um refratário alto (tem bastante leite na receita) e unte com manteiga. Transfira metade da massa batida para esse refratário e cubra com presunto e metade da mussrela. Esses ingredientes não têm medida porque vai do gosto, eu gosto de torta bem recheada…rs
Cubra o recheio com o restante da massa e leve ao forno a 180° por 15min. Enquanto isso prepare o molho branco da cobertura. Em uma panela derreta a manteiga e adicione a farinha de uma vez. Misture bem formando uma pastinha, não precisa deixar dourar muito. Acrescente o leite e vá mexendo com um fouet enquanto cozinha. O fouet não vai deixar empelotar. Tempere com o sal e a noz moscada e continue mexendo até começar a parecer um mingau. Não precisa deixar engrossar muito porque ainda vai no forno.
Passados os 15min a massa vai estar começando a cozinhar e ficar mais firme. Tire o refratário do forno e delicadamente cubra tudo com o molho branco e o restante da mussarela. Volte ao forno por cerca de 15 minutos. O bom mesmo é servir recém saído do forno, mas se sobrar é só cobrir com papel alumínio e voltar ao forno baixo pra esquentar novamente.

Foto feinha do último pedaço mas que pelo menos mostra todas as camadas de delícia. ;)

Foto feinha do último pedaço mas que pelo menos mostra todas as camadas de delícia. 😉